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publicado em 20 de julho de 2021 - 16h45

Pandemia modificou o perfil de compra do consumidor e as operadoras têm respondido às novas demanda

Desde abril de 2020, a BRAZTOA tem provido o mercado com levantamentos mensais sobre o setor de Turismo.

Da Redação

Desde abril de 2020, a BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) tem provido o mercado com levantamentos mensais sobre o setor de Turismo. Agora, essa pesquisa evoluiu, ganhou parceiros, nova roupagem e recebeu um nome: Boletim Mensal Braztoa. Como parte da Academia de Excelência Braztoa, o estudo passa a ser realizado por meio de uma parceria entre a entidade e a UP Soluções, com o objetivo de gerar inteligência de mercado a partir dos dados das operadoras.

A cada mês, as pesquisas terão dados para compor a série histórica e dados temáticos, que serão exibidas ao mercado em formato que vai além do release, promovendo encontros online para sua apresentação e um infográfico com os principais destaques, que ficará disponível no website da Braztoa (Acesse aqui o do mês de junho). Em cada encontro, os dados serão contextualizados e interpretados de forma prática por um time de especialistas interno e convidados.

O primeiro Boletim Mensal Braztoa, traz um olhar do mês de junho e, também, do consolidado do primeiro semestre, no qual mostra que 22% das operadoras respondentes estão com faturamento equivalente ou maior em comparação ao período pré-pandemia (2019).

Os dados são animadores, mas devem ser vistos com cautela, já que os embarques continuam abaixo do patamar dos anos anteriores, com 26% das empresas sem embarques em junho, outros 25% já estão embarcando a metade ou mais da média histórica para o mês de junho. No entanto, o semestre encerra com 3 de cada 4 operadores com embarques abaixo do equivalente a 25% do período pré-pandemia (2019).

A sensação de segurança, decorrente do avanço da vacinação, e as promoções que tramitam no mercado podem ter sido fatores decisivos para as vendas de viagens no período. Em junho, 78% dos embarques foram relativos a novas vendas realizadas.

No Brasil, a Região Nordeste segue com maior procura, seguida pela Região Sul. Entre os destinos mais vendidos figuram Porto de Galinhas, Gramado, Praia do Forte/ Salvador, Maceió, Porto Seguro e Rio de Janeiro.

No internacional, América Central e Caribe seguem no topo das vendas, mas a América do Norte, muito querida pelos brasileiros, já apresenta um nível relevante vendas. Entre os destinos mais vendidos, os destaques vão para México/Cancún, Dubai, Egito, Maldivas e Miami.

Sobre a data de realização das viagens nacionais comercializadas, a maior parte acontecerá ainda no segundo semestre de 2021, seguida por embarques programados para o primeiro semestre de 2022. No internacional, os destaques ficam bem divididos entre esses dois períodos.

Mudanças no perfil de compras do consumidor pré-pandemia (2019) x atualmente (2021)

De 2020 para cá, o mundo e as pessoas estão em constante e acelerado processo de transformação e entender o comportamento do consumidor tem importância estratégica para todos os elos da cadeia do turismo.

Os roteiros de sol e praia, luxo e bem-estar têm ganhado a preferência dos atuais viajantes, corroborando com as tendências anunciadas por estudiosos do setor, que já apontavam que a busca por locais que proporcionassem maior conexão com a natureza, com as comunidades locais, e proporcionassem um grau de autoconhecimento ditariam o futuro do turismo.

Outro dado interessante é o aumento no número de viagens entre os jovens adultos (18 a 30 anos), em comparação ao período pré-pandemia. Indicativo que ficou em baixa entre as pessoas com mais de 31 anos, mas que permanecem sendo o principal público comprador. “Percebemos uma cautela maior entre as pessoas com mais idade. O interesse por viajar se mostra latente, mas continua no escopo das pesquisas e planejamentos para o futuro, diferente dos mais jovens, que, aparentemente, se sentem seguros em realizar seus sonhos de viagem agora”, disse Rayane Ruas, Head of Intelligence da Up Soluções.

O imediatismo e o grau de segurança com curto prazo reforçam-se com alguns indicativos, como no aumento das viagens de curta duração (até 4 dias), e, também, na antecedência da compra, que obteve um aumento considerável para embarques em até 30 dias.

Sobre o tipo de viagem, os roteiros que mensuram apenas a parte terrestre estão na frente, seguidos das viagens completas (aéreo + terrestre); Para 31% das operadoras, o ticket médio teve redução de 50% ou mais, fator que pode estar relacionado ao crescimento das viagens de curta distância e menor duração. Já para 19% das pesquisadas, o valor das viagens se manteve ou aumentou.

Expectativas

Para 30% das operadoras, o faturamento médio deve ser recuperado no primeiro semestre de 2022. 22% acreditam que os índices normais de vendas serão retomados no segundo semestre de 2021, mesmo percentual de empresas que acreditam em uma recuperação no segundo semestre do próximo ano. 19% apontaram 2023 como o ano de retorno aos patamares pré-pandemia,

O Boletim Mensal Braztoa foi desenvolvido para contextualizar o nosso setor e, também, para que nossos associados e parceiros tenham subsídios para tomar importantes decisões nos seus negócios, sempre baseadas em fatos. O mercado segue uma tendência animadora, e isso tem ligação com a curva ascendente da sensação de segurança das pessoas, somada à demanda reprimida de viagens e à série de promoções que estão em vigor atualmente – e que não devem durar muito tempo. Estamos em um momento de excelentes oportunidades para quem quer garantir sua viagem para embarques futuros, fator que contribui para uma movimentação positiva do setor. É preciso que todos, viajantes e profissionais do turismo, se mantenham atentos e aproveitem as oportunidades”, disse Roberto Haro Nedelciu, presidente da BRAZTOA.



Fonte: Assessoria

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