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publicado em 14 de julho de 2020 - 17h 6

Abracorp propõe fazer do limão uma caipirinha made in Brasil

Com autoestima podemos nos unir e transformar a brasilidade em produto turístico, alinhados aos propósitos do Movimento Supera Turismo Brasil.

Da Redação

As quedas acentuadas na movimentação de viagens corporativas, registradas nos meses de março (-54,2%), abril (-91,9%) e maio (-91,4%) de 2020, comparadas com os mesmos meses de 2019, revela o azedo ambiente de negócios vivenciado por uma extensa cadeia produtiva.

Enquanto o segundo trimestre do ano passado registrava crescimento total de 18% nas vendas, com o destaque para o aumento no consumo de passagens aéreas nacionais (38,6%), sob os efeitos gerados pelo novo Coronavírus, no último mês de maio, as vendas para voos nacionais despencaram: -95,7%. Curioso notar que, também em maio de 2020, o menor nível de retração das vendas se deu no segmento da locação nacional de automóveis (-41,7%).

“Essa pode ser mais uma sinalização de que a retomada da demanda, incluindo as viagens corporativas, tende a ter início a partir do fortalecimento do mercado doméstico, como prevê a OMT”, pondera Gervasio Tanabe, presidente executivo da Associação Brasileira de Viagens Corporativas – Abracorp.

Supera Turismo Brasil

Diante de um cenário marcado por elevadas perdas, o setor de viagens e turismo no Brasil como um todo, engajado no Movimento Supera Turismo Brasil, destaca a importância da atividade como vetor estratégico para prover desenvolvimento sustentável do país. Três argumentos justificam a mobilização das entidades mais representativas dos diferentes elos como signatárias de um mesmo manifesto.

Primeiro argumento: o Brasil ocupa as primeiras posições no ranking global dos países com mais atrativos naturais e culturais, segundo relata o Conselho Mundial de Turismo. Segundo: a indústria de Viagens e Turismo oportuniza e estimula milhões de postos de trabalho, diretos e indiretos. Terceiro: o setor exerce impacto socioeconômico e ambiental positivo que favorece mais de 50 outros setores econômicos, além dos diferentes meios de transporte, hospedagem e serviços receptivos. Por exemplo, construção civil, setor imobiliário, de energia, agronegócio, indústria moveleira, têxtil – cama, mesa e banho, tecnologia; enfim, de maneira transversal, a mobilidade social, em viagens domésticas a negócios, lazer e intercâmbio é um valioso recurso, com extraordinário potencial.

“Várias boas iniciativas foram realizadas, em diferentes governos, mas nunca foi implementado um modelo de desenvolvimento sustentável na transformação da qualificada matéria-prima turística nacional”, ressalta Carlos Prado, presidente do Conselho de Administração da Abracorp e cofundador do Movimento Supera Turismo Brasil.

Desde de meados dos anos 90, a Embratur pesquisa o grau de satisfação dos estrangeiros que visitam o Brasil e os resultados obtidos são excelentes. Alguns dados surpreendem. A violência, por exemplo, não figura como o principal fator negativo apontado pelos visitantes estrangeiros, como alguns supõem. A falta de sinalização turística e de limpeza pública são as críticas mais frequentes.

Saúde é a prioridade

Em tempos de Covid-19, a imprensa reitera à população a importância da adoção de medidas de higiene e, também, acertadamente, cobra do poder público, em todos os níveis, atenção redobrada em relação à saúde e ao bem-estar social.

O cenário favorece a realização de campanhas educativas voltadas à valorização dos atrativos turísticos nacionais e ao aumento da percepção sobre a importância do setor como fato econômico, de extraordinária relevância social.

Adoção de rigorosos hábitos de higiene estimula olhar cuidadoso para o Turismo Nacional, que é capaz de proporcionar aos brasileiros saúde socioeconômica e ambiental. Outro fator que favorece a competitividade latente do Turismo como vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável do Brasil é também a posição de liderança global que os brasileiros ocupam no uso das mídias sociais.

“Todos estamos com o Brasil na palma da mão. Com autoestima podemos nos unir e transformar a brasilidade em produto turístico, alinhados aos propósitos do Movimento Supera Turismo Brasil, finaliza Prado.

Fonte: assessoria

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