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Editorial - EVENTOS News
O Profeta disse que ...
A reunião foi do outro lado do mundo, mas o Brasil fez bonito. A OMT Organização Mundial do Turismo, entidade vinculada à ONU, reuniu-se no Cazaquistão e a delegação brasileira conquistou três das 24 vice-presidências e ainda emplacou o Marcio Favilla (vice-ministro do Turismo, na gestão do Mares Guia) no board da entidade. João Luis dos Santos Moreira, presidente da Confederação Brasileira de CVBx; Norton Leinhart, presidente da Federação de Hotéis e Helenio Waddington, presidente da Roteiro do Charme são os novos dirigentes da OMT. Muitos e muitos anos atrás o jovem Amauri Pinto Caldeira iniciou sua carreira no então Banco de Eventos, especializada em viagens de incentivo. Depois disso criou a Sobratur, especializada no segmento corporativo e hoje uma das melhores do mercado. Fundou e foi presidente do Favecc. Nesse meio tempo duas jovens com anos de experiência em viagens de incentivo constituíram a Gi Grupo de Incentivo que vêm fazendo grande sucesso. Pois bem, Amauri não conseguiu ficar longe da viagens de incentivo e associou-se as Cristina Cintrão e Renata Franco da Gi. Muito sucesso pela frente.  
O Profeta disse que...
Organizada pela Vertical há mais de uma década, a AVIESTUR tornou-se uma das mais importantes feiras nacionais, fazendo de Águas de Lindóia o ponto de encontro do trade. Sob a batuta do saudoso Rochinha e do competente Maranho a feira transformou uma associação interiorana (sem demérito) numa entidade respeitada nacionalmente e financeiramente poderosa, o que lhe permitiu inclusive nos últimos anos dar passos no sentido de diversificar sua atuação. Após mais anos sendo realizada na cidade do Circuito das Águas, recentemente foi anunciado que a AVIESTUR estava de mudança para Campos do Jordão. Mas as novidades não param por ai. Também sua organização está mudando de mãos. Foi aberta uma licitação, cujo resultado será anunciado na próxima semana. Mas, o Profeta pode anunciar que a vencedora da licitação é a Mark Up, agência de Silvana Torres e Gisele Lima, que dentre outras contas, detém a da Embratur. A sociedade de Caio Carvalho e Goiaci Alves Guimarães durou mais de uma década e desde a saída do primeiro do Ministério do Turismo estava consubstanciada nas Indústrias Criativas, consultoria que vinha prestando trabalho a dezenas de governos municipais e estaduais, desenvolvendo pesquisas e planejamento estratégicos. Desde o começo do ano, corria a notícia de que o projeto estava na muda. Recentemente o Profeta foi informado que as Indústrias Criativas já estavam sob nova direção. João Luis dos Santos Moreira que com rara competência vem dirigindo e desenvolvendo a Confederação dos CVBx, é seu novo dirigente. E tem muitos projetos para a empresa. Desde que assumiu a direção do Riocentro e, posteriormente do HSBC Arena e do Estação Embratel, em Curitiba, Arthur Repsold estava de olha no mercado de São Paulo. O Profeta pode adiantar que a GL Events já está na direção de um espaço na Capital Paulista e nos próximos dias estará anunciando sua chegada oficial na cidade. A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional rejeitou em meados do mês passado proposta que buscavam facilitar a obtenção de vistos pelos estrangeiros que vierem ao Brasil atuar em eventos esportivos. A miopia desse pessoal é total. Mas o absurdo desta decisão denota que a luta pela liberação do visto não passa de sonho de uma noite de verão. O projeto agora vai para deliberação plenária da Câmara dos Deputados, uma vez que ocorreram decisões contraditórias – a Comissão de Turismo já tinha aprovado o Projeto.
Repercussão dos editoriais anteriores
Lavamos um pouco a alma com o editorial da Eventos News sobre cruzeiros marítimos. Como fundador e proprietário do Costão do Santinho quero agradecer pela sua tomada de posição sobre questão tão relevante, que está inviabilizando a sobrevivência dos resorts no Brasil. Os cruzeiros de cabotagem terão 21.000 cabines disponíveis no próximo verão navegando no litoral brasileiro, numero superior a todos os 44 resorts reunidos, que somam 13.000 apartamentos. Esses navios não investiram um centavo no Brasil, enquanto os resorts alimentaram uma cadeia produtiva (construção civil, equipamentos, móveis, utensílios etc.), que beneficiou  parte expressiva do litoral brasileiro, transformando o turismo das atividades econômicas mais importantes deste país. Além do mais, os navios gozam de todas as vantagens, enquanto os resorts são sufocados por uma legislação trabalhista penalizante, juros escorchantes e impostos absurdos. Essa assimetria está colocando em risco a hotelaria de praia do Brasil. Precisamos da ajuda de vocês. Fernando Marcondes de Mattos Presidente do Costão do Santinho________________________________________ Sou bacharel em turismo e guia de turismo, residente em São Vicente, estando bem próxima da realidade dos cruzeiros marítimos, e também trabalhando no Porto de Santos como guia durante a temporada. Concordo plenamente quando você diz que o Ministério do Turismo que deveria trabalhar na salvaguarda dos interesses do turismo brasileiro permanece inerte e que:1. A atividade de cabotagem no litoral brasileiro somente deve ser autorizada para navios que permaneçam no país o ano inteiro; 2. Mais de 50% do quadro de funcionários do navio deve ser constituído por brasileiros, contratados em obediência à legislação trabalhista nacional; 3. Mais de 50% do material consumido no navio deve ser de origem brasileira; 4. Toda receita auferida nos cruzeiros deve ser taxada de conformidade com a legislação tributária nacional; 5. A abertura dos cassinos e free shops em águas brasileiras deve ser rigorosamente fiscalizada, quando ocorrer, severamente punida; 6. Incentivar a captação de turistas estrangeiros, mediante abatimento da carga tributária; 7. Descentralizar o embarque dos cruzeiros marítimos pelos principais destinos turísticos nacionais, atendendo no mínimo 12 cidades; 8. Desenvolver operações casadas, incentivando os passageiros de navios a permanecer no Destino em que irão embarcar pelo menos duas noites. No entanto, conheço várias pessoas que embarcaram para trabalhar nos navios, e que trabalham nas empresas que recrutam esses profissionais, e mesmo hoje, com a obrigatoriedade que pelo menos 25% dos tripulantes sejam brasileiros enquanto os navios estiverem na costa brasileira, já é muito difícil conseguir esse percentual, devido a falta de no mínimo o segundo idioma e cursos específicos, quanto mais os 50%. Faltam incentivos, pois nem todos podem arcar com essas despesas. Não há navios o ano todo, embora essa idéia não seja nova, há que unir forças para torná-la realidade. Mas como? Enfim, não creio que os cruzeiros sejam tão vilões assim, pois ao custo de um resort, é preferível um cruzeiro, ainda mais para o brasileiro de classe média baixa. Posso estar errada, mas se os resorts ao invés de brigarem com cruzeiros revissem seus preços e usassem de criatividade para captar esses clientes, não teriam do que reclamar. Infelizmente, o turismo no Brasil ainda não é exercido em sua totalidade, mas felizmente tem muito a aprender e crescer, para que todos saiam ganhando. E só tendo esperança, pois como sabemos, esse é um processo lento, e um dia chegaremos lá. Thalita Gomes - Bacharel em Turismo
Cruzeiros marítimos prejudicam turismo brasileiro. Até quando?
Causa espécie que uma atividade que viceja ao arrepio da legislação brasileira mantenha-se em ostensiva atividade, sendo até mesmo recebida por nossas autoridades. Sua empáfia é tão grande que não se peja de contratar o principal executivo da entidade que congrega seus oponentes. Não se envergonha sequer quando apresenta pesquisas adrede encomendadas e ainda assim distorce seus resultados. Evitamos ser pessimistas, mas no embate resorts versus cruzeiros, a irresponsabilidade governamental acarretará na temporada 2009/2010 sérios prejuízos ao turismo brasileiro. Vamos aos fatos: Os hotéis e em especial os resorts são investimentos de maturação de longo prazo que requere recursos vultosos, gerando desenvolvimento socioeconômico e cultural em todas as fases de seu processo de instalação e funcionamento. Hoje, centenas de empreendimentos estão espalhados pelo litoral brasileiro e, também, no interior do país. Em muitas localidades, para se instalarem hotéis e resorts tiveram que desenvolver atividades na educação da população do entorno e, muito especialmente, ensinar à família de seus empregados princípios básicos de educação, asseio e limpeza, além de atenderem a rigorosos requisitos ambientais. Foi dessa forma que formaram uma mão de obra hoje qualificada que já somam cerca de um milhão de profissionais, que trabalham os 365 dias do ano. E quando chega a alta temporada, outras centenas seriam contratados para atender aos milhares de turistas brasileiros que passariam suas férias em hotéis e resorts nacionais. No entanto, infelizmente, possivelmente isso não acontecerá, uma vez que para o próximo verão já está anunciado que 18 navios farão cabotagem no litoral brasileiro. Ou seja, 10% mais do que no ano passado, três vezes mais do que na temporada 2005/2006. A oferta de leitos será da ordem de 600.000, que mantidos os parâmetros dos anos passados, terão ocupação de 85% de brasileiros. Ou seja, mais de 500.000 brasileiros na temporada, mais de 150.000 por mês. Para atender a essa massa de turistas, os cruzeiros estarão contratando cerca de 3.000 empregados brasileiros. Parece brincadeira, mas não é. A média de funcionários brasileiros é de apenas 175 por navio. Se considerarmos que cada navio hospeda cerca de 30.000 turistas por temporada, teremos uma média mês de 60 passageiros por funcionário, ou seja, um funcionário para cada 30 cabines. Enquanto isso, nos resorts a média de um funcionário por apartamento. Para que a dimensão do desastre seja melhor avaliada, vale a pena desenvolver alguns exercícios econômicos financeiros. Considerando-se que na ausência dos navios, 30% de seus passageiros optariam por um resort para suas férias de verão, a temporada de verão da hotelaria nacional teria mais 200.000 hospedes, gerando cerca de um milhão de pernoites. Considerando-se uma média de consumo diário deste hospede da ordem de R$ 350,00 o prejuízo causado ao turismo nacional é da ordem de R$350 milhões. Ainda segundo dados do setor, para atender estes 200.000 hospedes a hotelaria nacional teria que contratar 10.000 novos funcionários. E seria evitada a dispensas de milhares dos atualmente empregados. Considerando-se apenas os resorts, o atendimento desses 200.000 hospedes ocuparia cerca de 50% dos leitos disponíveis em todo Brasil. Observados todo o acima exposto, é inadmissível que até o momento nenhuma providência tenha sido tomada. Desde que os cruzeiros invadiram os portos brasileiros muito se falou, muito se discutiu, muitas reuniões se realizaram e nada se resolveu. A cada ano a quantidade de navios cresce e o prejuízo para o turismo brasileiro aumenta. O Ministério do Turismo que deveria trabalhar na salvaguarda dos interesses do turismo brasileiro permanece inerte. Mas a culpa não é só dele. O brasileiro desaprendeu de lutar por causas que não atendam seus interesses mais imediatos. Todos os desmandos são praticados publicamente sem que ninguém reaja. O brasileiro perdeu a fé, não mais acredita em sua capacidade de alterar o rumo dos acontecimentos. As muitas desilusões do passado recente o fizeram descrente. Pior ainda, cada vez mais brasileiros estão com o rabo preso, suas lideranças cada vez mais comprometidas, impossibilitadas, quiçá desinteressadas, de falar, reagir e lutar pelos legítimos interesses nacionais. Mas não devemos esmorecer. Devemos acreditar que a luta ainda é possível e que é dever de todos lutar por um Brasil melhor. E propor saídas para os impasses criados pelos interesses muitas vezes escusos travestidos de legitimidade. A exemplo das principais entidades do turismo norte-americano que se uniram contra os desmandos de seu Governo (ver Editorial), é hora da cadeia produtiva do turismo nacional, liderada pela Resorts Brasil, a ABIH e o FOHB trabalhar por uma agenda mínima junto ao Ministério do Turismo e ao Governo Federal, não no sentido de proibir a atividade dos cruzeiros de cabotagem em território brasileiro, mas de uma regulamentação que torne esta atividade legitima e que passe a atender aos melhores interesses nacionais: A atividade de cabotagem no litoral brasileiro somente deve ser autorizada para navios que permaneçam no país o ano inteiro; Mais de 50% do quadro de funcionários do navio deve ser constituído por brasileiros, contratados em obediência à legislação trabalhista nacional; Mais de 50% do material consumido no navio deve ser de origem brasileira; Toda receita auferida nos cruzeiros deve ser taxada de conformidade com a legislação tributária nacional; A abertura dos cassinos e free shops em águas brasileiras deve ser rigorosamente fiscalizada, quando ocorrer, severamente punida; Incentivar a captação de turistas estrangeiros, mediante abatimento da carga tributária; Descentralizar o embarque dos cruzeiros marítimos pelos principais destinos turísticos nacionais, atendendo no mínimo 12 cidades; Desenvolver operações casadas, incentivando os passageiros de navios a permanecer no Destino em que irão embarcar pelo menos duas noites. Sergio Junqueira ArantesSergio@ExpoEditora.com.brDiretor da Eventos News, do Portal Eventos, da Revista Eventos e da Making OfTitular da Cadeira 1, da Academia Brasileira de EventosVice-presidente da ANETUR - Associação Nacional dos Editores de TurismoMember MPI Brazil Chapter - Meetings Professionals InternationalMembro do IBEV Instituto Brasileiro de Eventos________________________________________Sua avaliação sobre este Editorial e as demais matérias produzidas semanalmente é muito importante. Mande seus comentários para Sergio@ExpoEditora.com.br
Senhor Presidente, quer perder mais um milhão de empregos? Apenas continue falando...
O turismo norte americano foi o mais afetado pela crise financeira que assolou o mundo no final do ano passado. Em situação pior, somente o México que além dos problemas decorrentes de sua dependência do turismo americano, foi vitimado pela Gripe Suína. Sendo o turismo de negócios o mais significativo, porque o mercado norte americano foi tão afetado? Porque a administração Obama preocupada com eventual mau uso do dinheiro do TARP¹ fez declarações assaz infelizes abominando a realização de eventos em Las Vegas ou viagens de incentivo em hotéis luxuosos. Mas, as lideranças dos mercados de turismo, eventos, incentivo, congressos e feiras norte americanos demonstraram uma grande capacidade de responder à altura do desafio. “Nós entendemos que as empresas que tenham recebido dinheiro através do TARP têm de ser responsáveis ao planejarem seus eventos”, afirmou Jonathan Tisch, presidente emérito da E.U.Travel Association, um dos líderes do movimento de repúdio à atuação do governo Obana. O movimento reuniu toda indústria e sua determinação pode ser avaliada pelas declarações de Geoff Freeman, Sênior Vice President, “nós gastaremos o que for preciso para reverter a legislação e convencer a administração Obama” do absurdo das manifestações governamentais. E gastaram. Publicaram anúncios de página inteira nos principais jornais do país lembrando a importância dos eventos e das viagens de incentivo, a vitalidade da indústria que gera mais de US$100 bilhões anuais, mais de um milhão de postos de trabalho e que devido as desastradas ações governamentais, mesmo empresas que não tinham recebido ajuda do governo estavam cancelando eventos e encontros, temendo críticas públicas. A ‘manchete’ dos anúncios: Senhor Presidente, quer perder mais um milhão de empregos? Apenas continue falando. A campanha deu certo. As principais lideranças da indústria foram recebidos na Casa Branca pelo presidente Barack Obama, que teve a oportunidade de “expressar seu total apoio a uma industria de viagens e eventos forte”. Mais ainda, o presidente afirmou “compreender que a indústria de viagens e eventos significa emprego, que 17 milhões de pessoas nos Estados Unidos trabalham de uma forma ou outra nesta indústria”, e finalizando disse “compreender profundamente os benefícios das viagens e dos eventos para os Estados Unidos da América”. A campanha governamental contra as viagens cessou. E mais importante: fruto da consciência da importância sócio econômica do setor. Mas as lideranças do mercado nos EUA não interromperam seu trabalho. Cientes da importância de uma normatização das viagens de incentivo e dos eventos (a exemplo do que os publicitários brasileiros fizeram na década de 70 quando criaram o CONAR, antecipando-se e tornando desnecessária qualquer normatização governamental sobre o setor) criaram um manual com políticas referentes ao luxo e aos gastos excessivos em eventos (leia aqui). Que a coragem de enfrentar o governo quando necessário, a capacidade de união para enfrentar desafios e, principalmente, capacidade de tornar suas ações em atos concretos, seja arcando com os custos financeiros que se fizerem necessários, seja estabelecendo normativas que tornem mais adequadas as práticas do mercado, sirvam de exemplo para a indústria de turismo e eventos brasileira. Sergio Junqueira ArantesSergio@ExpoEditora.com.brDiretor da Eventos News, do Portal Eventos, da Revista Eventos e da Making OfTitular da Cadeira 1, da Academia Brasileira de EventosVice-presidente da ANETUR - Associação Nacional dos Editores de TurismoMember MPI Brazil Chapter - Meetings Professionals InternationalMembro do IBEV Instituto Brasileiro de Eventos ________________________________________Sua avaliação sobre este Editorial e as demais matérias produzidas semanalmente no Portal Eventos é muito importante. Mande seus comentários para Sergio@ExpoEditora.com.br  
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03/08/2009
No mercado de feiras brasileiro, tudo não passou de simples marola
Apesar da desgraça alheia não nos servir de consolo, olhar para o que está acontecendo no resto do mundo e, muito especialmente, para a nossa vizinha e principal parceira comercial a Argentina, deveria servir de consolo e alerta para os empresários brasileiros. A revista Isto É Dinheiro desta semana estampa em sua capa: “2010 - O ano que já começou”, reportando que “projetos privados que somam R$ 160 bilhões e milhares de contratações a cada dia já antecipam um ritmo de crescimento que só estava previsto para acontecer no início do próximo ano”. Na mesma reportagem, José Carlos Grubisich, presidente da ETH, empresa do Grupo Odebrecht, afirma que “não cortamos um centavo de nosso plano de investimento e, agora que a crise chegou ao fim, estamos mais fortes em relação aos nossos concorrentes”. Esta tem sido a perspectiva dos editoriais do Portal Eventos e da Revista Eventos desde que a crise se instalou nos Estados Unidos: “quem mantivesse ou aumentasse seus investimentos em marketing durante a crise estaria mais forte quando a mesma terminasse”. Mas, voltando à Argentina é lamentável que o país vizinho, que assistia ao crescimento de seu mercado de feiras desde 2002, esteja vivendo momentos muito difíceis desde o final do ano passado, situação que piorou consideravelmente nas últimas semanas. A simples verificação da quantidade de expositores neste período o demonstra: 17.845 (2002), 27.755 (2003), 36.576 (2004), 44.688 (2005), 48.380 (2006), 56.170 (2007) e 56.912 (2008). Em visitantes, a situação é ainda um pouco pior: 4.079.000 (2002), 6.000.000 (2003), 9.699.000 (2004), 10.789.931 (2005), 13.036.928 (2006), 13.913.210 (2007) e 13.676.573 (2008). Mais significativo ainda são os dados referentes à quantidade de feiras: 147 (2002), 238 (2003), 275 (2004), 324 (2205), 325 (2006), 326 (2007) e caindo para 316 no ano passado. Se a situação no ano passado é representativa do prejuízo que o mercado de feiras argentino sofreu com a crise econômica mundial, recentes anúncios de cancelamento ou adiamento de mais de 20 feiras¹ indica que, desde o surto da gripe naquele país, a situação é muito séria e preocupante. O panorama no Brasil, no entanto, é bastante diferente. Até a presente data, não se tem conhecimento do cancelamento ou adiamento de nenhuma feira². No entanto, da mesma forma que nos eventos em geral, aconteceram significativas mudanças do perfil de participação nas feiras, em que os expositores cientes da importância de participar das feiras, diminuíram o espaço ocupado, diminuíram o requinte e o luxo de seus estandes, diminuíram a busca de soluções que se bem o fizessem sobressair, resultariam em gastos excessivos e aumentariam sua preocupação com o ROI Return Of Investments. Certamente, tudo isso diminuiu a rentabilidade das empresas que atuam no setor causando grandes dificuldades. No entanto, se compararmos com o que aconteceu e está acontecendo em outros países, somos obrigados a reconhecer que o Lula estava certo: no Brasil, “tudo não passou de uma simples marolinha”. Sergio Junqueira ArantesSergio@ExpoEditora.com.brDiretor da Eventos News, do Portal Eventos, da Revista Eventos e da Making OfTitular da Cadeira 1, da Academia Brasileira de EventosVice-presidente da ANETUR - Associação Nacional dos Editores de TurismoMember MPI Brazil Chapter - Meetings Professionals InternationalMembro do IBEV Instituto Brasileiro de Eventos_________________________ Sua avaliação sobre este Editorial e as demais matérias produzidas semanalmente na Eventos News é muito importante. Mande seus comentários para Sergio@ExpoEditora.com.br ___________________________________________¹ Pesquisando o site argentino especializado Perspectiva pode-se verificar o adiamento ou cancelamento das seguintes feiras: 20ª Feria del Libro Infantil y Juvenil 2009 Congreso Girasol NEA 2009 Congreso Patagónico Internacional de Medicina Expo Agronea Expo Campo Expo Educativa Expo Futura Mamá & Bebé y Expo Kids Expo Sign & Serigrafía 2009 ExpoGrafika Expomueble 2009 Fericerdo 2009 FITECMA 2009 INSTALANDO 09 Kontrastconcept Latin American Golf Exhibition MABYN 44 Salon del Automovil SIRAA 2009 Zona Industrial 2009 ² As exceções que confirmam a regra são: 1. O cancelamento da mais tradicional feira brasileira, a FENIT que no ano passado completou 50 anos. Porém o encerramento de suas atividades não foi decorrente da problemática mundial atual e sim ao esgotamento de um modelo, que anteriormente já havia vitimado outras feiras tradicionais como o Salão da Criança e a UD. 2. O cancelamento da Conexsa - Congresso e Exposição Sul-Americanos de Turismo, Hotelaria e Cultura cancelada, segundo seus organizadores, em decorrência da crise econômica que afetou a captação de patrocínios e, principalmente devido aos cortes e redirecionamentos de verbas federais voltadas ao setor de turismo.
03/08/2009
Repercussão dos editoriais anteriores
Parabéns pelo Editorial* que tão justamente destaca a carência de indicadores numéricos confiáveis e abrangentes no nosso segmento. Roland BonadonaCEO Accor Hospitality Latin America Com todo respeito, escrevo para explicitar que discordo completamente do conteúdo do Editorial*. A situação das pesquisas que o Brasil tem hoje disponíveis é incomparavelmente superior sob todos os aspectos - consistência, conteúdo, eficácia etc. - em relação àquela que encontrei em 2003.   Eduardo Sanoviczex-presidente da Embratur ____________________________ Fantástico!Que maravilha terminar o meu dia com suas palavras, lhe sou grato por isso.Sou fã de seu trabalho há tempo e aprofundo meus conhecimentos lendo integralmente a Eventos News. Arlindo LimaConsultor e Palestrante, diretor da Fly Consult- Assessoria e Projetos, ex-gerente do SEBRAE ___________________________ * Editorial publicado na Eventos News 128 (27/07/2009) - Falta de pesquisas deixa profissionais sem parâmetros e mercado às cegas  
27/07/2009
Falta de pesquisas deixa profissionais sem parâmetros e mercado às cegas
Em seu discurso de posse na presidência da Embratur, Eduardo Sanovicz deplorou a ausência de pesquisas que retratassem as diversas realidades do turismo nacional, explicassem os problemas do passado e do presente e sinalizassem os caminhos do futuro. Passados mais de cinco anos, a situação muito pouco mudou. É verdade que tanto a Embratur, quanto o Ministério do Turismo, desenvolveram algumas pesquisas que, infelizmente, não tem atendido às necessidades do mercado nacional, e também patrocinaram algumas pesquisas episódicas ou para atendimento de interesses específicos. Apesar de todos reconheceram a necessidade de programas de pesquisa consistentes que permitam conhecer a realidade com que trabalham os diversos agentes produtivos do turismo nacional, nada tem sido feito neste sentido, seja pelo primeiro setor (órgãos públicos federais, estaduais e municipais), seja pelo terceiro setor (associações de classe e entidades representativas). A título de exemplo, todo começo de ano, a maioria dos países que têm na exploração do MICE MARKET um filão economicamente importante publicam um balanço detalhado das atividades produzidas no ano anterior: quantidade de feiras e congressos por setor e por cidade; quantidade de participantes, expositores e visitantes nacionais e estrangeiros; dimensionamento econômico e volumétrico dos espaços expositivos nacionais e internacionais etc. Isso permite avaliar, ano a ano, a evolução do mercado, suas dificuldades, suas necessidades. E não se fale que isso é luxo de país desenvolvido, pois nossos visinhos México e Argentina o fazem e com muita consistência, apesar de todas as crises que estes países atravessaram. O turismo mundial atravessa um momento difícil. O MICE MARKET também. Imediatamente após a deflagração da crise nos EUA, tanto o MPI quanto a UFI determinaram a produção de pesquisas especificas para avaliar as conseqüências do problema no MICE MARKET e no mercado de feiras. Seus resultados, disponíveis a todos seus associados, foram publicados em primeira mão no Brasil pela Eventos News e pelo Portal Eventos: MPI Business Barometer, na semana passada, e Barômetro UFI, na edição atual. No Brasil, passados quase um ano, os diversos agentes que atuam nestes mercados continuam se guiando às cegas, atuando segundo seu feeling e sua experiência passada, pois nenhuma entidade, nem órgão público, acharam pertinente ou necessária a produção de pesquisas que avaliassem as conseqüências tanto da crise econômica, quanto da gripe dita suína, no desenvolvimento econômico e social das atividades turísticas e promocionais brasileiras. Sergio Junqueira ArantesSergio@ExpoEditora.com.brDiretor da Eventos News, do Portal Eventos, da Revista Eventos e da Making Of Titular da Cadeira 1, da Academia Brasileira de EventosVice-presidente da ANETUR - Associação Nacional dos Editores de TurismoMember MPI Brazil Chapter - Meetings Professionals InternationalMembro do IBEV Instituto Brasileiro de Eventos ________________________________________Sua avaliação sobre este Editorial e as demais matérias produzidas semanalmente é muito importante. Mande seus comentários para Sergio@ExpoEditora.com.br
20/07/2009
O Profeta disse que...
... que a Plano Trio Comunicação, uma das maiores empresas de trade marketing brasileira, com filiais espalhadas por todo país, poderá ser a próxima aquisição do Grupo Total, de Eduardo Fisher. Concretizada a negociação, passará a fazer parte da Total OnDemand que reúne as empresas de marketing promocional do Grupo: Smash, Pol, Bg, 1Stop e Alquimia. ... que o francês Cyrille Verdier, há cinco anos diretor geral da Accentiv, agência integradora de soluções de marketing de relacionamento da Accor Services foi afastado de suas funções nas empresas comandadas por Oswaldo Melantonio. Adquirida pelo Grupo Accor na década de 90, a Incentive House, uma das maiores empresas de marketing promocional brasileiras, reunia em seus quadros alguns dos melhores profissionais do segmento, foram tantos que evitamos citar nomes para não cometermos injustiça. Mas, sob a direção de Verdier, um a um esses profissionais foram se afastando, a maioria abrindo sua própria agência e passando a concorrer com a Incentive.  Tendo alterado seu nome para Accentiv, marca global da Accor, o grupo nos últimos anos adquiriu diversas empresas, com a kadeos, Build Up e, mais recentemente, a unidade de negócios CRM, Database Marketing e Fidelização da Assesso, especialista em soluções tecnológicas para qualidade de dados.No entanto, apesar de todo investimento e esforço, a operação a Accentiv no Brasil permanece não atendendo aos objetivos do Grupo Accor para o segmento, razão do afastamento de Verdier. ... que Sergio Marcondes que não faz muito tempo dizia “o mercado de incentivos no Brasil se fossilizou, não se desenvolveu. Em apenas dois anos de existência, nos orgulhamos de aplicar com sucesso a fórmula da Mimética – testada, aprovada e expandida entre nossos clientes”, poderá ser a solução para os problemas da Accentiv. ... em 01 de junho esta Coluna já adiantava os problemas que levaram a HRG a escolher nova representante no Brasil. ... nos próximos dias Elza Tsumori apresentará ao Conselho da Ampro Associação de Marketing Promocional seu indicado à presidência da entidade.