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publicado em 11 de setembro de 2019 -  0h30

Geração Z se tornará o maior grupo de passageiros de companhias aéreas até 2028

De acordo com a London School of Economics and Political Science, essa geração traz novas expectativas para tecnologia e viagens.

Da Redação





As companhias aéreas que instalaram com sucesso cabines de passageiros conectadas têm uma oportunidade imediata de ganhar dos concorrentes US$ 33 bilhões em participação de mercado. Essa é a conclusão de uma nova modelagem econômica da London School of Economics and Political Science (LSE) em associação com a Inmarsat, líder mundial em comunicações móveis globais por satélite.

O “Sky High Economics - Chapter Three: Capitalising on Changing Passenger Behaviour in a Connected World” (Sky High Economics - Capítulo Três: Aproveitando a Mudança do Comportamento dos Passageiros em um Mundo Conectado”) examina a mudança global em curso na demografia, comportamentos e atitudes dos passageiros com relação à fidelidade. O relatório destaca a necessidade imediata de as companhias aéreas inovarem para permanecerem relevantes em um cenário competitivo do setor, identificando uma mudança de participação de mercado em curso da ordem de US$ 33 bilhões ‘ao alcance das mãos’ hoje para aqueles que desenvolvem a experiência de voo digital que os passageiros procuram. Essa oportunidade equivale a 6% do mercado anual total de aviação comercial de passageiros.

A demografia dos passageiros está mudando

O setor aéreo passa hoje por um período de mudanças excepcionais. Na próxima década, a primeira geração verdadeiramente digitalmente nativa, a Geração Z (nascida entre 1997 e 2012) se tornará o maior grupo de passageiros aéreos, com 1,2 bilhão de pessoas viajando anualmente por avião.

Com essa mudança demográfica, a revolução digital em terra está gerando expectativas de experiência em voo e redefinindo atitudes com relação à fidelidade com as companhias aéreas. De acordo com a pesquisa da LSE, a Geração Y (o maior grupo de passageiros hoje, nascido entre 1981 e 1996) valoriza menos a fidelidade do que qualquer geração anterior - uma tendência que deverá continuar com as gerações mais jovens.

A oportunidade imediata para as companhias aéreas

O Sky High Economics identifica um mercado de quase 450 milhões de passageiros em todo o mundo que hoje não estão comprometidos com qualquer programa de milhagem e que trocariam sua fidelidade por uma companhia aérea que ofereça Wi-Fi de alta qualidade a bordo.

Essa previsão foi modelada usando dados de programas de milhagem que revelam uma divisão do mercado entre passageiros frequentes e ativos (13%) e passageiros menos engajados, não ligados a marcas (87%). Os viajantes menos engajados - muitos dos quais são passageiros mais jovens com novas expectativas de viagem - apresentam a maior oportunidade para as companhias aéreas ganharem participação de mercado.

Hoje, 12% dos passageiros menos engajados estão dispostos a trocar a fidelidade por uma companhia aérea que ofereça Wi-Fi confiável, o que representa uma mudança de participação de mercado no valor de US$ 33 bilhões que as companhias aéreas que já oferecem o serviço já podem ganhar dos concorrentes. Essa quantia deverá crescer para US$ 45 bilhões na próxima década, quando se espera que a geração Z passe a ser a maior base de clientes do setor de companhias aéreas.

Impulsionando a fidelidade em um mundo conectado

O Sky High Economics identifica vários fatores modernos que impulsionam a fidelidade com as companhias aéreas no mundo digital, abrangendo experiências engajantes a bordo - desde comércio eletrônico a conteúdo premium, personalização antes, durante e após o voo e tornando o voo um componente mais significativo da jornada mais ampla do cliente.

O Dr. Alexander Grous (B. Ec, MBA, M.Com, MA, PhD.) do Departamento de Mídia e Comunicações da LSE e autor da Sky High Economics, diz: “A próxima década apresenta tanto uma enorme oportunidade como um desafio para o setor global de aviação. A tecnologia e a infraestrutura estão prontas para atender às expectativas dos viajantes sempre ativos, e cabe às companhias aéreas aproveitar esta oportunidade agora ou correr o risco de ficar para trás de seus concorrentes - no montante de US$ 33 bilhões hoje e US$ 45 bilhões até o final da próxima década”.

O presidente da Inmarsat Aviation, Philip Balaam, diz: “O amplo e crescente apetite por conectividade, juntamente com a grande mudança demográfica dos passageiros, mostrou que a demanda por serviços conectados, personalizados e de valor agregado na cabine de passageiros está se acelerando. Para se manterem relevantes em um cenário competitivo do setor, as companhias aéreas deverão se adaptar aos comportamentos e expectativas dos passageiros de hoje e de amanhã”.

Além disso, Balaam acrescenta: “O acesso a Wi-Fi de grande largura de banda com cobertura consistente é essencial para atender às demandas dos passageiros famintos por dados - mas a adoção da tecnologia é apenas o começo. Existe a oportunidade real de tornar o Wi-Fi a bordo um facilitador para experiências personalizadas dos passageiros, aumentando a sua fidelidade e acessando novos fluxos de receita”.

Fonte: assessoria

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