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publicado em 26 de maio de 2020 -  9h32

Latam entra com pedido de concordata nos Estados Unidos

Recuperação não envolve a unidade brasileira que segue trabalhando com o Governo para um socorro conjunto para o setor

Da Redação
 Concordata envolve as empresas do grupo Latam no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos

Concordata envolve as empresas do grupo Latam no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos

O Grupo Latam entrou com um pedido de concordata (Chapter 11) nos Estados Unidos hoje (26), envolvendo a sede e as empresas do grupo no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos.

A medida foi tomada em meio à crise histórica gerada pela pandemia do novo coronavírus, mas não envolve as empresas do grupo no Brasil, Argentina e Paraguai. A Latam Brasil negocia um socorro com o governo brasileiro, que deverá ser concluído nas próximas semanas.

No último dia 16 a Latam deixou de honrar o pagamento de uma parcela referente a um empréstimo de US$ 1 bilhão feito em 2015, que tinha como objetivo comprar novos aviões para o grupo. Recentemente a empresa tentou levantar novos recursos para quitar o valor devido, mas não obteve êxito, o que justificou o pedido de recuperação. Na última sexta-feira (22), as agências de classificação de risco S&P e Fitch rebaixaram a nota da empresa.

Em março, o banco de investimentos UBS havia afirmando, em relatório público, que a Latam Brasil era a empresa aérea nacional mais vulnerável a crise. Na ocasião o banco calculava que o caixa da companhia deveria ficar negativo no segundo trimestre, diante da então redução de 70% dos voos. O relatório apontava para uma negociação de novas linhas de crédito e o risco da necessidade de postergar pagamentos de curto prazo.

Pouco antes de anunciar a concordata a Latam contratou o banco norte-americano PJT Partners para auxiliar na reestruturação de sua dívida. Apesar do pedido de recuperação, a Latam seguirá as operações planejadas, em escala reduzida quando comparado ao período anterior a pandemia. Além disso, as novas normas sanitárias e de distanciamento social, somado ao fechamento maciço de fronteiras, impede uma operação normalizada.

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