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publicado em 23 de setembro de 2019 - 16h14

Diversidade e inclusão, estratégias transformadoras para o mercado corporativo

Por Ronaldo Ferreira Jr.*

Da Redação
 Ronaldo Ferreira Jr.

Às vezes me perguntam: diversidade e inclusão nas organizações são um caminho obrigatório para as organizações ou as empresas podem simplesmente não seguir essa direção?

Para mim, quem fechar os olhos para diversidade e inclusão vai se deparar com perdas em diversos aspectos. Incluir mulheres, negros, idosos, LGBTQ+, pessoas com deficiência e tantos outros grupos é pedra fundamental para tornar o mercado corporativo verdadeiramente humano, instigante, inspirador. Todos têm a ganhar com isso, pois os reflexos da inclusão transcendem os limites das empresas e do próprio mercado e se estendem a diferentes aspectos da vida em sociedade.

Trilhar esse caminho, além de tudo, faz bem para os negócios. Dados da consultoria McKinsey & Company mostram que abrir espaço para as diferenças aumenta em até 70% a chance de uma empresa evoluir e se destacar frente à concorrência.

Quem desperdiçar esse potencial abrirá mão de contribuir com as transformações mais marcantes do nosso tempo e caminhará em marcha (bem) mais lenta do que os competidores com visão ampla, capazes de criar ambientes de trabalho, produtos e serviços que contemplam todas as nuances deste Brasil grandioso e diverso.

Essa necessidade se faz cada vez mais urgente. Mulheres e negros, para ficar apenas em dois grupos, são a maior parte da população, mas será que contam com uma representação condizente no mercado de trabalho, na oferta de produtos e serviços e na publicidade?

Pelo visto, ainda não. Um estudo do Instituto Locomotiva apontou que 69% das mulheres entendem que não são retratadas de forma adequada, 90% dos negros acreditam que os protagonistas das campanhas publicitárias são em sua maioria brancos. Segundo o mesmo estudo, nada menos que 88% dos consumidores acreditam que as empresas não se importam com os clientes, mas apenas com o lucro.

Os dados acima mostram que as empresas estão com dificuldade de enxergar o mercado como ele realmente é. Abrir espaço para as diferenças, eliminar os pontos cegos do negócio e ter clareza da realidade para tomar a melhor decisão possível trará uma enorme vantagem para aquelas que se propuserem verdadeiramente a fazer isso.

Esse processo não ocorre do dia para noite e, evidentemente, começa de dentro para fora. Não adianta querer ter uma linha de comunicação diversa e oferecer produtos idem se, dentro de casa, só há homens brancos, jovens, cisgêneros e heterossexuais. É preciso garantir que todos os grupos minorizados estejam representados no dia a dia do negócio e nas tomadas de decisão. As diferenças são o nosso maior patrimônio, mas somente quando ouvimos, incluímos e valorizamos verdadeiramente podemos usufruir dos benefícios transformadores da diversidade. E quem começar a fazer isso agora sairá na frente.

Ronaldo Ferreira Jr., proprietário da um.a #diversidadecriativa

Fonte: assessoria

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