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publicado em 19 de setembro de 2020 - 10h52

Justiça americana aprova plano revisado de financiamento da Latam

O novo plano de financiamento continua com valor de US$ 2,45 bilhões, mas agora inclui mais credores

Da Redação

O juiz do Tribunal do Distrito Sul de Nova York, James L. Garrity, afirmou hoje em audiência que aprova o plano revisado de financiamento das dívidas do Grupo Latam, que foi apresentado na quinta-feira. De acordo com participantes da audiência, o juiz afirmou que já está pronto para aprovar a nova proposta e dar sequência ao processo de recuperação judicial da Latam.

Durante a audiência, que durou cerca de 15 minutos, os credores da Dechert e Knighthead Capital pediram ao juiz para retirar as objeções feitas anteriormente à proposta apresentada pela Latam. Na sessão, o juiz disse ainda ter certeza que essa será uma reestruturação muito bem sucedida, por causa da união que se fez entre a Latam e seus credores.

O novo plano de financiamento no modelo DIP (“debtor in possession”), que permite aos credores que oferecem o financiamento prioridade no recebimento dos valores, continua com valor de US$ 2,45 bilhões, mas agora inclui mais credores. Além disso, a Latam excluiu a cláusula em que os acionistas controladores, que participam do DIP, teriam direito de converter o valor da dívida em ações, com desconto de 20% — esse último, o principal item que levou o juiz Garrity a rejeitar a proposta anterior.

Na atual proposta, o Knighthead Capital participará na tranche A do DIP, com US$ 175 milhões, junto com o Oaktree Capital Management, que contribuirá com US$ 1,12 bilhão. E, na tranche C, o Knighthead vai entrar com US$ 250 milhões. Também na tranche C, a Qatar Airways e os Grupos Cueto e Eblen, que são os controladores da Latam, vão fornecer US$ 750 milhões. Acionistas minoritários da Latam podem entrar com até US$ 150 milhões. Caso esse valor não seja atingido, o diferencial será fornecido pelos outros credores da tranche C. A expectativa é que a decisão seja publicada nos próximos dias.

Para Ana Carolina Monteiro, advogada de reestruturação e insolvência do Kincaid Mendes Vianna Advogados, a decisão já era esperada e traz um novo ânimo para o setor de viagens como um todo. “A disputa travada entre os acionistas e os credores, finalizando com a participação de todos no DIP, mostra o interesse dos investidores no setor de viagens. Esse apetite somado às notícias de retomada dos voos em todo o mundo dão esperança para outras empresas que também buscam recursos no mercado para se fortalecer na pandemia”, afirmou.


Fonte: Valor PRO

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