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publicado em 25 de julho de 2020 - 15h40

Cancelamentos e adiamento de grandes eventos ameaça receita de R$ 3,41 bi

Médicos têm apontado a dificuldade de realizar megaeventos sem que haja vacina e a população seja imunizada

Da Redação
 Bloco de rua em São Paulo

O carnaval de rua e os desfiles das escolas de samba de São Paulo foram adiados para uma data ainda a ser definida em 2021 por causa da pandemia. Há proposta para que estes eventos sejam realizados no fim de maio ou em julho. O adiamento do carnaval e a suspensão de outros eventos - como a Fórmula 1, Parada do Orgulho LGBT e Réveillon na Avenida Paulista - colocam em risco a movimentação de R$ 3,41 bilhões no setor de comércio e serviços da cidade, de acordo com dados de 2019.

O carnaval de São Paulo movimenta cerca de R$ 2 bilhões, seguido do réveillon (R$ 649 milhões) e da Parada LGBT (R$ 403 milhões). Os pontos facultativos também devem ser alterados. A prova da Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos, cujo cancelamento foi adiantado pelo Estadão e confirmado ontem pela Prefeitura, movimenta R$ 361 milhões. A Marcha para Jesus havia sido adiada de junho para novembro, mas segundo divulgado pela prefeitura os organizadores desistiram da ideia.

Outras cidades também reveem o calendário de grandes eventos. O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), já disse que se não houver vacina contra o coronavírus até novembro, a festa na capital baiana não será realizada. No Rio, a prefeitura anunciou hoje, 25.07 o cancelamento do Réveillon em Copacabana e o carnaval também está ameaçado.

Para tomar a decisão sobre o carnaval 2021, o prefeito Bruno Covas já havia se reunido com dirigentes de escolas de samba e coordenadores dos principais blocos de rua. A avaliação é de que fica praticamente impossível adotar protocolos de segurança, como o distanciamento entre foliões. Médicos têm apontado a dificuldade de realizar megaeventos sem que haja vacina e a população seja imunizada.


 Fórmula 1 em São Paulo

Automobilismo

"A Fórmula 1 é um evento de grande porte e relevante para o setor da hotelaria. Só os funcionários das equipes conseguem encher vários estabelecimentos, mas é importante entender que nosso grande problema é combater a pandemia. Tomar medidas contra a pandemia é positivo para mostrar ao turista que São Paulo está preocupada com a saúde", diz Ricardo Roman, presidente da ABIH/SP

No Prêmio de Interlagos, 78% do público vem de fora de São Paulo. Em média, cada turista gasta cerca de R$ 3,3 mil na permanência na cidade.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) calcula que, em quatro meses, o segmento de turismo tenha perdido R$ 121,97 bilhões. No setor, a expectativa é de retomada mais lenta do que em outros e de dificuldades agravadas pelo fechamento de fronteiras, o que pode se estender por mais tempo a depender do avanço da pandemia no Brasil. 

*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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