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Indústria de Eventos
publicado em 17 de fevereiro de 2019 -  4h39

O Estado da Indústria MICE²+FDT 2019

EXCLUSIVO - O PORTAL EVENTOS ouviu 33 experts, profissionais com grande experiência que, certamente, representam o pensamento da Indústria MICE²+FDT. A primeira parte do estudo realizado pela quarta vez pelo Portal Eventos, foi quanto ao ocorrido em 2018 e as perspectivas para 2019.

Sergio Junqueira Arantes

O ESTADO DA INDÚSTRIA MICE²+FDT 2019

Meetings ● Incentive ● Exhibitions ● Experience ● Festivals ● Digital ● Tourism

O PORTAL EVENTOS ouviu 33 experts, profissionais com grande experiência que, certamente, representam o pensamento da Indústria MICE²+FDT. A primeira parte do estudo realizado pela quarta vez pelo Portal Eventos, foi quanto ao ocorrido em 2018 e as perspectivas para 2019.

Vale ressaltar que são bastante distintas algumas opiniões sobre o ano que findou, e isso não desmerece em nada qualquer das ponderações. O empresário, corretamente, tem os olhos voltados quase que exclusivamente para os seus resultados, e sabemos todos que boa parte de 2018 ressentiu-se dos desacertos dos anos anteriores e muitos continuam preocupados com futuro. No entanto, a maioria mostra-se muito otimista com o futuro.

O depoimento destes 32 experientes profissionais traça um panorama da realidade, das preocupações, das previsões e dos desejos que acredito serem de todos que militam no mercado de eventos. Confiram.

A CRISE ECONÔMICA E POLÍTICA IMPACTARAM NEGATIVAMENTE ...

Houve “a perda de diversas posições de trabalho, da alta gerência à base das empresas. Diversos profissionais experientes tendo de encarar o triste processo de desemprego e profissionais menos experientes assumindo trabalhos complexos, para os quais muitas vezes não estavam preparados – uma juniorização de posições, tanto do lado de fornecedores, quanto de compradores” (Fernão Loureiro) e “sem dúvida o cenário político e econômico do país fez com que as empresas repensassem o investimento no setor e investissem com mais conservadorismo” (Ana Del Mar); “A crise econômica e política brasileira reduziram os eventos de Feiras de negócios” (Cirne Jane); “Começamos o ano de 2018, com uma grande expectativa de crescimento, que foi impactada no meio do caminho por fatos políticos, inclusive a greve dos caminhoneiros, que parou o país e gerou prejuízos incalculáveis para a confiança dos negócios” (Jorge Alves de Souza); “Percepção de insegurança no cenário político e econômico nacional. Adiamento de decisões por parte de empresas” (Mariana Aldrigui); “A incerteza dos rumos que o país tomaria no ano de 2018 deixou os empresários que costumam investir em eventos mais retraídos ainda, impactando negativamente nosso segmento” (Enid Câmara); “A estagnação da economia, crise política, falta de promoção do Brasil, entidades estagnadas e falta de visão empreendedora e inovadora” (Anita Pires); “Economia ainda estagnada, investimentos mais comedidos” (Líbia Macedo); “Os últimos 12 meses foram marcados por incertezas econômicas e políticas. Uma falta de moderação, de empatia e tolerância. Com ânimos bélicos, tudo virou polêmica, com muitos ataques e pouca discussão de ideias, consequentemente os negócios ficam incertos e as decisões duvidosas” (Toni Sando).

MAS NEM TODOS PENSAM ASSIM ...

“O principal impacto foi a percepção otimista de que a crise ficou para trás e que o país terá um novo ciclo de expansão, ainda que de forma gradual. O mercado de eventos corporativos (principalmente as convenções) teve uma retomada muito clara em 2018, se comparado a 2017” (Antonio Dias); “Uma lenta recuperação da demanda, estimulada pela estabilização da economia, e a continuação da transformação digital e de seu impacto nos modelos de consumo e nos modelos de negócios” (Roland Bonadona); “De um modo geral, entendo que nosso mercado sofreu um pouco menos que os demais dada a nossa característica de buscar alavancar valor para nossos clientes com conteúdo e experiências únicas. Todas as empresas buscam isto e estão percebendo cada vez mais a importância de gerir suas comunidades, clientes e data base de forma eficiente e profissional” (André Carvalhal); “Acredito que ainda neste ano o elemento mais significativo foi o rearranjo estrutural provocado pelo ambiente econômico difícil” (Wilson Ferreira Junior); “Conforme dados da ABIH-SP, no primeiro semestre de 2018 tivemos um aumento de demanda da ordem de 11% em relação ao ano anterior, no segundo semestre nos meses de julho à primeira semana de outubro, por causa das eleições, o segmento ficou estagnado pela incerteza política. Após as eleições, até a 2ª quinzena de dezembro, a demanda cresceu 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, já consolidando uma visão positiva em relação a 2019” (Bruno Omori); “No primeiro semestre, o nível de confiança no país melhorou timidamente, o que, no 2º semestre, ficou mais forte com ações do governo importantes, como a reforma da legislação trabalhista, continuidade no combate à corrupção e outras medidas que sinalizaram rumos positivos para o mercado doméstico e internacional. O nível de desemprego diminuiu, apesar de ser pequeno diante das necessidades” (Chieko Aoki); “Chegamos ao fim de mais um ano e com ele um fim de ano repleto de boas expectativas. Assim como prevíamos, tivemos meses excelentes para o mercado MICE, apesar de um ano eleitoral e ainda com sinais de crise econômica. Hoje, ocupamos o terceiro lugar no ranking dos motivos que fazem os estrangeiros mais virem ao Brasil (eventos). Outros dados, desta vez da Alagev (Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativa), mostram que os primeiros seis meses de 2018 superaram o mesmo período de 2017. O estudo “Comportamento dos Gastos de Viagens e Eventos Corporativos”, feito com associados, aponta que, em relação a eventos corporativos, as empresas têm voltado a investir nesse modelo. Segundo o levantamento, 50% dos gestores de eventos afirmaram que houve alta superior a 10% em investimentos no primeiro semestre de 2018” (Guilherme Paulus)

REALISMO X PRAGMATISMO

“As perspectivas são baixas. Não houve planejamento para estes anos. Logo vão ser anos de ´achismos´, cada um tentando inventar a pólvora” (Darlene Lofare); “Para os próximos 2 anos não vemos muitas mudanças. O país dividido, novo governo faltando clareza nas políticas públicas de desenvolvimento e turismo! Se houver algum crescimento, talvez a partir de 2020” (Anita Pires); “Se os aspectos fundamentais da economia (oportunidade para crescimento econômico + atração de investimentos + geração de empregos) se revelarem positivos, é possível que em até 2 anos se recupere o volume de negócios registrado em 2014” (Mariana Aldrighi); “O desafio é um biênio com atenção em ter KPIS para entendimento dos próximos passos. O mercado necessita se posicionar claramente sobre novas tendências em nosso segmento” (Dilma Campos); e “As perspectivas são muito positivas, caso o programa do novo governo possa ser realizado dentro das expectativas, com redução de gastos, reforma da previdência, privatizações, etc. que darão novo ânimo para investimento no Brasil, apesar de tensões políticas e comerciais no mercado internacional” (Chieko Aoki).

ESPERANÇAS E APOSTAS

“Esperamos que os eventos possam dobrar em tamanho, potencializar o faturamento, agregar público de maneira remota e incorporar campos inéditos da atividade humana. A expectativa é que a economia do país se recupere este ano, com um crescimento nos diversos setores da cadeia do turismo, inclusive no de eventos” (Alexandre Sampaio); “Segundo dados fornecidos pelos setores mais representativos do ramo, 94% dos empresários acreditam que 2019 será um ano de crescimento com tendências positivas para os próximos anos” (Raimundo Peres); “Começamos 2019 com uma nova perspectiva da economia, fechamos ontem a Couromoda e São Paulo Prêt-à-porter com boas perspectivas de negócios, com crescimento da visitação de empresas, tanto do Brasil como do exterior. Precisamos nos preparar para gerar um crescimento maior, abrimos as vendas para a feira de 2020 com um novo ânimo em toda a cadeira calçadista. A Couromoda abre o calendário do ano, balizando toda a economia. Bons ventos estão chegando” (Jorge Alves de Souza); “Não poderiam ser melhores. Acredito que as grandes marcas estão se movimentando para que todo seu planejamento gire em torno do MICE²+FDT. Todos vêm percebendo que sem uma estratégia voltada para isso a conversa com o consumidor não é 100% genuína e os grandes advertisers no mundo, hoje em dia, são os próprios consumidores” (Luiz Arruda); “Os números de 2018 são animadores e com excelentes perspectivas para 2019. Também divulgado em julho, o Global Planner Sourcing Report, pesquisa com cerca de três mil organizadores de eventos corporativos em todo o mundo, indicou que as empresas estão investindo cada vez mais em reuniões e programas de eventos em todo o planeta. De acordo com o estudo, 52% dos entrevistados afirmaram que seus orçamentos de eventos aumentarão neste primeiro semestre, em comparação com 32% de crescimento no ano anterior. É inevitavelmente notório o incremento desse tipo de negócio na economia, o impacto que o mercado MICE causa nos negócios de toda a cadeia produtiva do Turismo, especialmente dos hotéis, que garantem suas receitas anuais baseados num cronograma robusto de grandes eventos ao longo de todo o ano. O ano de 2019 vem aí e com ele excelentes oportunidades para hoteleiros, empresas organizadoras de eventos e, evidentemente, para as grandes marcas mostrarem suas novidades nas mais diversas cidades turísticas do País” (Guilherme Paulus); “Sou otimista e acho que o mercado está pavimentado para um boom. As verbas originalmente dirigidas à mídia estão sendo direcionadas a experiências, logo ao MICE” (Natasha de Caiado Castro); “Com certeza, será um primeiro semestre de otimismo e vamos torcer para que a ponta do mercado possa ir adiante sem muita interferência pública. Precisaremos estar preparados para sermos os atores principais nos negócios e não fornecedores e coadjuvantes” (Elza Tsumori); “Retomada dos eventos de pequeno e médio porte” (Alexandre Marcilio); “O período de instabilidade contribuiu para que o mercado amadurecesse e fortalecesse, criando oportunidades, estimulando negociações, inovando em estratégias e parcerias, ficando mais atento às tomadas de decisão por parte dos investidores - sinto mais confiança e otimismo, mas ainda com cuidado. Acredito que nesse próximo biênio o MICE já estará se consolidando para desenvolver um papel de grande reconhecimento da sociedade como um todo” (Ana Luiza Diniz Cintra); “Boas, melhores que 2018. Um novo governo, mais liberal, mesmo que tão polêmico, deverá melhorar o cenário para as empresas. Principalmente no primeiro semestre de 2019” (Ronaldo Ferreira Junior); “Grandes perspectivas com a retomada já eminente dos investimentos no país” (Varínia Cantaux); “Poderia dizer que espero entrarmos nos eixos e, a partir daí, retomarmos o crescimento o Brasil, nós merecemos” (Fatima Faccuri); “Auspiciosas com o retorno de investimentos de empresas” (Tony Coelho); “Excelente. Acho que recuperaremos a obviedade perdida nos últimos anos. Significa que nosso país tem chances de avançar nos negócios e as linguagens de MICE²+FDT serão potencializadas. Afinal, faz parte de nossa cultura” (Mauricio Magalhães); “Com o mercado mais otimista pela expectativa de orçamentos corporativos maiores, as perspectivas são de crescimento, com forte demanda de tecnologia” (Vanessa Martin); “O MICE, em 2019, começa bem melhor que 2018, há otimismo no meio empresarial, empresas retiram projetos da gaveta e a demanda por eventos cresce. As verbas ainda serão curtas, pois refletem resultados e budgets dos anos anteriores, porém já se sente um pouco mais de flexibilidade” (Rubens Regis); “As perspectivas para 2019 e 2020 são muito positivas” (Antonio Dias); “Vejo como promissor este biênio que se avizinha. O ´humor´ e o clima do país estão diferentes com a expectativa de uma economia mais liberal e de investimentos estrangeiros. Cada vez mais os CMOs estão desviando seus orçamentos para as interações e experiências online e offline e nosso mercado agradece” (André Carvalhal); “Na perspectiva da evolução histórica, o segmento tende a seguir seu caminho de crescente importância estratégica para marcas, produtos e serviços, em detrimento de segmentos mais tradicionais como a propaganda clássica, que velozmente perde protagonismo” (Wilson Ferreira Junior); “Projetamos uma recuperação contínua com novos modelos de eventos e maior impacto das ferramentas tecnológicas para consolidar o sucesso do segmento MICE” (Juan Pablo De Vera); “Projetamos que em 2019 teremos um crescimento de 3% a 5% na taxa de ocupação hoteleira e de 5% a 9% de aumento na demanda no turismo de eventos, corporativo e lazer se compararmos com o ano passado” (Bruno Omori); “Muito positivas com a provável retomada econômica e o objetivo declarado da nova administração federal em gerar 2 milhões de empregos neste setor nos próximos 4 anos. Se 500 mil forem gerados este ano como desejado, o ganho já será imenso. Também com o almejado aumento do número de turistas estrangeiros vindo ao Brasil e a extinção da necessidade de vistos para cidadãos de quatro grandes emissores (EUA, Japão, Austrália e Canadá)” (Fernão Loureiro); “Acredito fortemente que o mercado estará mais aquecido e os investimentos serão maiores do que no período anterior” (Ana Del Mar); “Diante de muitos desafios, vejo que o caminho essencial a ser trilhado neste momento é: ter pilares com foco em resultados bem desenhados. Nunca foi tão importante desenvolver processos criativos de maneira lúdica, conceitual, mas também não esquecer as nossas pluralidades dentro do cenário” (Dilma Campos) e “O Brasil é um país que promete um crescimento muito grande, portanto a tendência é que o MICE²+FDT irão crescer” (Eraldo Alves da Cruz).

QUEM SÃO OS DEPOENTES

Um verdadeiro passeio pela experiência de profissionais que vivenciam eventos e turismo há décadas, em seu dia a dia, e sabem do que estão falando. Saibam quem são:

ALEXANDRE MARCÍLIO – diretor do Transamerica Expo Center; ALEXANDRE SAMPAIO – presidente da Federação Brasileira de Hospitalidade e Alimentação (FBHA) e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; ANA DEL MAR – diretora da Omelete Inteligência; ANA LUISA DINIZ CINTRA – diretora do Centro de Convenções Rebouças; ANDRÉ CARVALHAL – managing director do MCI Group; ANITA SILVEIRA PIRES – ex-presidente da ABEOC Brasil e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; ANTONIO MAURÍCIO DIAS – diretor do Royal Palm Hotels & Resorts e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; BRUNO OMORI – presidente da ABIH São Paulo; CHIEKO AOKI – presidente da Blue Tree Hotels e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; CIRCE JANE TELES DA PONTE, presidente do Sindicato das Empresas Organizadoras de Eventos e Afins do Estado do Ceará (Sindieventos/CE); DARLENE LOFARE – diretora da Gauche Promoções e Eventos; DILMA CAMPOS – diretora da Outra Praia Brand Experience; ELZA TSUMORI – presidente do Fórum das Entidades do Setor de Eventos (For/Eventos), ex-presidente e atual conselheira da Associação de Marketing Promocional (AMPRO), diretora da Casa Barcelona e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; ENID CÂMARA – diretora da Prática Eventos e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; ERALDO ALVES DA CRUZ – secretário executivo do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC, ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH Nacional) e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; FÁTIMA FACURI – presidente da Associação Brasileira das Empresas de Eventos (ABEOC Brasil) e diretora da Open Brasil; FERNÃO LOUREIRO TANAKA - Philips LATAM Business Travel Manager Indirect Materials & Services; GUILHERME PAULUS - fundador da CVC e do Grupo GJP e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; JORGE ALVES DE SOUZA – diretor da Couromoda e presidente do Sindiprom - Sindicato de Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos São Paulo; JUAN PABLO DE VERA – CEO do Grupo R1; LIBIA MACEDO – professora na ESPM; LUIZ ARRUDA – Global Board Member and Managing Partner da Avantgarde; MARIANA ALDRIGUI – professora na USP e presidente do Conselho de Turismo da Fecomérico SP; MAURÍCIO MAGALHÃES – diretor da Novo Mundo Real; NATASHA DE CASTRO CAIADO – VP Strategic Planning da Wish; RAIMUNDO PERES – Ex-diretor superintendente do Salvador C&VB e do Iguassu C&VB e membro do MICE Brasil Consulting e da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; ROLAND DE BONADONA – presidente da Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB), sênior advisor na ACCOR South América e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; RONALDO FERREIRA JUNIOR – diretor da Um.a; RUBENS REGIS – diretor comercial do Costão do Santinho Resort; TONI SANDO – presidente executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo; TONY COELHO – diretor da Conceito e vice-presidente da Ampro; VANESSA MARTIN – professora da FAAP, Anhembi-Morumbi e Senac e autora de diversos livros; VARINIA DE MORAES CANTAUX – diretora da Red Star Events do Brasil; WILSON FERREIRA JUNIOR – diretor da Agência Etna e presidente da Ampro.

DEPOIMENTOS NA ÍNTEGRA

O que mais impactou o MICE²+FDT nos últimos 12 meses?

ANA DEL MAR

Sem dúvida, o cenário político e econômico

do país, que fez com que as empresas

repensassem o investimento no setor e

investissem com mais conservadorismo e de

maneira mais racional.

 ALEXANDRE MARCÍLIO


Reflexos da

situação

econômica

financeira.

 


ALEXANDRE SAMPAIO

Tecnologia e inovação de temas, abordagem aos clientes, redução do budget dos clientes e propostas de interação com os participantes. Apesar do momento difícil, a percepção dos organizadores de eventos em relação ao valor do uso de tecnologia aumentou, principalmente diante das novidades oferecidas pelo mercado. O setor de eventos passa por grandes transformações, muito por conta da utilização cada vez mais frequente e massiva de tecnologia. O mercado está se reinventando, acompanhando as novas exigências, com impacto positivo no setor. A expectativa de todos é de que, com o novo governo, o mercado possa ter novos incentivos e projetos. O empresariado quer empreender no Brasil e, para isso, precisa de um ambiente de segurança jurídica, estímulo ao investimento e geração de empregos.

 

ANA LUIZA DINIZ CINTRA

Os grandes impactos sofridos pelo MICE ainda são consequência de um país tentando sair e driblar a crise política, social e econômica. Em 2018 afetou sim, e muito, nosso setor, que, num passado recente, apresentava um crescimento interessante dos indicadores e, de repente, houve uma quebra, causando insegurança no promotor do evento até para confirmar uma data, com receio de não conseguir alavancar seu evento. Por um outro lado, muitos outros temas começaram a ter relevância e alavancar novos eventos que hoje tornaram-se um dos mais realizados, como os da área de informática e suas diferentes vertentes; também os de startups, os de melhor idade, com o envelhecimento da população, e, ainda, o crescente número que cada vez mais aborda os anseios da sociedade discutindo políticas públicas e privadas, rumos, cenários, lideranças e caminhos mais adequados para a proximidade de uma vida plena do brasileiro. A concorrência com o surgimento de novos espaços também merece relevância nos impactos, o que ficou mais saudável, considerando que o cliente + o participante estão cada vez mais atentos ao mínimo deslize do evento, seja do espaço, do organizador, do audiovídeo, do coffee break, da conexão, com direito a postar imediatamente nas redes sociais sua insatisfação ou elogio. Vale ressaltar também como os hotéis e resorts se prepararam de forma impecável para atender todos os tipos de eventos, com infraestrutura e mão de obra adequados. Os eventos corporativos também marcam uma presença cada vez maior no calendário dos espaços e com potencial de crescimento que ainda pode surpreender.

 

ANDRÉ CARVALHAL

De um modo geral entendo que nosso mercado sofreu um pouco menos que os demais dada a nossa característica de buscar alavancar valor para nossos clientes com conteúdo e experiências únicas. Todas as empresas buscam isto e estão percebendo cada vez mais a importância de gerir suas comunidades, clientes e data base de forma eficiente e profissional. Contudo, como o Brasil está em um momento de transição, o maior desafio foi o de captar os recursos necessários para fazer estes momentos acontecerem. Os budgets de empresas para eventos próprios e para patrocínio estão mais seletivos e este foi o maior desafio que enfrentamos. Fazer mais com o mesmo e em muitas vezes com menos!

 

ANITA PIRES


A estagnação da economia,

crise política,

falta de promoção do Brasil

e entidades estagnadas

e falta de visão

empreendedora e inovadora.

 

ANTONIO DIAS

O mercado de eventos corporativos (principalmente as convenções) teve uma retomada muito clara em 2018, se comparado a 2017. As empresas estão otimistas com a retomada do crescimento, ainda que em 2018 um crescimento muito baixo (levemente acima de 1%), mas a perspectiva de retomada foi suficiente para que novos lançamentos e treinamentos com as equipes já começassem em 2018. Então, o principal impacto foi a percepção otimista que a crise ficou para trás e que o país terá um novo ciclo de expansão, ainda que de forma gradual.

 

BRUNO OMORI

Conforme dados da ABIH-SP, no primeiro semestre de 2018 tivemos um aumento de demanda da ordem de 11% em relação ao ano anterior, no segundo semestre, nos meses de julho à primeira semana de outubro, por causa das eleições o segmento ficou estagnado pela incerteza política. Após as eleições, até a 2ª quinzena de dezembro, a demanda cresceu 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, já consolidando uma visão positiva em relação a 2019.

 

CHIEKO AOKI

No primeiro semestre, o nível de confiança no país melhorou timidamente, o que, no 2º semestre, ficou mais forte com ações do governo importantes como a reforma da legislação trabalhista, continuidade no combate à corrupção e outras medidas que sinalizaram rumos positivos para o mercado doméstico e internacional. O nível de desemprego diminui apesar de ser pequeno diante das necessidades.

 

CIRNE JANE


A crise econômica e

política brasileira

reduziram os

eventos de

feiras de negócios.

 

DARLENE LOFARE


A recessão.

 





DILMA CAMPOS

Diante do cenário político e socioeconômico do país, nossa capacidade analítica para desenvolvimento de projetos ficou mais refinada para determinar estratégias mais assertivas dentro da verba estipulada, com mais atenção aos detalhes e, claro, entendimento real das futuras necessidades do mercado. Estamos em um momento de manifestos, mudanças sociais e comportamentais em todo o contexto do nosso país. E não podemos deixar de acompanhar essas tendências que impactam a continuidade do nosso dia a dia na área.

 

ENID CÂMARA


A incerteza dos rumos que o país tomaria no ano

de 2018 deixou os empresários que costumam

investir em eventos mais retraídos ainda, impactando

negativamente em nosso segmento. A alternativa de

trabalhar mais para conseguir transpor esse momento

de dificuldade mais uma vez se fez imperativa.

 

ELZA TSUMORI


Impactou negativamente a paralisação dos caminhoneiros e a

bipolarização das opiniões populares em relação à política que

fizeram com que todo o mercado se retraísse praticamente

o ano todo. E impactou positivamente a consolidação do

live marketing como a forma mais atual de comunicação,

principalmente no setor de Eventos.

 

ERALDO ALVES DA CRUZ


O que mais impactou

foram os grandes eventos

que aconteceram em São Paulo

da área de tecnologia digital


 

FÁTIMA FACCURI


Acredito que as incertezas política e econômica tiveram grande influência. Todos os segmentos que compõem o termo precisam de investimento, de resguardo público no que se refere à infraestrutura, segurança, transporte etc. A exemplo dos acontecimentos do primeiro semestre de 2018, com a greve dos caminhoneiros.

 

FERNÃO LOUREIRO

A perda de diversas posições de trabalho, de alta gerência à base das empresas. Diversos profissionais experientes tendo de encarar o triste processo de desemprego e os menos experientes assumindo trabalhos complexos, os quais muitas vezes não estavam preparados para tal – uma juniorização de posições, tanto do lado de fornecedores quanto de compradores.

 


JORGE SOUZA

Começamos o ano de 2018 com uma

grande expectativa de crescimento,

que foi impactada no meio do caminho

por fatos políticos, inclusive a greve dos

caminhoneiros, que parou o país e gerou

prejuízos incalculáveis para a confiança

dos negócios.

JUAN PABLO DE VERA


Nova Legislação Trabalhista.

Eleições presidenciais.

Retomada da confiança

na economia.

 

LIBIA MACEDO


Economia ainda

estagnada,

investimentos

mais comedidos.

 


LUIZ ARRUDA

Apesar do ano difícil que tivemos em 2018, nossa realidade de Mercado está mudando para melhor. Deixamos de ser suporte de marca nos planejamentos de Marketing e passamos a ser geradores de conteúdo para grandes campanhas. Isso fez com que as agências se posicionassem de maneira mais estratégica, realmente entregando resultados de marca para todas as demandas. O fato de termos mais rapidez e aptidão nas inovações nos colocou em uma posição mercadológica mais atrativa para o cliente.

 

MARIANA ALDRIGUI


Percepção de insegurança

no cenário político e

econômico nacional.

Adiamento de decisões

por parte de empresas.

 MAURICIO MAGALHÃES


O que mais impactou foi ratificar que,

com toda velocidade na tecnologia, no final

todos querem humanidade e experiências

únicas. E esse mercado evolui nesse

sentido com muita competência.

 

NATASHA DE CAIADO CASTRO


Positivamente - o desenvolvimento de tecnologias e a utilização

dessas em entretenimento. Inteligência virtual, machine learning,

realidade virtual, tudo permitindo uma experiência muito mais

imersiva, independente de deslocamentos físicos.

Negativamente - mudanças na economia e política.

 

RAIMUNDO PERES


A inovação Tecnológica dos

recursos para gestão dos

eventos em todos os seus níveis

num mercado em recessão, porém

com perspectivas animadoras.

 ROLAND BONADONA


Uma lenta recuperação da demanda,

estimulada pela estabilização da economia,

e a continuação da transformação digital

e de seu impacto nos modelos de consumo

e nos modelos de negócios.

 

RONALDO FERREIRA JUNIOR


As indecisões

dos clientes

e a redução

do budget

destinado

aos eventos.

RUBENS RÉGIS


Acho que vocês misturaram demais, MICE e Turismo são

dois segmentos completamente distintos.

O que vocês querem dizer com digital?

Volume de reservas que entram via digital?

Se for, é algo totalmente vinculado ao Turismo.

São duas pesquisas separadas.

TONI SANDO


Os últimos 12 meses foram marcados por incertezas

econômicas e políticas. Uma falta de moderação, de

empatia e tolerância. Com ânimos bélicos, tudo virou

polêmica, com muitos ataques e pouca discussão de

ideias, consequentemente, os negócios ficam

incertos e as decisões duvidosas.

TONY COELHO



Os planejamentos

para 2019

de marcas

e empresas.


VANESSA MARTIN

As mudanças no comportamento do consumidor, que se tornou mais assertivo, exigente, demandando que as empresas que merecem sua atenção e simpatia tenham propósito e que os eventos sejam envolventes, sedutores e engajadores. Este cenário impulsiona que eles se tornem também mais focados e segmentados, exigindo apenas que se adequem a estas demandas.

 

VARÍNIA CANTAUX

Sem dúvida alguma, o cenário político

do nosso país. Já é conhecido o fato de

que em ano de eleição nada se define ou avança,

pelo contrário, a tendência é o cancelamento

ou pausa nos planos de investimento e o mercado

de eventos sente demais essa reação.

2018 foi ainda pior porque havia a necessidade

de esperançarmos e torcermos todos juntos por uma virada política.


 

WILSON FERREIRA JUNIOR


Acredito que ainda

neste ano o elemento

mais significativo foi o rearranjo

estrutural provocado pelo

ambiente econômico difícil.




Quais as perspectivas do MICE²+FDT no biênio 2019/20?

ANA DEL MAR - Acredito fortemente que o mercado estará mais aquecido e os investimentos serão maiores do que no período anterior.

ALEXANDRE MARCÍLIO - Retomada dos eventos de pequeno e médio porte.

ALEXANDRE SAMPAIO - Esperamos que os eventos possam dobrar em tamanho, potencializar o faturamento, agregar público de maneira remota e incorporar campos inéditos da atividade humana. A expectativa é que a economia do país se recupere este ano, com um crescimento nos diversos setores da cadeia do turismo, inclusive no de eventos. Vamos aguardar as medidas e os projetos do governo. Há reformas que são fundamentais, como alterações na legislação tributária, pacto federativo, aprovação do pacote Brasil + Turismo, com a modificação estrutural da Embratur, modernização da Lei Geral do setor turístico e liberação do jogo, entre outros.

ANA LUIZA DINIZ CINTRA - O período de instabilidade contribuiu para que o mercado amadurecesse e se fortalecesse, criando oportunidades, estimulando negociações, inovando em estratégias e parcerias, ficando mais atento às tomadas de decisão por parte dos investidores - sinto mais confiança e otimismo, mas ainda com cuidado. Os eventos hoje têm uma nova "cara", uma nova dinâmica em suas atividades - deixaram de ser apenas a transferência de conhecimento ou mais uma ferramenta de marketing das empresas - acredito que nesse próximo biênio o MICE já estará se consolidando para desenvolver um papel de grande reconhecimento da sociedade como um todo.

ANDRÉ CARVALHAL - Sou sempre otimista e vejo como promissor este biênio que se avizinha. O “humor” e o “clima” do país estão diferentes com a expectativa de uma economia mais liberal e de investimentos estrangeiros. Cada vez mais os CMOs estão desviando seus orçamentos para as interações e experiências online e offline e nosso mercado agradece.

ANITA PIRES - Para os próximos 2 anos não vemos muitas mudanças. O país dividido, novo governo faltando clareza nas políticas públicas de desenvolvimento e turismo! Se houver algum crescimento, talvez a partir de 2020.

ANTONIO DIAS - As perspectivas para 2019 e 2020 são muito positivas. Estamos ainda no primeiro ano de operação de nosso novo Centro de Convenções, o Royal Palm Hall, e a receptividade a esse novo empreendimento mostra como o mercado está se reaquecendo. Temos diversas convenções de grande porte para 2019 que ocupam todo nosso complexo (resort, hotel 4 estrelas, hotel econômico e Centro de Convenções) e importantes congressos de nível nacional, como o Congresso Brasileiro de Oftalmologia e o Congresso Brasileiro de Reumatologia, ambos em 2020.

BRUNO OMORI - O novo poder executivo no Estado de SP e no Brasil, que tem se desenhado com perfil mais liberal e energético contra a corrupção, deve promover uma melhoria macroeconômica do Brasil, além de segurança jurídica para captação de investimentos. Portanto, novamente temos a oportunidade de consolidar o TURISMO como Política Pública Econômica para gerar milhões de empregos e divisas para serem aplicadas na infraestrutura, educação, saúde e segurança.

• O cenário mundial do turismo, conforme a OMT, demonstrou que, em 2017, tivemos mais de 1,3 bilhões de pessoas viajando pelo mundo, o que representa 10% do PIB global, ou seja, USD 1,6 trilhões em exportações, e no Brasil, segundo o SEBRAE, o primeiro sonho do Brasileiro é viajar, fato que temos uma demanda interna de mais de 200 milhões de consumidores para o turismo interno, e continuamos como 1° do ranking mundial em potencial de recursos naturais para o turismo.
• Então, o que precisa ser feito para transformar de fato o turismo como fator de desenvolvimento econômico, como já é consolidado nos EUA, França, Espanha ou mesmo o México?
• Os governos federal, estaduais e municipais colocarem como uma das prioridades econômicas a pasta de turismo para gerar negócios/divisas e empregos para as pessoas.
• Efetuar um planejamento estratégico e planos diretores de turismo.
• Leis de incentivo para captação de investimentos nacionais e internacionais no turismo.
• Fortalecer sinergias estratégicas com a iniciativa privada, desenvolvendo produtos turísticos para o mercado nacional e internacional.
• Planejamento estratégico de divulgação integrada com famtour, press-tour, feiras, assessoria de imprensa, parcerias com agências de notícias, internet, mídias sociais e formais, como TV, rádio, revistas e jornais.
• Investir na qualificação das pessoas e infraestrutura dos destinos.
• Eliminar questões desnecessárias, como a reciprocidade de visto de grandes emissores, pois, se queremos exportar, precisamos facilitar a chegada dos turistas.
• Pesquisa de demanda e inventário turístico, com a criação de índices confiáveis diários.
• Fortalecer a regionalização, com a complementação de atrativos dos destinos e, consequentemente, com o aumento do número de dias do turistas e receita agregada.
• Dinamização da EMBRATUR como uma agência, como funciona a APEX.
• Qualificação e certificação do trade turístico e dos seus profissionais.
• Aprovação dos cassinos e jogos trará mais de USD 70 bilhões de investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente no turismo.
• Integração da tecnologia, pessoas, mídias sociais e comunicação no turismo.

• Projetamos que em 2019 teremos um crescimento de 3% a 5% na taxa de ocupação hoteleira e de 5% a 9% de aumento na demanda no turismo de eventos, corporativo e lazer se compararmos com o ano passado.

CHIEKO AOKI - As perspectivas são muito positivas, caso o programa do novo governo possa ser realizado dentro das expectativas, com redução de gastos, reforma da previdência, privatizações etc., que darão novo ânimo para investimento no Brasil, apesar de tensões políticas e comerciais no mercado internacional. Previsão é entrada de mais capital externo junto com as privatizações, o que circula a economia e, consequentemente, gera mais negócios e, com isso, eventos promocionais, treinamento, relacionamento etc.

CIRNE JANE - Crescimento no número de eventos.

DARLENE LOFARE - Baixas. Não houve planejamento para estes anos. Logo, vão ser anos de “achismos”, cada um tentando inventar a pólvora.

DILMA CAMPOS - Diante de muitos desafios, vejo que o caminho essencial a ser trilhado neste momento é: ter pilares com foco em resultados bem desenhados. Nunca foi tão importante desenvolver processos criativos de maneira lúdica, conceitual, mas também não esquecer as nossas pluralidades dentro do cenário. O mercado necessita se posicionar claramente sobre novas tendências em nosso segmento. O desafio é um biênio com atenção em ter KPIS para entendimento dos próximos passos.

ENID CÂMARA - Há uma expectativa, pelo menos alvissareira, de que o nível de confiança que se estabelece em grande parte dos empresários e da sociedade civil, levará a uma abertura maior para os novos negócios.

ELZA TSUMORI - Com certeza, será um primeiro semestre de otimismo e vamos torcer para que a ponta do mercado possa ir adiante sem muita interferência pública. Para este ano, apesar da confiança do mercado nesse novo governo e a esperança de retomada mais forte da economia, devemos ter muito cuidado com o movimento contrário que já observamos no Rio e Fortaleza, por exemplo. O governo quer mexer em muitas áreas delicadas e permeadas de adversários políticos e de interesse contrário.

De forma mais focada no setor de eventos, continuo vendo o crescimento do mercado de naming rights, com eventos de grande repercussão na mídia e redes sociais nos EUA e Europa. Envolve mix de cultura pop, games, entretenimento e área esportiva e está de olho no mercado brasileiro. Precisaremos estar preparados para sermos atores principais nos negócios e não fornecedores e coadjuvantes.

ERALDO ALVES DA CRUZ - O Brasil é um país que promete um crescimento muito grande, portanto a tendência é que o MICE + FDT irão crescer.

FATIMA FACCURI - Poderia dizer que espero entrarmos nos eixos e, a partir daí, retomarmos o crescimento o Brasil. Nós merecemos.

FERNÃO LOUREIRO - Muito positivas, com a provável retomada econômica e o objetivo declarado da nova administração federal em gerar 2 milhões de empregos neste setor nos próximos 4 anos. Se 500 mil forem gerados este ano, como desejado, o ganho já será imenso. Também com o almejado aumento do número de turistas estrangeiros vindo ao Brasil e a extinção da necessidade de vistos para cidadãos de 4 grandes emissores (EUA, Japão, Austrália e Canadá).

JORGE SOUZA - Começamos 2019 com uma nova perspectiva da economia. Fechamos ontem a Couromoda e São Paulo Prêt-à-porter com boas perspectivas de negócios, com crescimento da visitação de empresas, tanto do Brasil como do exterior. Precisamos nos preparar para gerar um crescimento maior - abrimos as vendas para a feira de 2020 com um novo ânimo em toda a cadeira calçadista. A Couromoda abre o calendário do ano, balizando toda a economia. Bons ventos estão chegando.

JUAN PABLO DE VERA - Projetamos uma recuperação continua com novos modelos de eventos e maior impacto das ferramentas tecnológicas para consolidar o sucesso do segmento MICE.

LIBIA MACEDO - Previsão de retomada de investimentos, turismo local (nacional) mais em voga, inclusive com eventos mais internos e não usando destinos internacionais.

LUIZ ARRUDA - Não poderiam ser melhores. Acredito que as grandes marcas estão se movimentando para que todo seu planejamento gire em torno do MICE²+FDT. Todos vêm percebendo que sem uma estratégia voltada para isso a conversa com o consumidor não é 100% genuína e os grandes advertisers no mundo, hoje em dia, são os próprios consumidores. Ano passado a Avantgarde novamente cresceu 25%, após 27% em 2017 e 19% em 2016. Nossa previsão para 2019 não poderia ser menor do que 25% de crescimento.

MARIANA ALDRIGUI - Se os aspectos fundamentais da economia (oportunidade para crescimento econômico + atração de investimentos + geração de empregos) se revelarem positivos, é possível que em até 2 anos se recupere o volume de negócios registrado em 2014.

MAURICIO MAGALHÃES - Excelente. Acho que recuperaremos a obviedade perdida nos últimos anos. Significa que nosso país tem chances de avançar nos negócios e as linguagens de MICE2+FDT serão potencializadas. Afinal faz parte de nossa cultura.

NATASHA DE CAIADO CASTRO - Eu sou otimista e prefiro achar que o mercado está pavimentado para um boom. As verbas originalmente dirigidas à mídia estão sendo direcionadas a experiências, logo ao MICE.

RAIMUNDO PERES - Segundo dados fornecidos pelos setores mais representativos do ramo, 94% dos empresários acreditam que 2019 será um ano de crescimento, com tendências positivas para os próximos anos.

ROLAND BONADONA - Considerando um cenário mais provável de recuperação da economia, o setor deveria se beneficiar da retomada induzida da demanda.

RONALDO FERREIRA JUNIOR - Boas, melhores que 2018. Um novo governo, mais liberal, mesmo que tão polêmico, deverá melhorar o cenário para as empresas. Principalmente no primeiro semestre de 2019.

RUBENS RÉGIS - MICE – 2019 começa bem melhor que 2018, há otimismo no meio empresarial, empresas retiram projetos da gaveta e a demanda por eventos cresce. As verbas ainda serão curtas, pois refletem resultados e budgets dos anos anteriores, porém já se sente um pouco mais de flexibilidade. Ainda é cedo para medir o reflexo no segmento de congressos. As firmas estarão mais dispostas a liberar verbas para patrocínios? Ainda não temos esta resposta, mas acredito que 2019 ainda será um ano de dificuldades para patrocínios.

TONI SANDO - A perspectiva é de otimismo, mas com um 1º semestre de turbulências entre interesses políticos que podem comprometer o índice de crescimento econômico, que toda a sociedade anseia.

VANESSA MARTIN - Com o mercado mais otimista pela expectativa de orçamentos corporativos maiores, as perspectivas são de crescimento, com forte demanda de tecnologia.

VARINIA CANTAUX - Grandes perspectivas com a retomada já eminente dos investimentos no país.

WILSON FERREIRA JUNIOR - Dentro da perspectiva de evolução histórica, o segmento tende a seguir seu caminho de crescente importância estratégica para marcas, produtos e serviços, em detrimento de segmentos mais tradicionais como a propaganda clássica, que velozmente perde protagonismo. Numa análise mais circunstancial, consideramos que o desempenho do segmento segue a evolução do ambiente econômico do país. Portanto, esperamos um 2019 de retomada tímida de investimentos e crescimento na ordem de 2% a 3%. O que deve melhorar em 2020, porém condicionado a ações internas e externas ainda não garantidas, como reforma da previdência, ação coerente do novo governo brasileiro, disputa EUAxChina. Muitas variáveis sobre as quais não temos controle.

GUILHERME PAULUS optou por, ao invés de responder às questões, encaminhar um artigo, do qual extraímos os trechos acima, que publicamos abaixo na íntegra.

A hora e a vez dos eventos no Brasil

Chegamos ao fim de mais um ano e com ele um fim de ano repleto de boas expectativas. Assim como prevíamos, tivemos meses excelentes para o mercado MICE, apesar de um ano eleitoral e ainda com sinais de crise econômica. Um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense, para a ABEOC Associação Brasileira de Empresas de Eventos, editado pela Revista Eventos, em 2013, com mais de 2,7 mil empresas do setor, aponta movimentação superior a R$ 209,2 bilhões ao ano, motivo pelo qual o Brasil segue crescendo a passos largos neste setor.

Hoje, ocupamos o terceiro lugar no ranking dos motivos que fazem os estrangeiros mais virem ao Brasil (eventos), segundo a própria associação. O crescimento? Média de 14% ao ano. Para um país em desenvolvimento, são números impressionantes, especialmente vindos da hotelaria, ramo onde tenho participação ativa. A GJP Hotels investe maciçamente em espaços dedicados a esse tipo de cliente, tanto que somos considerados hoje a principal rede de hotéis de lazer e eventos do Brasil.

Outros dados, desta vez da Alagev (Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativa), mostram que os primeiros seis meses de 2018 superaram o mesmo período de 2017. O estudo “Comportamento dos Gastos de Viagens e Eventos Corporativos”, feito com associados, aponta que, em relação a eventos corporativos, as empresas têm voltado a investir nesse modelo. Segundo o levantamento, 50% dos gestores de eventos afirmaram que houve alta superior a 10% em investimentos no primeiro semestre de 2018.

São números animadores e com excelentes perspectivas para 2019. Também divulgado em julho, o Global Planner Sourcing Report, pesquisa com cerca de três mil organizadores de eventos corporativos em todo o mundo, indicou que as empresas estão investindo cada vez mais em reuniões e programas de eventos em todo o planeta. De acordo com o estudo, 52% dos entrevistados afirmaram que seus orçamentos de eventos aumentaram neste primeiro semestre, em comparação com 32% de crescimento no ano anterior.

É inevitavelmente notório o incremento desse tipo de negócio na economia, o impacto que o mercado MICE causa nos negócios de toda a cadeia produtiva do Turismo, especialmente dos hotéis, que garantem suas receitas anuais baseados num cronograma robusto de grandes eventos ao longo de todo o ano.

Equipe, formação adequada, treinamento focado, bons produtos e a capacidade de proporcionar excelentes experiências ao cliente são grandes diferenciais num mercado tão competitivo. O ano de 2019 vem aí e com ele excelentes oportunidades para hoteleiros, empresas organizadoras de eventos e, evidentemente, para as grandes marcas mostrarem suas novidades nas mais diversas cidades turísticas do País.

Por isso, o ministério do Turismo também tem um papel fundamental neste processo. Portanto, para o próximo ano, precisamos deixar o Turismo ainda mais presente nas decisões políticas do País, dar as boas-vindas ao novo ministro, o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, depositando nosso apoio incondicional em todas as vertentes. Tenho a certeza que ele fará um excelente trabalho, debatendo com as maiores entidades do setor para sentir os principais gargalos e, principalmente, dar continuidade ao intenso trabalho feito na gestão do atual ministro Vinícius Lummertz. Vamos trabalhar. Que venha 2019!

Guilherme Paulus é fundador da CVC e do Grupo GJP.


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