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CONECTA FORUM EVENTOS
publicado em 09 de abril de 2020 - 16h 7

CONECTA FÓRUM EVENTOS: Diretor de Inovação da AstraZeneca debate Inovação e os prováveis cenários pós-Covid-19

Na primeira LIVE do CONECTA FÓRUM EVENTOS, promovida pela Eventos Expo Editora, Bruno Pina, Chief Digital Officer da AstraZeneca, se propôs a tentar responder duas perguntas: Como a gente pode olhar para tudo isso como uma oportunidade? Como que, dentro de uma estratégia de inovação, dentro de uma empresa, a gente poderia abraçar esta crise de uma forma diferente?

Sergio Junqueira de Arantes Filho

É tempo de ficar em casa, e além de cuidar da família e de você, aproveite para entender melhor o que está acontecendo no mercado e, principalmente, vislumbrar o que vai acontecer.

Para ajudar nesse processo a Eventos Expo Editora desenvolveu o CONECTA FÓRUM EVENTOS, uma LIVE semanal, que irá fazer um esquenta para o FÓRUM EVENTOS 2020, que acontece nos dias 7 e 8 de julho, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

O CONECTA FÓRUM EVENTOS será um ciclo de palestras, com renomados profissionais. Ancorada por Sergio Junqueira Arantes, CEO da Eventos Expo Editora, a LIVE será semanal e, além de trazer grandes nomes que nos ajudem a entender o atual momento e o futuro, aposta na interatividade dos participantes como um dos diferenciais do formato.

Na última quinta-feira, 09 de abril, aconteceu a primeira LIVE do CONECTA FÓRUM EVENTOS, com uma palestra de Bruno Pina, Chief Digital Officer da AstraZeneca, responsável pela área de inovação estratégica do laboratório no Brasil, que abordou o tema "Inovação Estratégica em Tempo de Crise".

Confira no final desta matéria, o vídeo com a íntegra da transmissão desta primeira edição do CONECTA FÓRUM EVENTOS.

Pina fez uma breve apresentação sobre Inovação, olhando um pouco para o que estamos vivendo hoje.

A palestra de Bruno tinha por objetivo lançar um olhar sobre os desafios que a crise traz para a gente como população, enquanto cidadãos, no mundo corporativo em que vivemos também acaba impactando a gente emocionalmente. E se propôs a tentar responder duas perguntas:

Como a gente pode olhar para tudo isso como uma oportunidade?

Como que, dentro de uma estratégia de inovação, dentro de uma empresa, a gente poderia abraçar esta crise de uma forma diferente?

Bruno começou falando de sua visão de Inovação, citando Peter Drucker (“A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente, ou um serviço diferente”) e o humorista Murilo Gum (“Criatividade é a imaginação aplicada para resolver problemas. Inovação é a criatividade empacotada para oferecer ao mercado. Ou seja, a Inovação é a imaginação aplicada para resolver problemas, que foi empacotada para resolver o problema de um grupo de pessoas – mercado”).

Isto é, Inovação é, mais que ser criativo, conseguir aplicar esta criatividade de forma real, entregando valor para o mercado, disse.

Na visão do profissional, o Covid-19, em muitas empresas, está sendo o grande catalisador da Inovação, já que o Covid-19 provocou um cenário de caos em determinadas organizações.

Com base em outras crises por que já passamos, o Covid-19 trará uma série de oportunidades”.

Pina deu como exemplo alguns dados econômicos da China que, se de um lado teve uma série de segmentos impactados negativamente pelo problema, como os setores de beleza, acessório de roupas, viagens, etc, de outro os dados mostram a oportunidade que foi gerada para uma série de outros segmentos que, independente do que eles tinham planejado para 2020, foram beneficiados com a crise, como remédios, alimentação, produtos de higiene, entretenimento online, etc.

Bruno afirmou que, em momentos como este, para inovar é necessário antes de tudo, identificar as necessidades do consumidor. E deu alguns exemplos de empresas que estão fazendo isto no mundo, como o Google, que fez um estudo sobre o emocional da população, com base nos termos mais buscados em sua plataforma durante a crise, separando em dois grupos: ação e ansiedade. Já Apple Store verificou uma maior demanda por APPs de entretenimento, comunicação a distância e educação. Na China, alguns setores que observaram um boom em função da crise: jogos online, bicicletas compartilhadas e ferramentas de trabalho online.

Apresentou algumas recomendações sobre questões que irão mudar para todos nós, enquanto cidadãos, em função da crise:

- Smart Working & Learning. Educação e Trabalho a distância. Como as pessoas tiveram que, de maneira muito rápida, aprenderem a buscar educação ou reciclagem profissional de uma forma diferente da que estavam acostumadas. E este é um grande desafio para as escolas, que saem de um cenário de aprendizado presencial, com jogos, teatro, e agora os alunos passam o dia assistindo aula na frente do computador. O resultado é que os educadores começam a perceber que, no pós-Covid-19, poderão usar mais o conceito de Realidade Aumentada.

- Robótica e Tele-Medicina. O Marco da Tele-Medicina, que havia sido negado em 2019 pelo Conselho Federal de Medicina, mas que foi aprovado agora, como forma de contornar as dificuldades para atender maciçamente a população durante a pandemia.

Dada a nossa falta de experiência nesta área, de como aplicar a Tele-Medicina, está gerando uma demanda, não só por empresas que fizeram uma pivotagem, que mudaram o seu negócio para fazer Tele-Medicina, como a criação de novas empresas, um boom para as startups que já existiam em Tele-Medicina no setor de saúde, e estão sendo convocadas por empresas de saúde, hospitais, para fazerem parcerias ou prestarem algum tipo de serviço.

- Robôs para Entregas & Automação. O setor de entregas automatizadas, com robôs e drones deve ser um que está se especializando durante a crise, e vai crescer no cenário pós-Covid-19.

Outro ponto abordado por Bruno é como este período está servindo de oportunidade para empresas, principalmente grandes organizações, para atualizarem seus processos para mapear e contratar novos fornecedores, em função de uma necessidade de resposta rápida frente a uma nova situação.

Pina finalizou a apresentação afirmando que “empresas que têm a inovação em seu cerne, estão aproveitando este período para criar estratégias de pós-Covid-19”.

Ao final da apresentação, Sergio Junqueira Arantes abriu a sala para perguntas:

Robson Lisboa, da Midiacode, abriu as perguntas, desafiando o palestrante a desenhar dois cenários: o mundo voltará ao Normal, ou Novo Normal no pós-Covid-19, e que Novo Normal seria este? ou mundo emergirá com uma mudança total, com muito mais Home School, Home Office, etc?

Pina desenhou algumas considerações sobre o primeiro cenário, de o mundo voltar ao Normal, mesmo considerando este o cenário menos provável.

Empresas que não quebraram, ou que não criaram um passivo muito grande, vão entrar em modo recuperação. Vão trabalhar num primeiro momento para garantir o fluxo de caixa e a saúde financeira da empresa. Uma coisa com certeza vai mudar: o comportamento das pessoas diante dos cenários caóticos”.

E apontou duas consequências diretas deste período de enfrentamento ao Covid-19: Revitalização da cultura dentro das empresas, lembrando que nem todas estão preparadas para isso; e a recuperação financeira destas empresas.

Ele citou como exemplo o segmento médico, onde está havendo um represamento de atendimentos a morbidades eletivas, que terá que ser atendido no pós-Covid-19

O segundo cenário é o que acha mais provável: o híbrido. O presencial com o digital.

Somos Homo Sapiens. Precisamos de convivência”, afirmou.

Na sua visão, Saúde e Varejo se recuperarão mais rápido, mas com muita inovação tecnológica. Eventos já estão mudando. A forma de fazer eventos já está mudando. Esta se reinventando. E afirmou que o profissional de eventos terá como desafio para o futuro responder como tornar sua área relevante no digital.

Outra pergunta feita pela audiência da LIVE foi: fazer o digital de qualquer forma, neste momento, não pode ser um tiro no pé?

Neste momento, por inexperiência de um lado, e necessidade de agir de outro, todos vamos errar um pouco. A grande questão é: o quanto estaremos dispostos a errar? Vou apostar em errar num grande evento, mas focar no retorno de atrair 3 milhões de pessoas, ou vou preferir ter um público menor, errar para 60 pessoas, minimizando as perdas, e aprendendo para dar um salto maior?”.

Rafael Bezerra, da ARX Eventos, de Fortaleza/ CE, via chat pediu para o palestrante falar um pouco sobre patrocínio em Eventos online.

A maioria das empresas não sabe analisar o retorno de um investimento na marca que não seja de forma granular. As empresas não estão investindo em patrocínio online porque não estão enxergando o valor da entrega disto”, respondeu. Na sua visão, a grande mudança será na capacidade dos projetos de gerarem engajamento e do evento dar um passo à frente do que está no mercado.

Fazer um patrocínio baseado em receber o mailing dos participantes, pode não ser tão interessante. Mas fazer um evento em que o patrocinador proponha um problema para os participantes, e eles construam uma solução, em que o patrocinador faça parte, sim. Criar uma fórmula de causa e efeito. Neste cenário, conteúdo vai ser uma grande diferença”.

Pelo chat da LIVE, Leandro Ferreira, da DMS, perguntou se o Novo Normal é o Informal? Bruno respondeu que sim, mas menos na aparência e mais no “mundo” em que circula.

Ferreira também lançou a questão: as empresas de tecnologia estão preparadas para atender as demandas de eventos?

Não. Eu não conheço, por exemplo, nenhum especialista em Zoom. Tivemos que aprender sozinhos. Do zero. No futuro, além da gestão do evento propriamente dito, as organizadoras terão que entregar também a gestão digital do evento, com técnicos especializados em digital. Vão surgir novas tecnologias de engajamento”.

Leila Bueno, da Bueno Arquitetura Cenográfica, via chat, também perguntou: Brand Experience perde espaço no futuro pós-Covid-19?

Não. O Brand trará novas experiências de engajamento”.

Outra pergunta da audiência, via chat, foi: As empresas estão preparadas para pivotar um evento?

Não. As experiências, até o momento, são simplórias. Botam um speaker numa sala e dá play. Os organizadores não estão usando os recursos de um evento digital. Um evento digital não começa no dia do evento. Ele começa antes. E não termina depois do evento. Você cria uma comunidade. Não está pronto o formato ainda. Mas estará logo, logo”.

Encerrando o debate online, Gaspar Brandão, ex-diretor executivo da Ampro, perguntou se existe possibilidade de surgir um terceiro cenário. Caótico. Um caos maior do que imaginemos?

Já está acontecendo. Empresas, profissionais, já estão em um conflito espiritual hoje. E vejo profissionais gabaritados até o pré-Covid-19, congelando neste momento”.

Confira no vídeo abaixo a íntegra da transmissão desta primeira edição do CONECTA FÓRUM EVENTOS.

A próxima Live da CONECTA FÓRUM EVENTOS está marcada para a próxima quinta-feira, dia 16/04, às 19hs.


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