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publicado em 06 de março de 2020 - 13h52

Anfavea anuncia adiamento do Salão do Automóvel de São Paulo para 2021

Evento aconteceria em novembro deste ano. Nova data para o próximo ano ainda não foi definida.

Da Redação

 Salão do Automovel de São Paulo, quem em 2020 completaria 60 anos, é adiado para 2021, mas sem data definida
O Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que aconteceria em novembro deste ano, foi adiado para 2021, informou a associação das montadoras, a Anfavea, nesta sexta-feira (6). A nova data para o próximo ano, no entanto, ainda não foi definida.

Segundo Luiz Carlos de Moraes, presidente da Anfavea, a decisão do adiamento foi tomada na última quinta (5), junto com a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, "para reduzir custos e termos tempo de avaliar novos formatos".

Tudo está na mesa”, disse Moraes. A entidade informou que debate sobre a nova data, o formato e até o local do evento, que aconteceria no São Paulo Expo.

O adiamento acontece depois de uma série de desistências de montadoras, como a líder de vendas, Chevrolet, além de Toyota e Hyundai.

Desde janeiro, quando BMW e Mini afirmaram que não participariam do evento, outras 12 marcas anunciaram atitude semelhante.

A justificativa das principais fabricantes que decidiram não participar do evento neste ano foi apostar em "experiências próprias com clientes". Nos bastidores, a maioria reclama do custo-benefício.

QUANTO CUSTA PARTICIPAR DO SALÃO?

Moraes afirmou que os gastos das montadoras com o salão giram entre R$ 250 milhões a R$ 300 milhões. "Será que conseguimos fazer o mesmo com menos? É uma reflexão a ser feita", disse.

O site G1, em matéria publicada em fevereiro, apurou que os custos com estandes variam de cerca de R$ 4 milhões, para as fabricantes menores, até mais de R$ 20 milhões, no caso das líderes de mercado.

Na época, a Reed afirmou que cerca de 15% do que é gasto por uma montadora no salão vão para a organizadora, que é responsável por locar os espaços no pavilhão e fornecer infraestrutura, como energia elétrica.

Do restante, cerca de 45% vão para a montagem do estande – e isso inclui não apenas pisos elevados, grandes painéis de LED, mas também estruturas que o público não costuma ver – como áreas VIP e salas de reunião.

Por fim, os 40% finais ficam com custos de logística, como transporte dos carros, gastos com bufê e funcionários (recepcionistas e modelos).

VAI VENDER CARROS?

Na busca de equilibrar custo-benefício, a possibilidade de vender carros no evento, o que era entendido como proibido até então, também "está na mesa", disse Morais.

Salão pode vender carro”, disse Leandro Lara, diretor de do portfólio de mobilidade da Reed, ao G1, em fevereiro. “O que tem que ser respeitada é a regulamentação, como ter um concessionário operando a venda. Estamos estudando formas de como isso pode ser feito”, completou.

O molde, nesse caso, é outra feira que acontece em São Paulo: a Fenatran, exposição de veículos comerciais, vista como um evento de negócios por fabricantes e visitantes. Aliás, Moraes destacou que esta feira, também bienal, está mantida para 2021.

O presidente da Anfavea também enfatizou o retorno que um evento como Salão do Automóvel dá à cidade-sede e comentou que em outros países, onde também existe a "crise dos salões", existe interesse dos governos em ajudar na viabilização desses eventos.

Segundo ele, o salão movimenta R$ 320 milhões na economia de São Paulo e gera 30 mil empregos temporários. Geralmente, o evento coincide com o GP Brasil de Fórmula 1.

COMO FICAM OS FÃS?

O Salão de SP tem continuado a atrair público – nas últimas edições, o número de visitantes ficou na faixa de 700 mil, o que coloca o salão entre os maiores do mundo nesse quesito. Em 2020, o Salão do Automóvel completaria 60 anos.

Queremos manter esse público, o fã do carro, que gosta do carro, que quer tirar foto... Não podemos perder isso”, afirmou o presidente da Anfavea.

Moraes afirmou que a Reed estaria considerando realizar um novo evento voltado para automóveis nas datas reservadas para o salão neste ano, mas que não seria nada semelhante. A organizadora não comentou.

O Salão Duas Rodas, de motos, também organizado pela Reed, está marcado para novembro de 2021, também no SP Expo. Questionado se haveria conversas da Anfavea também com a Abraciclo, a associação das fabricantes de motos, sobre uma eventual junção dos eventos, Moraes respondeu que não: "Estamos falando de automóveis aqui".

Alguns salões no exterior juntam os dois públicos: o Tóquio, por exemplo. "Não que a gente não possa vir a falar sobre isso. Mas não foi levantado até agora, nem pela Reed", completou Moraes.

DECLÍNIO DOS SALÕES

O movimento de saída de marcas do evento não é novo — só que até então não incluía as gigantes do mercado brasileiro.

O Salão Duas Rodas 2019, de motos, também organizado pela Reed e que se revezava anualmente com o do Automóvel, sofreu com a ausência de grandes montadoras.

BMW, Dafra, Ducati e Harley-Davidson ficaram de fora de edição passada, mas participaram do Festival Duas Rodas, um evento paralelo com foco em experimentação das motos.

O esvaziamento gradual dos salões nem é exclusivo de São Paulo – Frankfurt, Detroit e Paris, que estão entre os principais do calendário mundial, têm sofrido com a debandada de marcas.

Neste ano, o surto do novo coronavírus também derrubou o Salão de Genebra, na Suíça, que aconteceria neste mês e foi cancelado às vésperas, pelo risco existente em aglomerações. O mesmo aconteceu com o Salão de Pequim.

Fonte: Revista Auto Esporte

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    Cidade: -
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