Diversidade e Turismo
Bayard Boiteux
"Turismo é aprender a conhecer outras culturas, respeitá-las e sobretudo fazer de cada morador um aliado no desenvolvimento turistico"
Bayard Boiteux
29
abril
2015

O Nepal,o Turismo e o terremoto

escrito por Bayard Boiteux

Tenho um apreço grande pelo Nepal,pelo povo nepalês,guerreiro,que sofreu muito nas mãos da ditadura Real e que passa por um clima de destruição e tristeza em função do terremoto,que afetou oito milhões de pessoas,mais de um quarto da população.O país asiático,que tem uma das maiores densidades demográficas do mundo,vive basicamente do turismo e da agricultura.

Visitei o Nepal por duas vezes e a última foi em 2011,quando tive a oportunidade de vivenciar uma nova era de democracia e como budista,a beleza de um santuário,que tem nos monastérios e seus monges,uma paz celestial,que encontramos em poucos locais.Cerca de 500 mil nepaleses trabalham direta ou indiretamente com o turismo,sendo que o país recebe 800 mil pessoas por ano.

Embora a infraestrutura do país seja precária,tanto das estradas como do aeroporto de Catmandu,onde homens e mulheres embarcam por portas diferentes e que pode receber poucos aviões,não me lembro de ter visto um país tão colorido com gente amável e feliz.Há uma estimativa de que os prejuízos podem chegar à metade do PIB,ou seja 20 bilhões de dólares.Tudo é muito barato e os serviços hoteleiros e de guias são de ótima qualidade.

A solidariedade internacional surge rapidamente,sobretudo por parte de países que possuem turistas e que querem mostrar ajuda a seus nacionais também.Conversei ontem com um amigo nepalês que me disse que os estrangeiros que passavam férias estão ajudando de uma maneira nunca vista.E que o Nepal será eternamente grato.

Outrossim,quase que 80./. das áreas atingidas tem no turismo sua principal fonte de sobrevivência,o que deixa ainda mais desesperadas,as autoridades locais,que não estavam preparadas para uma calamidade assim.

Com parte do seu acervo cultural destruído,é preciso pensar em salvar vidas e procurar nos escombros,com a ajuda dos cães farejadores que chegaram da França,os sobreviventes mas que aos poucos as possibilidades vão se esgotando.O Brasil ,até agora não fez nenhuma ação de ajuda efetiva,o que nos entristece.

Éem meio de tantas noticias desencontradas,gostaria que o mundo rapidamente mostrasse sua cara e de alguma forma entendesse que não estão salvando apenas um país mas um patrimônio da humanidade com um povo cheio de felicidade.

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