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publicado em 16 de agosto de 2018 - 15h20

Hotelaria: como se desenvolver com o turismo de saúde?

Julia Lima, presidente da ABRATUS

Da Redação
 Julia Lima, presidente da ABRATUS

O turismo é sempre um mercado que envolve muita movimentação econômica para um país e a preocupação das redes hoteleiras com seus hóspedes não é para menos. Porém, poucos estabelecimentos no Brasil estão prontos para receber turistas-pacientes, aqueles que vêm ao nosso rico país para realizar algum procedimento, tratamento e cura para suas doenças. Este é o turismo de saúde, que caminha, passo a passo, para se mostrar um grande mar de oportunidades.

Estamos falando de um turista que chega ao Brasil acompanhado de um familiar, faz o seu tratamento e tem no hotel um complemento da sua recuperação, permanecendo nele por muitos dias. Para isso acontecer, no entanto, os hotéis precisam estar preparados – o que não significa exatamente ter uma estrutura hospitalar em seu quarto, mas sim um ambiente que favoreça a sua plena recuperação e que seja de fácil mobilidade para ele.

Dependendo do procedimento, o período no hotel pode se estender por semanas ou meses, e é essencial que neste percurso as redes de hotelaria possam oferecer o melhor para que este turista se sinta em casa. Em outras palavras, para que o turismo de saúde avance com toda a potência de que é capaz, é preciso ter conscientização e acessibilidade. O mesmo vale para a estrutura apresentada nas cidades, grandes polos de medicina, saúde e bem-estar no Brasil. Esses turistas vêm ao nosso país porque encontram alta qualidade nos serviços, segurança no tratamento, bons preços e muito entretenimento. São entre 11 e 14 milhões de viajantes pelo mundo em busca desses procedimentos.

Dentre os procedimentos mais procurados no Brasil estão os de ortopedia, ligados à coluna (72%), os de oncologia e tratamento para câncer (72%), cirurgias plásticas (62%), cardiovascular (64%) e os de neurologia (52%). Sendo que 26% gastam em média entre 10 mil e 20 mil dólares, e 25% gastam entre 20 mil e 50 mil dólares. 86% desses turistas vêm acompanhados por parentes ou familiares.

A ABRATUS criou um programa de certificação em Wellness justamente para suportar o desenvolvimento do atendimento hoteleiro e da rede de serviços em bem estar, cosmética e estética. Os prestadores de serviços nestas áreas, interessados em receber pacientes, devem procurar a entidade para se tornarem afiliados através do site. Está na hora de os hotéis se adequarem a esta nova realidade, se desenvolverem e se expandirem no segmento de turismo de saúde em um país tão vasto como o Brasil, que oferece estrutura física e "emocional", através da medicina natural, spas, relaxamento e contato direto com a natureza.

Júlia Lima, presidente da ABRATUS (Associação Brasileira de Turismo de Saúde)


Fonte: assessoria

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