Canais
Artigo
publicado em 07 de fevereiro de 2018 - 10h59

Receber bem gera riqueza e prosperidade

Os dias 28 e 29 de janeiro marcam dois temas relevantes, que juntos constituem a base da indústria turística contemporânea. O primeiro, dia 28/01, é consagrado ao Comércio Exterior. Surgiu há 210 anos, seis dias após a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808. Por Edmilson Romão*

Da Redação
  Edmilson Romão - presidente da ABAV-SP

Nessa data, Dom João VI assina o ato de abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal. E daí em diante, a história do nosso país ganharia novas perspectivas e caminhos.

Já 29 de janeiro é reconhecido como o Dia da Hospitalidade. Tem sua origem ligada à liturgia católica, no sentido de acolhimento. Em termos gerais, hospitalidade associa-se à ideia de tratar bem quem se encontra em lugares diferentes de seu entorno habitual.

Ou seja: o visitante, o viajante, o turista. Bem se vê que ambas as datas simbolizam valores cada vez mais na ordem do dia, para todos os profissionais que vivem do e para o negócio do turismo.

Quando se fala em Comércio Exterior, o senso comum associa essa atividade ao comércio de commodities, manufaturas e similares.

A percepção de que a venda de serviços turísticos agregados aos nossos destinos constitui pauta valiosa de Comércio Exterior ainda é pouco expressiva

O turista estrangeiro entra no país com dólares ou euros, compra os serviços ofertados pelos destinos que decide conhecer e contribui para a roda da economia girar. Se bem recebido e acolhido, leva boas lembranças, compartilha a experiência com amigos e tende a voltar.

Os sinais do turismo mundial são bons. Em 2017, segundo a OMC, crescimento foi de 7% em relação a 2016. Ou seja: 1,322 bilhão de viajantes internacionais.

O Brasil ainda oscila na faixa dos 6 milhões de turistas estrangeiros/ano. O Chile, por exemplo, com seus 756.950 km² e população na casa dos 18 milhões de habitantes, já empata com o receptivo brasileiro, De 2016 para 2017, o ingresso de visitantes estrangeiros em terras chilenas cresceu 14,3%.

Porém, o Mtur trabalha com a expectativa de elevar o número de estrangeiros no país para 12 milhões até 2022. Essa perspectiva elevaria a receita vinda desta fonte de US$ 6 bilhões, em 2016, para US$ 19 bilhões, em 2022. Esse salto resultaria na criação de 6 milhões de novos empregos.

As virtudes naturais do receptivo Brasil são por demais conhecidas. País conecta-se ao mundo por meio de transportes e comunicações de todos os tipos. Conta com meios de hospedagens para todos os gostos e bolsos. E oferece gastronomia diversificada, incluindo opções de padrão internacional. Vir ao Brasil é uma tarefa que não requer prática nem habilidade.

Como empresário do agenciamento de viagens a lazer e corporativo, e também presidente da Abav-SP, conclamo o engajamento da cidadania paulista em favor de políticas públicas de incentivo ao turismo receptivo. O Estado de São Paulo, maior polo receptivo e emissivo do país e dono da melhor infraestrutura para o desenvolvimento da atividade turística, tem tudo para receber bem e encantar turistas do mundo todo. Com determinação, entusiasmo, capacidade de articulação e visão de conjunto, estamos prontos para cumprir nosso papel no efetivo deslanche do turismo brasileiro.

*Edmilson Romão é empresário, administrador de empresas e presidente da Abav-SP

Veja também:

22/02/2018
Altino João de Barros vai fazer falta, não só à propaganda e ao turismo
Aristides de La Plata Cury*
12/02/2018
Quando o tamanho não é documento
Em determinadas situações, momentos, ser pequeno tem muitas vantagens. Neste caso aqui poderíamos dissertar por horas sobre agências pequenas de eventos. Além do mais, vale lembrar que mais de 80% do mercado de Live Marketing, que tem crescido pelo menos 6% ao ano nos últimos anos, segundo a AMPRO – Associação de Marketing Promocional, é, sim, composto por pequenas agências. Por Silvia Zillo
06/02/2018
Super Bowl – muito mais que um evento esportivo
O Super Bowl é a final do Campeonato Nacional de futebol americano, um dos esportes mais idolatrados nas terras do Tio Sam e cada vez mais fora dele também. por Líbia Macedo
16/01/2018
Cultura e eventos: mais que faturamento, uma necessidade pública
Por Hugo Bernardo
Newsletter
Receba as novidades