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publicado em 28 de julho de 2020 - 11h23

Ex-presidentes da Embratur reunidos em Webinar

Quadros de elite do turismo brasileiro, convidados do Movimento Supera Turismo Brasil, contribuíram para a reflexão e busca de rumos no pós-pandemia

Da Redação

Na tarde da última sexta-feira, 24 de Julho, encontro online com quatro ex-presidentes do órgão, recentemente transformado em agência promocional do turismo brasileiro, extrapolou a esfera do conhecimento e da expertise. Compartilhou com a audiência o testemunho emocionado dos convidados, que resgataram para o presente o caráter vivencial da experiência à frente da Embratur.

Com apoio técnico do Grupo R1 – Soluções Audiovisuais, o evento contou com Caio Luiz de Carvalho; Eduardo Sanovicz, Jeanine Pires e Vinícius Lummertz. Foi pilotado pelo jornalista Luiz Henrique Miranda, diretor da Agência Amigo e assessor de imprensa do Movimento Supera Turismo Brasil. Ao seu lado, o apresentador André Coutinho, do Partiu, BandNews!

A sucessão de perguntas e respostas foi antecedida por vídeo muito enxuto e significativo, que expõe o ideário do Movimento Supera Turismo Brasil. No tema musical da peça, destaque para o verso “Somos muitos países em um só país”.

Íntegra do Webinar: https://youtu.be/RLkzaZ0owQE

No início da sua participação, Caio Luiz de Carvalho sustentou que “nesse momento, cada um de nós busca, ao mesmo tempo, pensar, criar e fazer diferente, o que não é fácil. Há um consenso, inclusive entre os agentes de viagem, de que o caminho da retomada é o turismo doméstico”.

Lembrou o impacto provocado pelo atentado às torres gêmeas, em NY, em 2001, inclusive no que tange à governabilidade, como hoje também acontece, na gestão da pandemia. E que a adoção dos protocolos é fundamental, embora não seja tudo. “É preciso resgatar e reanimar o desejo de viajar”, salienta.

Eduardo Sanovicz assegura que “a cadeia produtiva tem vários atores reposicionando seu espaço e sua atuação. E o agenciamento tem papel especial, por conta da demanda nova que vai surgir e, também, do público a se buscar. Parte desse público compõe-se de pessoas que, nas últimas temporadas, viajou para o exterior. Conheceram atrativos estrangeiros, mas não conhecem Bonito, Iguaçu, Noronha – destinos nacionais”.

Segundo calcula Sanovicz, há mais de dois milhões de viajantes que, agora, devem ser estimulados para conhecer o Brasil. E esse papel cabe às operadoras e agências de viagens. Fala que só num segundo momento chegará a vez da retomada, gradativa, das viagens mais longas, inclusive das internacionais. Menciona o fato de que “há muitos brasileiros capazes de descrever os canais de Amsterdã e não conhecem Recife”.

Jeanine Pires ressalta que o momento é de atenção às pequenas e médias empresas de turismo, a grande maioria. “A volta das atividades será, ao que tudo indica, lenta, em etapas – e será diferente em cada lugar. E isso vai fazer com que mude o perfil do cliente. Além do desafio econômico, o agenciamento terá de entender quem será esse novo viajante”.

Na sua visão, a retomada das atividades pelo regional é uma forma de o agenciamento se reaproximar do viajante, escorado por pesquisas, estudos e alternativas concretas. Enaltece a valorização de iniciativas cooperadas, a exemplo do protagonismo do Movimento Supera Turismo Brasil. “Eu vejo que o turismo brasileiro avançou muito em tecnologia de gestão, mas precisa melhorar enquanto recurso favorável à experiência do cliente. Aliar o mundo da tecnologia à humanização das relações. Não é possível interagir, o tempo todo, com robôs”.

A caminho do Aeroporto Internacional de Guarulhos, no banco de trás de um automóvel, o secretário do turismo de São Paulo, Vinicius Lummertz, deu o seu testemunho enquanto ex-presidente da Embratur e figura de proa do setor. Congratulou-se com os três amigos participantes, os quais presidiram a Embratur com empenho e brilhantismo. “O momento para o agenciamento de viagens é difícil, dada a busca de redução de custos. Mas é uma oportunidade para aprimorar e refinar o atendimento; focar em novos nichos de mercado”.

Lummertz grifa que “o novo normal mal começou, está na sua infância”. Comenta que o século passado foi marcado por eventos de natureza ideológica. E que esse aponta para eventos de ordem biológica. Daí a necessidade de mudar a percepção sobre a vida, como um todo. ‘É preciso entender que a questão da saúde veio para ficar. Há que se lidar com as decorrências da superpopulação, onde nós somos parte das soluções e parte do problema”.

O Webinar, no seu todo, foi denso e rico em conteúdos para quem lida com a indústria do turismo. Tratou de grande parte das questões inerentes aos efeitos da pandemia – flexibilização com foco na segurança sanitária; a construção do novo normal desvencilhada da volta ao passado; o papel das lideranças; as ações mais relevantes que se dão no país e tudo que tem a ver com o desenho de futuro. Por isso, vale a pena assistir à gravação do Webinar, que se soma a outras iniciativas acertadas do Movimento Supera Turismo Brasil.

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