Canais
Agências de Eventos
publicado em 28 de março de 2020 -  1h36

Empresa de organização de eventos se transforma durante a quarentena

Proprietária afirma que cancelamentos de eventos prejudicaram o negócio; agora, em vez de produzir estandes, ela dá início à confecção de móveis para crianças.

Da Redação

Com uma experiência de 20 anos no mercado de feiras e eventos de agronegócio, a empresária Nelise Cerântola é responsável pela organização de eventos voltados ao setor. “Construímos estandes, organizamos a recepção e o buffet e administramos o evento como um todo”, explica.

A empresa trabalha para grandes eventos do setor do agronegócio, como a Agrishow, e chega a faturar, por ano, cerca de R$ 1.000.000 na organização de palestras técnicas e R$ 1.500.000 só na produção de estandes. Contudo, nas últimas semanas, com a pandemia do novo coronavírus, Nelise viu seu negócio em um cenário de prejuízo sem precedentes.

Só no início do mês de março, a empresa teve mais de 10 contratos cancelados com o adiamento e cancelamento de diversos eventos no país. “Nunca vivenciamos nada semelhante. Acredito que o empresário brasileiro tenha a flexibilidade e resiliência para crises econômicas, no entanto, a situação atual é bem pior e nunca vimos nada parecido”, destaca.

Nesse cenário de crise, além de ver o prejuízo financeiro da empresa, Nelise se deparou com todos os seus funcionários incertos sobre o futuro e dependendo do trabalho para sustentarem as famílias. “Nós temos um compromisso com nossos colaboradores. Não podemos simplesmente fechar as portas e demiti-los. Sei da minha responsabilidade e temos de ser verdadeiramente altruístas e tomarmos ações que se estendem verdadeiramente ao próximo”, afirma.

Com esse pensamento, a proprietária decidiu dar novo rumo aos negócios, como forma de não prejudicar os funcionários e impedir a falência da empresa. “Em conjunto com meus prestadores, decidimos mudar nosso público. Usaremos toda nossa experiência com produção de estandes para fabricar e vender móveis para crianças. Trabalharemos a pronta-entrega, por meio da internet. Dessa forma, pretendemos superar a crise e continuar produzindo”, ressalta.

Responsabilidade social

Nelise afirma que a inovação do negócio não se deu somente pela necessidade econômica, mas, principalmente, pela solidariedade com os demais profissionais. “O momento é de olhar a necessidade do próximo mais do que a conta bancária. É mais coração e fé do que razão e força”, destaca a empresária, que assumiu os riscos da reinvenção como forma de manter a responsabilidade social com cada um de seus funcionários.

Ela reforça, ainda, que a paixão pelo agronegócio continua. “Não deixaremos nosso negócio primordial. Continuamos à disposição do mercado do agronegócio. No momento, só estamos ampliando nossa atuação, para gerar renda”, afirma. Para o futuro, ela espera superar a crise, por meio da empatia e do amor ao próximo. “O movimento, agora, é em direção ao próximo. Estender as mãos sem se tocar. Esse é o percurso”, conclui.


Fonte: assessoria

Veja também:

01/07/2020
F/Malta revoluciona o formato de trabalho a distância e inaugura escritório virtual
A Malters V-Place “be anywhere” propõe aos colaboradores uma rotina de home office mais humana e dinâmica, em tempos de distanciamento social.
25/06/2020
Kallas Mídia OOH abraça Movimento Supera Turismo Brasil
Fundada há 41 anos e dotada de expertise em elaborar projetos de crossmedia, a agência está presente em todo o território nacional.
24/06/2020
Digital: o novo normal na era da comunicação
A Avantgarde Brasil aposta na experiência digital para criar eventos e ações para impactar consumidores.
10/06/2020
Pesquisa vai mapear tendências do Live Marketing
Diante de um futuro ainda incerto, agência paulistana lança pesquisa democrática com profissionais da área em todos os níveis para descobrir quais movimentos vão conduzir o "novo normal" a partir de agora.
Newsletter
Receba as novidades