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CONECTA FÓRUM EVENTOS
publicado em 18 de abril de 2020 -  1h 1

Durante LIVE Conecta Forum Eventos, Ministro do Turismo promete criação de Comitê de Eventos

Live CONECTA FÓRUM EVENTOS reuniu ministro Marcelo Álvaro Antônio com 11 presidentes das entidades da indústria de eventos, com mediação de Sérgio Junqueira Arantes.

Sergio Junqueira de Arantes Filho
 Ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio

Ancorada por Sérgio Junqueira Arantes, publisher da Revista Eventos e Portal Eventos, presidente da Academia Brasileira de Eventos e Turismo e vice-presidente da ADVB-SP, aconteceu na última quinta-feira (16) a live CONECTA FÓRUM EVENTOS com o Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, reunindo 11 presidentes de entidades da indústria de eventos: Alexis Pagliarini (Ampro), Anita Pires (Academia), Armando Mello (Ubrafe), Doreni Caramori (Abrape), Elza Tsumori (ForEventos), Fátima Faccuri (Abeoc), Leila Bueno (Abrace), Paulo Ventura (CCC), Pedro Guimarães (Apresenta.RIO), Ricardo Dias (Abrafesta) e Toni Sando (UneDestinos).

Abrindo a reunião, Sérgio Junqueira expôs ao ministro e a audiência de 5 mil profissionais que estavam assistindo ao evento nas redes sociais, Facebook, Youtube, Instagram e no Portal Eventos, a importância do setor, que antes da crise movimentava R$ 936 bilhões, gerava 25 milhões de empregos, realiza mais de 590 mil eventos anualmente e, ainda, dá acesso a milhões de brasileiros de conhecimento especializado, tendo sido mencionado que os eventos são a maior universidade do mundo.

Na continuidade, Junqueira lembrou que a Indústria MICE²+FDT (Meeting, Incentive, Congress, Exhibition, Experience, Festivalization, Digital and Tourism) é composta ainda por milhares de venues (centros de convenções, pavilhões, espaços para eventos, hotéis e resorts) espalhados por todos os municípios do país; milhares de feiras responsáveis pelo escoamento de mais de R$ 300 bilhões da produção industrial, da agropecuária e dos serviços em todo Brasil.

Finalizando, Sérgio Junqueira pediu atenção para dois números, retirados do último Dimensionamento setorial, que indicaram a realização de mais de 590.000 eventos, com média de 9,3 empregos cada, e a existência de mais de 10.000 venues no Brasil, com média de 220 empregos cada um. Considerando que TODOS os eventos estão suspensos e a notícia de que 10% das venues já encerraram atividade, ou seja, FECHARAM, temos mais de 300.000 desempregados pelas venues, até agora, e cerca de 5 milhões de trabalhadores sem eventos para trabalhar, nos 42 segmentos que dependem dos eventos para viver.

Em sua fala inicial, o ministro reiterou sua preocupação com a maior crise já enfrentada pelo Turismo, Cultura e Entretenimento na história e que, desde o primeiro dia, buscou manter diálogo constante com as principais associações do turismo nacional, buscando moldar o melhor plano de socorro para o setor. Nosso objetivo desde o início foi evitar o desmonte do setor, para que em breve tenhamos uma retomada mais eficiente”.

Para isso, o ministério estruturou um plano com três vertentes. A primeira refere-se aos contratos de trabalho, Marcelo Antonio lembrou que cerca de 40% do custo de um hotel é decorrente de sua folha de pagamento e, para evitar um desemprego em massa, era necessário criar um mecanismo para garantir esses empregos e, mais do que isso, a sobrevivência dessas empresas e, para isso, editamos rapidamente uma MP para possibilitar que as empresas pudessem fazer a suspensão dos contratos de trabalho, com a possibilidade da redução gradativa dos salários, com o Governo fazendo a complementação através seguro desemprego. O ministério da Economia preferiu não setorizar o socorro e sim fazer algo mais abrangente, mas aproveitou nossa sugestão”.

Ainda segundo o ministro, a segunda vertente preocupou-se com a relação das empresas com os consumidores que já haviam adquirido ingressos para eventos e pacotes turísticos. Tínhamos que evitar uma judicialização em massa dos consumidores querendo o imediato reembolso do serviço adquirido. Junto com o ministro Moro, elaboramos uma MP autorizando as empresas a fazerem esse ressarcimento no prazo de 12 meses após o término da Pandemia, ou na forma da prestação do serviço prestado ou a devolução do dinheiro, mais uma vez preservando empregos e garantindo a sobrevivência das empresas, sem prejudicar o consumidor”. O ministro aproveitou para incitar as empresas que se inscrevam no site www.consumidor.gov.br que serve como uma câmara de conciliação entre as empresas e consumidores que já conseguiu resolver mais de 80% dos casos submetidos ao seu escrutínio.

A terceira vertente refere-se às linhas de crédito. No Fungetur, por exemplo, que tem R$ 400 milhões disponíveis, conseguimos através de uma Portaria diminuir os juros de 7% para 5% e aumentando o prazo da carência de 6 para 12 meses. Também no BNDES e na CEF estamos trabalhando para que atendam de forma mais eficaz, desde o Emei até a grande empresa”.

Na sequência, Elza Tsumori, presidente do For Eventos - Forum Nacional de Entidades do Setor de Eventos, que congrega mais de 20 entidades do segmento, pontuou a importância das linhas de crédito oferecidas, sejam para pagamento da folha de pagamento, seja para capital de giro, efetivamente cheguem na ponta, pois na verdade os recursos disponibilizados pelo Governo estão empossados nos Bancos que exigem garantias inviáveis para micro, pequenas e médias empresas, e menos ainda para as Emeis”. Para que realmente os processos fluam, Tsumori solicitou ao ministro que "seja o embaixador do setor junto ao ministério da Economia”.

Sérgio Junqueira Arantes, presidente da Academia, solicitou a criação de um Comitê de Eventos, no âmbito do ministério, para ajudar o ministro na melhor consecução do proposto por Elza Tsumori e, também, das pautas que foram apresentadas pelos demais presidentes de entidades que participaram da teleconferência. A proposta foi imediatamente aceita pelo ministro Marcelo Álvaro, que determinou no ato à sua assessoria sua criação, prometendo que na próxima semana a medida estará implementada.

Na sequência, fizeram uso da palavra Doreni Caramori, presidente da Abrape - Associação Brasileira dos Promotores de Eventos, que salientou a necessidade de se iniciar o planejamento da retomada dos eventos, tema também abordado por Fátima Facuri, presidente da Abeoc Brasil - Associação Brasileira das Empresas de Eventos, que aduziu ser preciso a implementação de protocolos sanitários que assegurem aos participantes nos eventos a garantia da preservação de sua saúde e que as entidades do setor sejam protagonistas do processo de formulação destas medidas, daí a importância da criação do Comitê de Eventos proposto por Sérgio Junqueira. Paulo Ventura, representando a Câmara de Centros de Convenções, citou que a criação dos protocolos são fundamentais para que o público volte a ter confiança que sua vida não corre perigo nos eventos, e Caramori salientou a necessidade de normas nacionais para evitar que eventos realizados em vários estados tenham que obedecer a diferentes exigências.

Fátima Facuri também pleiteou a ampliação do prazo das medidas trabalhistas, pois os atuais 60 dias previstos na MP são insuficientes, pois o andamento da crise indica que o problema persistirá por bem mais tempo. Armando Campos Mello, presidente executivo da Ubrafe - União Brasileira dos Promotores de Feiras e Exposições, decano do grupo, que tem negociado com o Governo Federal desde o tempo do ministro Camilo Pena, nos idos de 1980, disse que jamais o setor de eventos foi lembrado na formulação de campanhas promocionais e, considerando sua importância econômica e estratégica no desenvolvimento comercial do pais, solicita que, ademais da campanha de promoção do turismo nacional, o ministério promova campanha para promoção da indústria de eventos brasileira.

Em resposta ao primeiro bloco de questionamentos, o ministro concordou que os bancos estão dificultando a concessão de crédito, com exigências desproporcionais, com receio da inadimplência decorrente da crise e a falta de garantias das empresas do setor e, para permitir que esse crédito chegue na ponta, estamos trabalhando para o Fungetur possa sofrer uma capitalização, aumentando de R$ 400 milhões para R$ 5 bilhões e, desse montante, R$ 4 bilhões serão destinados para crédito para empresas do setor e R$ 1 bilhão será constituído como um Fundo Garantidor que compartilhará o risco dos bancos na concessão dos empréstimos, dispensando as empresas de oferecer garantias para obter empréstimos com fundos do Fungetur”. O ministro também se mostrou sensível à necessidade de uma campanha promocional específica para o setor de eventos, no momento da retomada dos negócios. Nesse sentido, também é muito importante a aprovação, que deve acontecer na semana que vem, da MP que transforma a Embratur em agência, vocês precisam trabalhar suas bases legislativas para essa MP seja aprovada”.

Paulo Ventura, levantou uma questão que está afligindo o setor em todo país. Tradicionalmente, os centros de convenções contratam junto à companhia elétrica uma banda de energia baseado nos seus picos de consumo, uma vez que se ultrapassarem a banda contratada, pagam multas altíssimas. Proibidos de trabalhar desde meados de março e ainda sem perspectivas de quando voltarão à atividade, os centros estão sendo obrigados a pagar uma energia que não estão consumindo. O pleito é que, nesse período, a cobrança seja pelo efetivo consumo, como acontece com as demais empresas. O ministro respondeu que a questão já está sendo discutida com o ministério de Minas e Energia e a Aneel e no decorrer da semana que vem espera estar tudo resolvido.

Os dirigentes reunidos também propuseram a criação de um programa de Fomento à Cadeia de Valor de Eventos - MICE - Meeting, Incentive, Congress e Exhibition), tais como:

  • O patrocínio de empresas públicas aos eventos associativos e proprietários promovidos por entidades de classe.
  • Agilizar a publicação de editais por parte de órgãos de fomento à pesquisa (CNPq, IPEA etc.) para eventos para tão logo seja liberado execução, contratando os eventos que tiverem mérito e liberando verba para pagamento.
  • Com o mesmo intuito de fomento do setor, ações concretas na área da Cultura, Entretenimento e Esporte, utilizando os mecanismos já existentes na Secretaria da Cultura.
  • Liberação do Fundo Nacional da Cultura para apoio aos projetos culturais e adequação da nova IN da Lei da Cultura. Preocupação com as Novas Regras para os diversos cenários na Retomada.

Antes de o ministro fazer o encerramento da Teleconferência, Sérgio Junqueira, presidente da Academia, reiterou a importância da indústria que antes da crise movimentava R$ 936 bilhões e gerava 25 milhões de empregos, dos quais hoje mais de 300.000 estão desempregados e cerca de 5 milhões estão sem trabalho.

O ministro Marcelo Antonio finalizou os trabalhos colocando fé e assumindo o compromisso de vencermos juntos. Eu quero vencer junto com vocês. Esse Comitê precisa ser criado. Quero que este ministério seja a voz de vocês. Isso eu garanto para vocês. Vamos trabalhar juntos. Vamos vencer juntos".

Fonte: assessoria

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