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publicado em 26 de maio de 2020 - 13h40

CONECTA FÓRUM EVENTOS: Principais resorts do país apresentaram plano para retomada

LIVE com presidente da Resorts Brasil e gestores de nove dos principais resorts do país atraiu milhares de espectadores nas redes sociais para entenderem como empreendimentos estão se preparando para a retomada

Da Redação

Ancorada por Sérgio Junqueira Arantes, CEO da Eventos Expo Editora e publisher do Portal Eventos, nesta segunda-feira (25/5) a LIVE do Conecta Fórum Eventos recebeu o presidente da Resorts Brasil, Sérgio Souza, e gestores de nove dos principais resorts do país, para saber como eles estão se preparando para a retomada.

Participaram da live Anne Morrisey (Bourbon Hotéis & Resorts), Rubens Régis (Costão do Santinho), Murilo Pascoal (Beach Park), Tiago Varalli (Club Med Brasil), Orlando Giglio (Iberostar), Daniel Ribeiro (Tauá Hotéis & Resorts), Antônio Dias (Royal Palm Hotels & Resorts), Heber Garrido (Aviva) e Ana Masagão (GJP Hotels & Resorts).

Para a plateia da conferência, além dos representantes dos resorts, a Eventos Expo Editora convidou alguns gestores de eventos, dirigentes de entidades associativas e influenciadores do mercado MICE, como Olinda Ramos (Hypera Pharma), Evandro Silva (gestor de eventos de farmacêuticas), Paulo Renato Fonseca Jr (ex-secretário de turismo do Espírito Santo), José Estevão Cocco (organizador de eventos), Raimundo Peres (consultor de destinos para eventos), José Eduardo Souza Rodrigues (ex-presidente da Abeoc-SP), Elenice Zaparolli (captação de eventos do Visit São Paulo) e Otaviano Maroja (Associação de Resorts de Porto de Galinhas).

Com convidados tão representativos do segmento de resorts, e o tema bastante atualizado, a LIVE atraiu grande audiência na página do Portal Eventos e em seus canais nas mídias sociais, como Youtube e Facebook, para onde o debate estava sendo transmitido ao vivo. A audiência somada ultrapassou a casa das 3 mil visualizações, com centenas de perguntas para os debatedores. "Foi uma das LIVEs mais longas que já fizemos, mais de 2 horas, porque o tema é de interesse geral e o público continuava a mandar perguntas e comentários bastante qualitativos", afirmou Junqueira. "E estes ainda são números parciais da audiência, pois algumas redes sociais, como o Youtube, estão levando até três dias para totalizar os números finais".

Abrindo a LIVE e falando sobre cancelamentos e remanejamentos de eventos, Ana Masagão disse que pelo perfil, eventos de médio porte, conseguiram um número bom de remanejamentos (63%, sendo que 28% acontecerão ainda este ano, se possível, claro, e 35% no ano que vem). São 29% os que ainda estão negociando data. Cancelados foram apenas 8%.

Rubens Régis disse que está começando a surgir um nicho interessante: eventos que no passado estavam sendo realizados no exterior agora estão migrando de volta para o Brasil. "Pode ser uma tendência pela dificuldade de grandes viagens", disse.

Questionado sobre o procedimento adotado com os colaboradores, Tiago Varalli disse que as MPs ajudaram a tomar as melhores decisões. "Nós adotamos uma posição de equilíbrio nas nossas decisões. Tivemos alguns desligamentos, uma boa parte de contratos suspensos e outra parte com redução de carga horária. Nossa preocupação é que alguns desses temas das MPs começam a caducar já na próxima semana".

Héber Garrido, da Aviva, responsável pela gestão comercial do Rio Quente Resort e Costa do Sauípe, não acredita em eventos nos resorts da Aviva em 2020, por conta de malha aérea. "Nós zeramos nossas expectativas em relação a feriados e a MICE. Nós conseguimos remanejar 50% dos nossos eventos para o segundo semestre e 50% para o ano que vem, mas conforme vamos nos aproximando do segundo semestre tudo leva a crer que 100% ficará para 2021". Para ele, os eventos regionais vão ganhar força e também os eventos com propósitos. Ele acrescenta que o setor MICE carecia de uma renovação, com modelos de organização de eventos iguais há 10/15 anos, e que chegou a hora de mudar. "As inovações darão um salto de qualidade".

Ainda sobre a questão da malha aérea, Rubens Régis entende que uma possível solução para os eventos acima de mil pessoas seja o fretamento.

Solicitado a comparar o faturamento do primeiro semestre de 2020 em relação a 2019, Orlando Giglio afirmou que se fosse comparar os primeiros trimestres, diria que 2020 estava muito melhor do que o mesmo período de 2019, "e que teríamos pela frente um mar de almirante, céu de brigadeiro". Esta era sua avaliação até o início do março. Com o surgimento do enfrentamento à pandemia do Covid-19, o cenário mudou totalmente. "Com a pandemia não há como comparar 2019 com 2020. É um desastre".

Annie Morrisey observou que na retomada, "como a gente [equipes de trabalho] vai estar limpando alguma coisa a cada minuto das 24 horas do dia, sem falar no A&B, que é ainda mais complicado, os custos vão aumentar". A diretora de marketing da rede Bourbon ponderou que somando a isso as limitações de ocupação, encontrar um equilíbrio financeiro vai ser uma tarefa bastante delicada.

Falando em nome de todo o segmento, Sérgio Souza, presidente da Resorts Brasil, traçou um panorama das negociações com o governo. O primeiro momento foi de lidar com o que ele chamou de Contenção, cuidando de todos os aspectos trabalhistas, legais sobre cancelamentos e prorrogação de tributos. "No segundo momento, da Sobrevivência do Setor, nós fomos atrás das linhas de crédito. Este vem sendo um trabalho muito árduo, pois esse dinheiro ainda não chegou na ponta". A grande preocupação é o fim da vigência da MP 936, que caduca em junho, sendo que a volta das atividades está prevista para final de julho, começo de agosto. "Estamos pedindo mais 120 a 180 dias. A terceira etapa, o de retomada, nossos esforços estão focados na redução dos nossos tributos".

Sobre as linhas de crédito, Daniel Ribeiro disse que a questão dos recursos financeiros via governo foi a última a sair, "mas nas próximas semanas temos perspectivas bem positivas. E isso é importante porque no setor bancário o nosso setor está muito mal falado". Na avaliação do diretor de marketing da rede Tauá, o setor bancário vem tratando da questão como se a atividade do Turismo fosse acabar. "Os relatórios que estão vindo de fora dizem que será o setor mais afetado, o que está assustando muito os bancos privados. Nós, que nunca fomos muito alavancados, estamos encontrando muita dificuldade". Por isso, essa linha do Fungetur deve ser o melhor caminho para todos os players. Daniel se diz muito positivo por natureza, por isso está mais confiante do que a maioria. Ele acha que teremos um bom quarto trimestre e que o ano que vem será maravilhoso. "Temos vários fatores a nosso favor, como dólar alto, dificuldade de voos. Nós, que somos talvez o único que já tem um resort aberto, o de Caeté, com a limitação de 25 quartos, tivemos mais procura do que oferta. No segundo final de semana nós abrimos 50 quartos e tivemos que fechar a venda pois tinha mais gente querendo ir", afirmou. "No próximo final de semana, nós limitamos a 100 e já tem 100 confirmados. Ou seja, as pessoas estão querendo sair de casa, precisando dessa convivência, mesmo com todos os procedimentos. Nos outros resorts nós já temos muitas reservas para junho e julho. Acho que vamos ter uma surpresa muito boa nesse segmento by car". Sobre eventos, Ribeiro informou que a rede já tem duas cotações para outubro e novembro, para eventos híbridos. Num deles, um evento nacional, vai ficar um pouco de gente em São Paulo, um pouco em Brasília, um pouco em Minas. Todos tendo a mesma experiência, com a mesma alimentação, com uma palestra em São Paulo e outra em Minas Gerais.

Sobre a questão dos recursos financeiros, Murilo Pascoal disse que há muito boa vontade do governo federal e do MTur. E elogiou muito a união das entidades neste momento, o que tem fortalecido muito os pleitos. Disse que "não podemos perder essa conquista, que deve se tornar um legado desse período de dor".

Sobre as questões de segurança sanitária para que os hóspedes se sintam seguros, Annie Morrisey disse que a hotelaria vai tirar de letra. Ana Mazagão complementou, dizendo que eles estão prevendo duas fases: a primeira, mais rígida, e a segunda, que deverá ser permanente, mesmo depois de uma possível vacina.

Sobre os protocolos, Antônio Dias disse que depois de avaliar vários protocolos internacionais e os nacionais, de uma forma geral eles são muito semelhantes: distanciamento, superfícies críticas, contaminação cruzada. "O selo será algo autodeclarado, como em Portugal. Não há braços suficientes para esse tipo de averiguação. No estado de São Paulo, onde eu participei de várias reuniões, as diretrizes serão mais como recomendações e não imposições legais. Mas tenho certeza de que o setor vai levar muito a sério esses protocolos e recomendações, pois sabe que essa confiança será essencial no novo normal".

Questionado sobre quando os resorts voltarão ao patamar de faturamento de 2019, Sérgio Souza disse que "nos próximos 2 anos nós vamos viver 3 momentos: 1. a reabertura e todos os seus percalços iniciais; 2. ano que vem nós já vamos estar com os eventos corporativos e caminhando para tentar voltar aos patamares de 2019; 3. o momento pós vacina, que será quando poderemos voltar à ocupação total dos nossos empreendimentos com uma redução dos protocolos, especialmente o distanciamento. Creio que isso ocorrerá em meados ou final de 2021".

Confira abaixo a íntegra da LIVE do Conecta Fórum Eventos com representantes do setor de resorts.





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