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CONECTA FÓRUM EVENTOS
publicado em 19 de junho de 2020 -  5h51

Conecta Fórum Eventos: Principais Hotéis de Luxo do país debateram a importância das Viagens de Incentivo

A Live recebeu Carolina Mogames (Belmond); Celso do Valle (Palácio Tangará); Melissa Fernandes (Unique); Guilherme Paulus (Saint Andrews Gramado); Michael Nagy (Fairmont); Rodrigo Lins (Nannai); Simone Mariote (Preferred).

Álvaro Arantes

Ancorada por Sérgio Junqueira Arantes, CEO da Eventos Expo Editora e Publisher do Portal Eventos, a LIVE do Conecta Fórum Eventos desta última quarta-feira (17) recebeu os executivos dos principais hotéis de luxo do país para debater a importância das viagens de incentivo na retomada pós-Covid-19.

Participaram da LIVE Carolina Mogames, do Belmond Copacabana Palace e Belmond Cataratas, Celso do Valle, do Palácio Tangará, Melissa Fernandes, do Unique e Unique Garden, Guilherme Paulus, CEO da GJP Hotels e do Saint Andrews Gramado, Michael Nagy, do Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, Rodrigo Lins, do Nannai Resort & Spa, e Simone Mariote, da Preferred Hotels & Resorts.

Além dos executivos dos hotéis, a Eventos Expo Editora convidou para a plateia da conferência, diversos gestores de eventos, dirigentes de entidades associativas e influenciadores do mercado MICE, como o presidente da Copastur, Edmar Bull, Olinda Ramos, diretora de marketing da Hypera Pharma, Gustavo Jarussi, presidente da Atlantica Hoitels no Brasil, Patrick Mendes, CEO da Accor, Orlando Giglio, CEO da Iberostar, Ana Masagão, diretora de Marketing da GJP Hotels, Daniel Baldacci, diretor do White Pavilion, e Virgilio Carvalho, membro da Academia Brasileira de Turismo e Eventos.

A LIVE atraiu grande audiência na página do Portal Eventos e em seus canais nas mídias sociais, como Youtube e Facebook, para onde o debate estava sendo transmitido ao vivo.

A LIVE foi aberta com a exibição do vídeo do Movimento Supera Turismo Brasil, e foi dividida em dois blocos: No primeiro, Sergio Junqueira fez uma rodada de perguntas para os convidados da noite. No segundo, os convidados puderam responder as perguntas da plateia e da audiência que enviaram suas dúvidas através dos chats do Youtube e Facebook.








Confira abaixo um resumo dos principais momentos do primeiro bloco.

Sérgio Junqueira abriu a live perguntando a Simone Mariote (Preferred) sobre o que está acontecendo com a hotelaria de luxo, quais as perspectivas de aberturas dos hotéis, esse segmento vai continuar a crescer, haverá fusões?

Simone Mariote: No auge da quarentena nós estávamos com 75% dos nossos hotéis fechados. Os que permaneceram operando eram basicamente aqueles com perfil residencial e os que atendiam à demanda dos profissionais de saúde. Até o final de junho nós já teremos 70% reabertos e 85% até o final de julho. O restante deverá reabrir entre agosto e setembro e apenas 5% não tem previsão de reabertura porque depende dos governos e outras coisas. Aqui na América Latina, por exemplo, as coisas ainda estão muito incertas. A retomada nos EUA vem sendo muito forte. No feriado do Memorial Day alguns hotéis abriram com 100% de lotação, claro que isso só foi possível por tratar-se de chalés, o que garantia o distanciamento, mas isso indica que o lazer retomou muito forte e comprova a vontade das pessoas viajarem, que elas estavam ansiosas por saírem de casa, ainda que com muito cuidado. Os incentivos já estão retomando, mas de forma um pouco diferente do que era. As considerações principais hoje são: confiança, a marca que o cliente confia; segurança, tendo o self care como a palavra da vez; flexibilidade é outra solicitação muito comum; higiene; e um desejo que tem surgido muito é a possibilidade de buyout. Aqueles hotéis menores, que têm possibilidade de fechar o empreendimento para um incentivo, tem sido muito solicitado. Outra coisa que não posso deixar de ressaltar é a questão da comunicação, informar o que nós estamos fazendo para garantir a segurança dos nossos hóspedes. Um dos nossos ícones em Las Vegas, o Wynn, com 5000 quartos, reabriu no começo de junho com protocolos completos. Além do scan de temperatura na entrada, distanciamento, espaçamento, funcionários todos testados. Nos EUA o uso de máscara não é obrigatório, é recomendado, mas o hotel distribui não só máscara como álcool gel, chaveiro para tocar botão do elevador. Dentro dos quartos não é preciso tocar em nada, basta pedir à Alexia que ela aciona tudo. Os restaurantes estão funcionando com reservas e o uso de buffet não é visto com bons olhos.

As viagens de incentivo, antes predominantemente internacionais, devem voltar para o Brasil até que a maior parte da população esteja vacinada. Como vocês estão se preparando para receber as viagens de incentivo?

Guilherme Paulus: Os nossos hotéis estão se preparando. O Saint Andrews foi o primeiro, porque tem só 19 apartamentos e Gramado é uma cidade totalmente voltada e preparada para o turismo, com toda a comunidade abraçando a ideia. O Brasil é o décimo país do mundo com um selo de qualidade nacional emitido pelo ministério do Turismo. Para incentivo o Saint Andrews tem muitos pedidos de fechamento do hotel para fazer o evento. Eu creio que a retomada só acontecerá, de fato, no ano que vem, quando surgir uma vacina, mas acredito que nós estamos preparados para a retomada, até porque não precisamos inventar muito, pois a hotelaria de luxo sempre foi muito responsável, a gente sempre soube cuidar dos nossos hóspedes.

Qual a importância do destino na composição de uma viagem de incentivo?

Rodrigo Lins: Eu estava lendo uma pesquisa essa semana que dizia o seguinte: a viagem é um dos principais meios de engajar as pessoas e que tem o maior recall para os participantes de uma campanha de incentivo. O benefício financeiro tem um recall de um ano. Um benefício físico tem um recall de 4 a 5 anos. Mas quando se fala de viagem o recall é de 8 a 10 anos na cabeça do participante. E a escolha do destino é uma parte fundamental para que você consiga atender às expectativas e tenha um sucesso na ação que está sendo desenvolvida. Mas é importante, em primeiro lugar, conhecer qual é o público-alvo, para conseguir encaixar dentro das características desse participante. Hoje em dia está sendo muito falado de destinos que proporcionem contato com a natureza, espaços abertos que proporcionem um certo isolamento. Nesse primeiro momento de abertura está se falando de deslocamentos de até 6 horas e da importância de que todos players consigam atender a todas as exigências sanitárias. No segmento do turismo de luxo, tem alguns requisitos importantes: uma pegada de sustentabilidade, mas não apenas ambiental, mas no sentido mais amplo de engajamento social; e um destino que consiga proporcionar experiências com muita autenticidade, da cultura, dos costumes locais.

O que é mais importante para recepcionar um grupo que está em uma viagem de incentivo?

Michael Nagy: O consumidor está muito consciente de o que está acontecendo. Uma viagem de incentivo que uma empresa decidir fazer vai exigir muito. E essas exigências a hotelaria vai ter que estar pronta para atender. Mas o hoteleiro do Brasil e do mundo sempre foi muito responsável. Eu diria que a hotelaria de luxo do Brasil está além das experiências de outros países, pois teve tempo para ver o que estava acontecendo, aprender e se preparar. No nosso caso, as pessoas querem vir ao Rio mas não querem ir ao Rio, querem ficar no ambiente controlado do hotel, onde tudo funciona. Mas que as pessoas vão querer viajar, vão. O mais importante é a transparência total e a garantia dos protocolos.

Eu tenho falado em várias lives que quando eu for convidado para um evento eu vou estar tão ou mais seguro do que se eu estivesse na minha casa. Porque o hotel vai estar cuidando de mim, o organizador do evento vai estar cuidando de mim, o buffet vai estar cuidando de mim. Todo mundo vai pegar o seu cliente e carregar no colo, porque eu não posso ficar doente no seu hotel.

Michael Nagy: Você tem razão. O hospital aprendeu a hospitalidade com a hotelaria. E hoje nós quase estamos operando como hospitais. A única diferença é que nós não vamos te dar uma injeção nem te operar. Mas, realmente, em qualquer hotel hoje você vai estar mais seguro do que na sua casa.

Qual a importância da experiência gastronômica em uma viagem de incentivo?

Celso do Valle: Esse mundo pós Covid, dito “novo normal”, é um novo que ninguém sabe exatamente qual é. A grande preocupação nossa hoje é de que o cliente se sinta no hotel mais seguro do que na própria casa. A gastronomia como atração num grupo de incentivo é fundamental. Em São Paulo, que tem uma gastronomia que poucos lugares do mundo têm, a gastronomia é muito importante. Se a gente imaginar que as pessoas vão querer ter menos mobilidade, para estar menos expostas, aquilo que nós vamos oferecer no hotel deve ser mais do que a cereja do bolo, deverá ter todos os confeitos do bolo. No nosso caso, do Palácio Tangará, nós vamos oferecer um espaço novo de gastronomia, ao ar livre, com 80 lugares, com um paisagismo bastante interessante. Será uma grande novidade na reabertura. O serviço precisa ser reinventado, não existem mais serviços de buffet. Seja o café da manhã, seja o brunch ou o chá da tarde, eles vão continuar, mas não mais na forma de buffet. É preciso que a gente se reinvente, conseguindo oferecer uma segurança hospitalar, mas não um ambiente hospitalar. A sutileza para lidar com esse momento é muito importante, com uma informação de qualidade de que nesse espaço ele não corre risco, está em boas mãos, com muita gente olhando por ele. Há a quarentena legal e há a quarentena emocional. Independente de não haver mais lockdown ou quarentena, as pessoas precisarão se sentir emocionalmente libertas desta situação que estão vivendo hoje. O ponto de virada será uma vacina ou um remédio com eficácia inquestionável.

Na hotelaria de luxo, o que mudou e vai perdurar mesmo após a chegada da vacina? O que veio para ficar?

Melissa Fernandes: Primeiro, não se sabe com certeza o que veio para ficar, afinal tudo muda muito rápido. A primeira coisa que vai ficar é a preocupação com a higiene e os protocolos de segurança. Os clientes vão para as marcas que eles têm mais confiança, até que surja uma vacina que liberte as pessoas. Tecnologia já era uma tendência, mas agora ela veio para ficar, especialmente nas reuniões menores. Você não vai mais pegar um voo para o Rio para uma reunião que você pode fazer pelo Zoom, que a gente já viu que funciona. Pensando na produtividade e na avaliação de processos, essas reuniões menores serão online.

A tecnologia veio para aproximar, apesar de que o brasileiro é muito de contato. Não acho que 3 meses vai mudar essa tendência da reunião presencial. Isso deve voltar assim que possível, mas para reuniões menores, creio que não,.mas, de qualquer maneira, a tecnologia veio para ficar. O delivery é algo que também veio para ficar, as pessoas viram que funciona. Os agendamentos serão muito mais importantes, porque seremos obrigados a nos distanciar de outros que estão fazendo as mesmas atividades. Ou você se programa ou você não terá acesso ao serviço. Haverá muita procura por lugares abertos, com preocupação com o entorno do lugar, com a cultura local, com a sustentabilidade. Vai haver uma valorização maior do Ser e Sentir em lugar do Ser e Mostrar. São tendências, nada vai mudar radicalmente em 3 meses. O slow travel também é algo que acho que veio para ficar.

Qual a estratégia para captar as viagens de incentivos?

Carolina Mogames: O que vai atrair o cliente é a segurança e a confiança na marca. Nesse sentido, o mercado de luxo já sai ganhando porque ele já tem essa confiança. Poder oferecer exclusividade a pequenos grupos, com buyout e tudo o que os nossos hotéis permitem, vai atrair os grupos de incentivo. Uma coisa que veio para ficar é a flexibilidade em prazo de faturamento, que vem sendo muito cobrada nesse momento, porque hoje muita gente tem medo de um apagamento antecipado. A gente está acreditando muito no incentivo individual, muitas empresas já estão buscando a opção de incentivo através de voucher, evitando os grupos.

Depois das perguntas selecionadas para aproveitar os conhecimentos específicos referentes a cada um dos convidados, Sérgio Junqueira abriu para as perguntas dos internautas via Youtube e Facebook.

Assista à íntegra da Live abaixo.


Fonte: assessoria

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