Diversidade e Turismo
Bayard Boiteux
"Turismo é aprender a conhecer outras culturas, respeitá-las e sobretudo fazer de cada morador um aliado no desenvolvimento turistico"
Bayard Boiteux
15
setembro
2014

Considerações sobre a Art Rio 2014

escrito por Bayard Boiteux
Lindo domingo no Rio e vários eventos ao mesmo tempo.Resolvo aproveitar para visitar a  Art Rio 2014,considerada uma das maiores feiras de arte da America Latina.Me dirijo ao site do evento  e não encontro nenhuma informação relevante,como preço,horário e como chegar.Procuro no google e descubro uma matéria veiculada no Globo,que está apoiando o evento.A melhor forma de chegar ao Pier Maua,onde o evento ocupou 5 pavilhões e de metro,indo até a Cinelândia.O metro só tem uma saída e não há nenhuma sinalização,para o shuttle gratuito.Acabo encontrando e o deslocamento é rápido e eficiente,nos deixando na porta principal do evento.Me dirijo a bilheteria para adquirir meu ingresso ,que custa trinta reais.Não há nenhum desconto para clientes Bradesco e nenhum atendimento especial,embora a mostra seja patrocinada pelo banco.
A entrada é tumultuada,apesar do número reduzido de pessoas pois a leitura dos ingressos não se da de forma adequada .O staff é gentil,sorridente mas pouco preparado.
Uma pequena recepção distribui material,que deveria  ter    sido entregue com o ingresso.Oferecem bolsas de plastico,para alguns clientes.
Não há nenhuma explicação sobre o que vai ser encontrado em cada pavilhão e como foi dividida  a feira.Parece um amontoado de galerias com peças lindas e fenomenais mas jogadas dentro dos galpões,com um mix de moderno  e contemporaneo.Há inumeras obras ,consideradas relíquias de Di Cavalcanti,Beatriz Milhazes,Marc Chagall,Paul Klee,Fernand Léger,para citar alguns.São mais de cem galerias de 13 países como México,Espanha,França,Grã Bretanha,Estados Unidos e Alemanha.
As pessoas circulam vestidas na maior parte de bermudas e camisetas,fotografando bastante.O evento não tinha wifi,o que seria fundamental para uma divulgação.Os expositores parecem entediados e sente-se que poucos negócios são fechados.O Rio surreal chegou ao evento,com obras vendidas com 700./. de ágio em relação aos preços dos artistas encontrados nas galerias brasileiras.
A parte de alimentos e bebidas é fraca e colocam cadeiras de praia coloridas,que não fazem nada bem para a coluna e o aspecto estético do evento.
Sinto que embora rica a mostra,faltou o olhar e o trabalho de um organizador de evento.Poderia ter sido bem melhor dimensionado e a falta de sinalização interna não permitia encontrar as galerias veicuadas no folheto de orientação,que precisava de retoques e um inglês mais voltado para o evento Arte.
Faltou um espaço para a  arte popular e para os grafiteiros no mesmo espaço.E uma interação maior com as faculdades de arte e design.
Enfim,um evento que deve ter recebido muitos recursos e que poderia ter sido melhor organizado.
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