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publicado em 09 de agosto de 2017 - 22h 5

Polêmica entre ABIH, Sebrae e Airbnb continua

Airbnb emite nota em que ataca ABIH, flerta com Afif e não menciona a raiz do problema - a ausência de taxação.

Álvaro Arantes

Nota de posicionamento do Airbnb sobre o convênio Sebrae

O Airbnb Brasil recebeu com consternação a notícia de que o diretor-presidente do SEBRAE, Afif Domingos, se deixou ser pressionado por grandes empresários, prejudicando pequenos comerciantes e empreendedores. Conforme noticiou hoje O Globo, Afif tomou o lado de hoteleiros contra sua própria diretoria executiva, que já havia aprovado um convênio de cooperação técnica de fomento da economia local e da experiência turística a partir da integração dos pequenos negócios na rede de indicações de anfitriões do Airbnb.

Também causa estranheza que Afif tenha gravado um vídeo institucional, omitido dos canais oficiais do Sebrae, no qual afirma que sua decisão foi tomada "de comum acordo" com pessoas que não pertencem ao quadro do Sebrae: duas lideranças da ABIH (Associação Brasileira da Indústria Hoteleira), com quem se reuniu a portas fechadas e sentam ao seu lado na gravação.

É no mínimo questionável que uma instituição de respeito como o Sebrae abra espaço para tal ingerência, em flagrante prejuízo à sua missão de "promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios e fomentar o empreendedorismo".

A ABIH tem se notabilizado nos últimos meses pelo corporativismo agressivo e calunioso contra os usuários da plataforma, com intuito de garantir uma reserva de mercado, sufocar a inovação e a concorrência e ameaçar a atividade lícita e regulamentada do aluguel de temporada.

O Airbnb Brasil reitera que o crescimento da plataforma tem gerado uma série de benefícios econômicos, começando pela renda extra gerada para os anfitriões e democratizando as receitas ligadas ao turismo, beneficiando especialmente empreendedores e pequenos comerciantes no entorno dos imóveis alugados.

Um exemplo concreto disso foi a parceria com a Rio 2016: como fornecedor oficial de acomodação alternativa, o Airbnb registrou mais de 85 mil chegadas de hóspedes em três semanas (viabilizando acomodação para visitantes quando a capacidade hoteleira estava saturada) e uma movimentação econômica na cidade de mais de R$ 325 milhões, somando a renda direta para proprietários de imóveis e o consumo dos visitantes pela cidade.

O Airbnb está aberto ao diálogo e urge que Guilherme Afif Domingos e o Sebrae esclareçam oficialmente aos milhares de anfitriões e hóspedes da plataforma qual é a situação do convênio.

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O Portal Eventos abre espaço, democraticamente, para que o Airbnb se posicione nesta polêmica, apesar de considerar grosseiros os termos empregados e equivocada a argumentação utilizada.

Apesar do tom vitimista da nota, não detectamos qualquer interesse em proibir a atividade, mas simplesmente regulamentar um modelo que opera como meio de hospedagem, não de aluguel, sem as obrigações impostas às empresas do ramo.

Estranhamos, ainda, o desprezo pelo papel institucional desempenhado por uma entidade com mais de 80 anos de lutas em benefício do setor hoteleiro.

Assim como o Airbnb atuou para firmar um convênio, a ABIH atuou para questioná-lo. Onde está o problema? Num Estado Democrático e de Direito, ambas as ações são legítimas e legais, e alguém deve prevalecer.

Que o jogo continue, com o mínimo de faltas, arranhões e valentias desnecessárias.

Fonte: Assessoria

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