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Sustentabilidade faz bem para o planeta e o bolso
A cerca de sete meses da realização da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, é fundamental que governos e a sociedade mobilizem-se e se debrucem sobre o tema, considerando ser o evento uma grande oportunidade de se conter a tempo as consequências do efeito estufa, resgatar a qualidade ambiental e equacionar o abastecimento de água e a segurança alimentar.  A humanidade está atrasada na agenda de sua sobrevivência, considerados os pífios resultados de iniciativas como o Tratado de Quioto e a Agenda 21, documento basilar da Rio 92. Em todo esse contexto, é fundamental o engajamento das empresas, que, independentemente das decisões governamentais, podem fazer muito. Felizmente, observa-se no universo corporativo dos mercados emergentes que cresce o número de organizações preocupadas com a questão e que  muitas delas estão se beneficiando de iniciativas que aliam progresso ao desenvolvimento sustentável, mantendo práticas ambientais sensatas e crescimento social e econômico responsável. Em nosso país, o conceito emergiu com força na década de 1990. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 46% das empresas entrevistadas afirmam que têm políticas de sustentabilidade e 37% possuem um departamento específico dedicado ao assunto. Contudo, os números mostram que o conceito ainda não está devidamente incorporado na totalidade das organizações: é estratégico para 32%, pontual para 30%,  informal para 23%, existente, mas não aplicado em 11% e inexistente em 4%. Como se observa, temos muito a avançar. Uma contribuição relevante no sentido de sensibilizar as empresas e a sociedade quanto à importância das práticas sustentáveis é a disseminação ampla de suas vantagens. Exemplos inequívocos desses benefícios encontram-se nas chamadas construções sustentáveis, caracterizadas pela presença de painéis de energia solar; captação da chuva, dispositivo de redução do consumo e reúso da água; utilização de matérias novos recicláveis, que possam ser usados nas reformas; fonte de energia eólica; filtros e sensores de dióxido de carbono, melhorando a qualidade do ar interno; aproveitamento de ventilação e iluminação naturais; paisagismo com espécies nativas; e mínima ocupação do solo, favorecendo a permeabilidade. Edificações com tais características propiciam economia de 30% de energia e até 50% de água, além de redução de até 60% na geração de resíduos sólidos e 35% de dióxido de carbono. Além dos benefícios ambientais e impactos positivos na qualidade da vida dos funcionários das empresas ou moradores de edifícios residenciais, esses avanços na concepção arquitetônica fazem muito bem ao bolso dos proprietários. No caso de prédios comerciais, obtêm-se, em média, acréscimo de 10% a 20% por metro quadrado no aluguel e 3,5% na ocupação. No caso de prédios residenciais, é de 14% a sobrevalorização. O avanço dos conceitos de sustentabilidade na arquitetura e construção suscita enormes oportunidades no tocante ao desenvolvimento de produtos, materiais, serviços e tecnologia. Implica, porém, os desafios de estimular todo esse movimento nos sistemas produtivos e incentivar a pesquisa e inovação. O compromisso com a sustentabilidade não pode mais ser adiado. Se na Rio 92 a situação do Planeta era de alerta, na Rio+20, é de emergência. Mais do que nunca, as empresas devem ser agentes de desenvolvimento e o poder público, instrumento de transformação. _______________ *Juan Quirós é presidente do Grupo Advento e vice da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).
A internet e a classe C: o casamento da década
Não é mais novidade que a classe C está crescendo vertiginosamente. O aumento do poder de compra desses consumidores está revolucionando a economia e o mercado publicitário e promocional. Não é para menos. Segundo uma pesquisa da AMPRO em parceria com o Ibope, o maior foco das empresas para os próximos anos, ao lado da sustentabilidade, é a classe C. Podemos confirmar essa tese ao olhar as mudanças que já vêm acontecendo há algum tempo. Produtos e serviços que eram direcionados exclusivamente às classes mais altas hoje são pensados para atender esse público. Começou com as viagens aéreas, depois vieram os cruzeiros marítimos, a TV por assinatura, até chegar à internet. Só para se ter uma ideia, são mais de 80 milhões de usuários de internet na América Latina. E o que isso tem a ver com você? A resposta é simples. A web é uma fonte inesgotável de informações e opiniões sobre você e seus concorrentes. Seus consumidores trocam figurinhas a todo momento em fóruns, blogs, sites diversos e, claro, nas redes sociais. Mas não para por aí. Com o acesso ilimitado à informação, os consumidores também ficam por dentro de anúncios, campanhas e ações promocionais que já foram criados, seja há 30 anos ou ontem. Com isso, as agências de promoção precisam ser cada vez mais criativas, imprevisíveis e competentes, com um planejamento apurado. Fazer uma ação da qual seu consumidor já tenha participado ou seu concorrente criado algo parecido diminui o impacto e o resultado esperados, além de prejudicar a imagem da sua marca. Agora, a boa notícia: assim como o poder de compra da classe C, o investimento em promoção continua aumentando, segundo pesquisa da AMPRO-Ibope 2011. Embora criatividade não esteja intrinsecamente ligada à quantidade de dinheiro disponível, ter mais verba significa mais chances de criar projetos maiores e inovadores, dando mais visibilidade aos clientes e suas marcas. E tem mais: a mesma pesquisa revelou que as ações promocionais tiveram mais credibilidade que as campanhas publicitárias e, para 41% dos entrevistados, foram mais criativas. Meu conselho é: vamos aproveitar o ótimo momento que estamos vivendo para criar as ações para a classe C com a mesma qualidade que pensamos para as classes A e B. Afinal, o acesso à internet proporcionou àquela a mesma informação e conteúdo destas. Portanto, cuidado ao menosprezar esse público em suas promoções. O feitiço pode virar contra o feiticeiro. Por isso, escolha seus parceiros com cuidado e marque um golaço! * Odilon Machado é sócio-diretor da Átomo Comunicação e VP de Desenvolvimento Setor Promocional da AMPRO
KITO MANZANO Setor promocional fortalecido em 2012
A AMPRO, Associação de Marketing Promocional, mudou a Diretoria Executiva Nacional em 2012 e junto com esta diretoria uma nova forma de valorizar nossa atividade começa a ser implantada. Muito se diz sobre o crescimento da atividade Marketing Promocional no Brasil, já foi discutida a divisão das verbas e o crescente investimento das empresas no setor, porém é chegada a hora de parar com a “massagem no ego” que estas notícias causam e transformar estas verdades em resultados significativos para cada profissional envolvido com esta atividade. Com este olhar é que a nova diretoria da AMPRO assume a gestão 2012/2013 e é com esta bandeira que faremos uma Associação mais forte e de relevante importância aos associados. De maneira prática, a partir de março de 2012, a AMPRO inicia um trabalho de valorização do profissional de Marketing Promocional, sendo função da entidade abrir caminhos para a regulamentação da profissão. Já está mais do que na hora deste profissional ser reconhecido como o fator de extrema importância no crescimento da atividade e da economia do setor. A atividade Marketing Promocional é maior que a Publicidade, isso em termos de geração de empregos nas inúmeras modalidades que atua. Sendo assim, temos que nos mobilizar e fazer valer nossa representatividade no mundo da comunicação. O estudante de comunicação; os professores dos cursos de mercadologia; profissionais autônomos, como os importantes Produtores de Eventos, Diretores Artísticos, Diretores Técnicos, Criativos, Planejadores, Produtores Financeiros, sem esquecer as equipes especializadas em Promoções, Campanhas de Incentivos, logística, enfim, todos que fazem o sucesso da atividade e o sucesso dos produtos de clientes que usam de forma inteligente o Marketing Promocional, terão espaço e voz na AMPRO. A Associação não é voltada apenas para as agências, ela quer e precisa representar todos profissionais que fazem desta atividade sua paixão, sua forma de construir qualidade de vida, seu crescimento profissional e de mercado. Estou falando de todos que já viraram a noite “ralando” e sentiram a emoção de entregar um trabalho com sucesso, o prazer de missão cumprida e, melhor, foram reconhecidos pelo cliente. São estes profissionais que estamos buscando para que a Ampro seja realmente representante do Marketing Promocional. Em 2012 o setor continuará crescendo, repetindo a performance dos últimos 10 anos e, com certeza, a AMPRO estará presente na vida e cada profissional como a entidade de apoio e valorização do Marketing Promocional.
Setor Promocional Fortalecido Em 2012
A AMPRO, Associação de Marketing Promocional, mudou a Diretoria Executiva Nacional em 2012 e junto com esta diretoria uma nova forma de valorizar nossa atividade começa a ser implantada. Muito se diz sobre o crescimento da atividade Marketing Promocional no Brasil, já foi discutida a divisão das verbas e o crescente investimento das empresas no setor, porém é chegada a hora de parar com a “massagem no ego” que estas notícias causam e transformar estas verdades em resultados significativos para cada profissional envolvido com esta atividade. Com este olhar é que a nova diretoria da AMPRO assume a gestão 2012/2013 e é com esta bandeira que faremos uma Associação mais forte e de relevante importância aos associados. De maneira prática, a partir de março de 2012, a AMPRO inicia um trabalho de valorização do profissional de Marketing Promocional, sendo função da entidade abrir caminhos para a regulamentação da profissão. Já está mais do que na hora deste profissional ser reconhecido como o fator de extrema importância no crescimento da atividade e da economia do setor.  A atividade Marketing Promocional é maior que a Publicidade, isso em termos de geração de empregos nas inúmeras modalidades que atua. Sendo assim, temos que nos mobilizar e fazer valer nossa representatividade no mundo da comunicação. O estudante de comunicação; os professores dos cursos de mercadologia; profissionais autônomos, como os importantes Produtores de Eventos, Diretores Artísticos, Diretores Técnicos, Criativos, Planejadores, Produtores Financeiros, sem esquecer as equipes especializadas em Promoções, Campanhas de Incentivos, logística, enfim, todos que fazem o sucesso da atividade e o sucesso dos produtos de clientes que usam de forma inteligente o Marketing Promocional, terão espaço e voz na AMPRO. A Associação não é voltada apenas para as agências, ela quer e precisa representar todos profissionais que fazem desta atividade sua paixão, sua forma de construir qualidade de vida, seu crescimento profissional e de mercado. Estou falando de todos que já viraram a noite “ralando” e sentiram a emoção de entregar um trabalho com sucesso, o prazer de missão cumprida e, melhor, foram reconhecidos pelo cliente.São estes profissionais que estamos buscando para que a Ampro seja realmente representante do Marketing Promocional. Em 2012 o setor continuará crescendo, repetindo a performance dos últimos 10 anos e, com certeza, a AMPRO estará presente na vida e cada profissional como a entidade de apoio e valorização do Marketing Promocional. (*) Kito Mansano é presidente da AMPRO e sócio-diretor da Rock Comunicação.
Turismo Interno: Hora Da Grande Largada
O setor de turismo no Brasil deixa para trás o amadorismo e a improvisação. Vem se profissionalizando, graças à visão empreendedora de grupos empresariais que enxergam oportunidades e buscam transformá-las em resultados, com geração de renda, empregos, tributos, movimentando a economia e contribuindo para o progresso. A diversidade da natureza e da cultura neste vasto território motivou um impulso preferencial ao turismo de lazer. Mas há outra vertente que se consolida aos poucos. Trata-se do turismo de eventos, com suas feiras, exposições, convenções, seminários, leilões, festivais, grandes espetáculos. O Brasil situa-se, hoje, entre os dez países que mais recebem encontros internacionais, e há um imenso potencial de crescimento. São Paulo concentra metade do total de feiras de negócios de todo o País, girando R$ 13,6 bilhões por ano somente no aluguel de centros de eventos. Mas a maior cidade brasileira já bateu no seu limite, sufocada por gargalos, sendo o principal deles a falta de espaços. O Pavilhão do Anhembi não tem mais reservas até 2016. A propósito: hospedagem não é problema, porque mais de 400 hotéis oferecem cerca de 41 mil quartos, quantidade suficiente para a demanda.  É preciso inovação, criatividade, investimento público e privado, num processo de avaliação e decisão que não pode ficar, porém, balizado apenas pela Copa 2014 e pelas Olimpíadas 2016. São duas super-competições  esportivas com forte atração de público, mas com período limitado. Em Brasília, por exemplo, discute-se a implantação de um complexo hoteleiro-turístico num terreno de 80 mil metros quadros, hoje vago, junto ao Setor Hoteleiro Norte. Ele abrigaria hotéis, centro de convenção, parques, áreas de lazer e entretenimento, dentro de uma visão de longo prazo, de que a capital do País tem condições de se expandir como pólo econômico, de eventos no turismo de negócios, cultura etc      Este é um nicho para se aproveitar melhor. No Exterior, organizações e entidades empresariais, profissionais, acadêmicas, setoriais e religiosas certamente vão olhar com mais atenção para o nosso país, caso identifiquem por aqui a existência de condições apropriadas. Apenas 23,3% dos turistas estrangeiros entram no Brasil a negócios ou eventos, enquanto 46,1% (praticamente o dobro) são atraídos por programações de lazer. Quem vem a negócios ou eventos gasta mais: US$ 119,38 ao dia, ante US$ 70,53 no turismo de lazer, conforme pesquisa feita pela Fipe-USP, sob encomenda do Ministério do Turismo e da Embratur, e divulgada no início de outubro. O número de estrangeiros que atribuíram ao turismo no Brasil o nível máximo de excelência cresceu de 26,6% em 2009 para 31,5% em 2010. E o índice dos que pretendem retornar ao País chegou a 96%. Na avaliação por itens, os melhores foram hospitalidade (98%), gastronomia (96%) e hotéis (94%). Guias de turismo, táxis e diversão também obtiveram boas notas. As piores avaliações ficaram para preços (60%), rodovias (66%), telefonia e internet (73%) e sinalização (76%). A balança comercial no setor permanece desequilibrada. Em 2010, o déficit foi de US$ 10 bilhões (US$ 6 bilhões de entradas, US$ 16 bilhões de saídas). Este ano, se for mantida a média registrada até agora, o saldo negativo deverá situar-se em torno de US$ 14 bilhões. Temos de agir, logo. O turismo de negócios e eventos precisa ser estimulado, e esse impulso não pode prescindir de uma participação ativa, firme e direta da Embratur, não apenas em suas frentes de divulgação no Exterior, como ocorre desde 2003 após a criação do Ministério do Turismo, mas também no âmbito interno. Com larga experiência acumulada ao longo de 45 anos, que completa agora em 18 de novembro, a Embratur deveria ser reincorporada ao planejamento, definição de diretrizes e de linhas de ação, além da execução de programas destinados a incrementar o turismo nacional, com especial destaque para a atração de visitantes estrangeiros, notadamente em programações de negócios e eventos. A Empresa faz parte da história do turismo brasileiro. Não deve ficar à margem do processo de fomento do turismo interno. Resgatar seu papel e recolocá-la no centro das decisões certamente renderá frutos positivos para o país. Julio Serson - Presidente do Grupo Serson, ocupa os cargos de vice-presidente de Relações Institucionais do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP), tendo já ocupado o cargo de presidente da mesma instituição. É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com especialização em Hotelaria pela Universidade de Cornell, nos EUA. www.gruposerson.com.br. Twitter: @Julio_Serson  
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04/11/2011
JULIO SERSON Turismo interno: hora da grande largada
O setor de turismo no Brasil deixa para trás o amadorismo e a improvisação. Vem se profissionalizando, graças à visão empreendedora de grupos empresariais que enxergam oportunidades e buscam transformá-las em resultados, com geração de renda, empregos, tributos, movimentando a economia e contribuindo para o progresso. A diversidade da natureza e da cultura neste vasto território motivou um impulso preferencial ao turismo de lazer. Mas há outra vertente que se consolida aos poucos. Trata-se do turismo de eventos, com suas feiras, exposições, convenções, seminários, leilões, festivais, grandes espetáculos. O Brasil situa-se, hoje, entre os dez países que mais recebem encontros internacionais, e há um imenso potencial de crescimento. São Paulo concentra metade do total de feiras de negócios de todo o País, girando R$ 13,6 bilhões por ano somente no aluguel de centros de eventos. Mas a maior cidade brasileira já bateu no seu limite, sufocada por gargalos, sendo o principal deles a falta de espaços. O Pavilhão do Anhembi não tem mais reservas até 2016. A propósito: hospedagem não é problema, porque mais de 400 hotéis oferecem cerca de 41 mil quartos, quantidade suficiente para a demanda. É preciso inovação, criatividade, investimento público e privado, num processo de avaliação e decisão que não pode ficar, porém, balizado apenas pela Copa 2014 e pelas Olimpíadas 2016. São duas super-competições esportivas com forte atração de público, mas com período limitado. Em Brasília, por exemplo, discute-se a implantação de um complexo hoteleiro-turístico num terreno de 80 mil metros quadros, hoje vago, junto ao Setor Hoteleiro Norte. Ele abrigaria hotéis, centro de convenção, parques, áreas de lazer e entretenimento, dentro de uma visão de longo prazo, de que a capital do País tem condições de se expandir como pólo econômico, de eventos no turismo de negócios, cultura etc Este é um nicho para se aproveitar melhor. No Exterior, organizações e entidades empresariais, profissionais, acadêmicas, setoriais e religiosas certamente vão olhar com mais atenção para o nosso país, caso identifiquem por aqui a existência de condições apropriadas. Apenas 23,3% dos turistas estrangeiros entram no Brasil a negócios ou eventos, enquanto 46,1% (praticamente o dobro) são atraídos por programações de lazer. Quem vem a negócios ou eventos gasta mais: US$ 119,38 ao dia, ante US$ 70,53 no turismo de lazer, conforme pesquisa feita pela Fipe-USP, sob encomenda do Ministério do Turismo e da Embratur, e divulgada no início de outubro. O número de estrangeiros que atribuíram ao turismo no Brasil o nível máximo de excelência cresceu de 26,6% em 2009 para 31,5% em 2010. E o índice dos que pretendem retornar ao País chegou a 96%. Na avaliação por itens, os melhores foram hospitalidade (98%), gastronomia (96%) e hotéis (94%). Guias de turismo, táxis e diversão também obtiveram boas notas. As piores avaliações ficaram para preços (60%), rodovias (66%), telefonia e internet (73%) e sinalização (76%). A balança comercial no setor permanece desequilibrada. Em 2010, o déficit foi de US$ 10 bilhões (US$ 6 bilhões de entradas, US$ 16 bilhões de saídas). Este ano, se for mantida a média registrada até agora, o saldo negativo deverá situar-se em torno de US$ 14 bilhões. Temos de agir, logo. O turismo de negócios e eventos precisa ser estimulado, e esse impulso não pode prescindir de uma participação ativa, firme e direta da Embratur, não apenas em suas frentes de divulgação no Exterior, como ocorre desde 2003 após a criação do Ministério do Turismo, mas também no âmbito interno. Com larga experiência acumulada ao longo de 45 anos, que completa agora em 18 de novembro, a Embratur deveria ser reincorporada ao planejamento, definição de diretrizes e de linhas de ação, além da execução de programas destinados a incrementar o turismo nacional, com especial destaque para a atração de visitantes estrangeiros, notadamente em programações de negócios e eventos. A Empresa faz parte da história do turismo brasileiro. Não deve ficar à margem do processo de fomento do turismo interno. Resgatar seu papel e recolocá-la no centro das decisões certamente renderá frutos positivos para o país.
02/09/2011
Desafios Do Turismo No Brasil
Condições favoráreis ao turismo rodoviário no País requer melhor infraestrutura nas cidades e boas estradas, além de iniciativa do poder público e privado. A atividade turística em nosso País é hoje uma das cinco atividades que mais geram renda à nossa economia. Gera empregos, alimenta o comércio regional, contribui para a sustentabilidade das regiões visitadas e movimenta a produção, distribuição e consumo de bens e arte locais.  De fato, o turismo brasileiro se apoia no desenvolvimento de eixos integrados, que reúnem várias cidades com uma única vocação: assim temos o Circuito das Águas, a Rota dos Vinhos, roteiros litorâneos, das montanhas, numa infinidade de regiões cobertas pela malha rodoviária.   Para integrar essas diversas localidades brasileiras, onde o acesso por via aérea é mais complicada ou inexistente, a responsabilidade única e exclusivamente fica a cargo do turismo rodoviário, aquele realizado por ônibus e micro-ônibus. Esse modal é o meio de transporte com preços mais acessíveis e que nos fazem chegar a lugares mais remotos e com uma diversidade de opções de lazer e cultura. Também é o meio de transporte preferido por grupos, muitas vezes em excursões de turismo. Acontece que no Brasil, operar esse tipo de transporte acarreta inúmeras complicações tanto para a transportadora turística como para o passageiro. Em primeiro lugar, porque lidamos não só com o lazer das pessoas, mas com vidas humanas. E essas requerem um maior cuidado na operação, seja na questão segurança, no quesito conforto ou no atendimento personalizado. Outro fator importante é a condição estrutural das estradas, a maior parte da malha viária brasileira está em péssimas condições. Se houvesse mais investimento em nossas rodovias, muitas vezes em completo estado de abandono, certamente haveria um crescimento exponencial do turismo regional, com exceção ao Estado de São Paulo, cuja malha viária é excelente, ao menos nos principais eixos. A falta de planejamento urbano também é mais um dado que incomoda a quem viaja. Muitas cidades querem ser contempladas pelos benefícios do turismo, mas não se atentam para a infraestrutura necessária para receber o turista que chega em grupos. Muitos municípios não têm locais adequados para embarques e desembarques nos pontos turísticos, a sinalização é precária, não possuem estacionamentos próprios para os ônibus de turismo e, acreditem, não planejam sequer a altura do portal para que os veículos mais altos adentrem na cidade. Outros como São Paulo, por exemplo, criam restrições tais, como horários de circulação e a instalação de equipamentos caríssimos, que simplesmente impossibilitam o acesso do turismo rodoviário eventual. A clandestinidade também é outro item agravante. Como não existe um número suficiente de agentes de fiscalização para controlar a ação dos irregulares, proliferam em todo País as rodoviárias alternativas e empresas fraudulentas, que vendem serviços turísticos a preço de banana e lesam o consumidor, porque não entregam o que prometem e ainda comprometem a qualidade do turismo rodoviário como um todo.   A legislação aplicada ao setor é muito mais pautada por exigências que visam impedir, de forma passiva, o transporte regular clandestino do que incentivar ou simplesmente atender a evolução do mercado turístico. A fiscalização dos clandestinos é pequena. A falta de fiscais faz com que o Estado, de uma maneira geral, tenha que se valer, para essa função, das polícias militares e rodoviários, cujos agentes foram preparados apenas para a repressão à criminalidade e que não têm o tato adequado para lidar com o turista. Não raramente, adentram nos ônibus de turismo usando armamento pesado, acordando passageiros em plena madrugada para exigir documentos e para revistar bagagens. Conclusão: todos os anos os setores de turismo investem milhões de reais para atrair turistas e, com frequência, eles acabam perdendo horas preciosas de passeio em operações de fiscalização nas estradas, provocando medo e má impressão. Todas essas dificuldades acabam por afugentar investimentos preciosos para o turismo rodoviário, tanto da iniciativa privada quanto do poder público. A tendência para o desenvolvimento do turismo rodoviário no País passa pela ampliação e pela garantia de manutenção da malha rodoviária, pelo aumento da infraestrutura nas localidades para receber os veículos turísticos. Também requer mais comprometimento dos setores públicos nas soluções dos problemas de fiscalização e legislação, além de apoio aos transportes considerados prioritários para a promoção das rotas turísticas nacionais e pela criação de incentivos aos investidores para a melhoria do transporte rodoviário. A Copa do Mundo é em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Teremos tempo para ajeitar tudo até lá? *Regina Rocha, é advogada, bacharel em turismo e diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo (www.fresp.org.br).
01/09/2011
REGINA ROCHA Desafios do Turismo no Brasil
Condições favoráreis ao turismo rodoviário no País requer melhor infraestrutura nas cidades e boas estradas, além de iniciativa do poder público e privado. A atividade turística em nosso País é hoje uma das cinco atividades que mais geram renda à nossa economia. Gera empregos, alimenta o comércio regional, contribui para a sustentabilidade das regiões visitadas e movimenta a produção, distribuição e consumo de bens e arte locais. De fato, o turismo brasileiro se apoia no desenvolvimento de eixos integrados, que reúnem várias cidades com uma única vocação: assim temos o Circuito das Águas, a Rota dos Vinhos, roteiros litorâneos, das montanhas, numa infinidade de regiões cobertas pela malha rodoviária. Para integrar essas diversas localidades brasileiras, onde o acesso por via aérea é mais complicada ou inexistente, a responsabilidade única e exclusivamente fica a cargo do turismo rodoviário, aquele realizado por ônibus e micro-ônibus. Esse modal é o meio de transporte com preços mais acessíveis e que nos fazem chegar a lugares mais remotos e com uma diversidade de opções de lazer e cultura. Também é o meio de transporte preferido por grupos, muitas vezes em excursões de turismo. Acontece que no Brasil, operar esse tipo de transporte acarreta inúmeras complicações tanto para a transportadora turística como para o passageiro. Em primeiro lugar, porque lidamos não só com o lazer das pessoas, mas com vidas humanas. E essas requerem um maior cuidado na operação, seja na questão segurança, no quesito conforto ou no atendimento personalizado. Outro fator importante é a condição estrutural das estradas, a maior parte da malha viária brasileira está em péssimas condições. Se houvesse mais investimento em nossas rodovias, muitas vezes em completo estado de abandono, certamente haveria um crescimento exponencial do turismo regional, com exceção ao Estado de São Paulo, cuja malha viária é excelente, ao menos nos principais eixos. A falta de planejamento urbano também é mais um dado que incomoda a quem viaja. Muitas cidades querem ser contempladas pelos benefícios do turismo, mas não se atentam para a infraestrutura necessária para receber o turista que chega em grupos. Muitos municípios não têm locais adequados para embarques e desembarques nos pontos turísticos, a sinalização é precária, não possuem estacionamentos próprios para os ônibus de turismo e, acreditem, não planejam sequer a altura do portal para que os veículos mais altos adentrem na cidade. Outros como São Paulo, por exemplo, criam restrições tais, como horários de circulação e a instalação de equipamentos caríssimos, que simplesmente impossibilitam o acesso do turismo rodoviário eventual. A clandestinidade também é outro item agravante. Como não existe um número suficiente de agentes de fiscalização para controlar a ação dos irregulares, proliferam em todo País as rodoviárias alternativas e empresas fraudulentas, que vendem serviços turísticos a preço de banana e lesam o consumidor, porque não entregam o que prometem e ainda comprometem a qualidade do turismo rodoviário como um todo. A legislação aplicada ao setor é muito mais pautada por exigências que visam impedir, de forma passiva, o transporte regular clandestino do que incentivar ou simplesmente atender a evolução do mercado turístico. A fiscalização dos clandestinos é pequena. A falta de fiscais faz com que o Estado, de uma maneira geral, tenha que se valer, para essa função, das polícias militares e rodoviários, cujos agentes foram preparados apenas para a repressão à criminalidade e que não têm o tato adequado para lidar com o turista. Não raramente, adentram nos ônibus de turismo usando armamento pesado, acordando passageiros em plena madrugada para exigir documentos e para revistar bagagens. Conclusão: todos os anos os setores de turismo investem milhões de reais para atrair turistas e, com frequência, eles acabam perdendo horas preciosas de passeio em operações de fiscalização nas estradas, provocando medo e má impressão. Todas essas dificuldades acabam por afugentar investimentos preciosos para o turismo rodoviário, tanto da iniciativa privada quanto do poder público. A tendência para o desenvolvimento do turismo rodoviário no País passa pela ampliação e pela garantia de manutenção da malha rodoviária, pelo aumento da infraestrutura nas localidades para receber os veículos turísticos. Também requer mais comprometimento dos setores públicos nas soluções dos problemas de fiscalização e legislação, além de apoio aos transportes considerados prioritários para a promoção das rotas turísticas nacionais e pela criação de incentivos aos investidores para a melhoria do transporte rodoviário. A Copa do Mundo é em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Teremos tempo para ajeitar tudo até lá?
05/08/2011
Sustentabilidade em eventos com resultados
Como agir de forma sustentável na realização de eventos Todos os anos são realizados no Brasil milhares de eventos de diversos segmentos. Os organizadores pensam estrategicamente em cada detalhe para garantir o seu sucesso: como divulgá-lo, o menor custo, a melhor localização, entre outros. “Preocupar-se com ações sustentáveis precisa fazer parte da rotina de qualquer empresa. Quando se trata de eventos, é preciso motivar todos os envolvidos a terem uma consciência ambiental antes, durante e depois da sua realização”. Essa é a opinião de Daniel de Freitas, coordenador da Comissão de Estudos Especiais - CEE 142 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que elabora a Norma ISO 20.121 de Gestão Sustentável de Eventos. A Norma ISO 20.121 (a ser publicada em junho de 2012) estabelece padrões de gestão sustentável para eventos como as Olimpíadas de 2012 e a Copa do Mundo de 2014. Conforme Daniel de Freitas, estão englobadas nessas estratégias medidas práticas que privilegiam o desenvolvimento sustentável como um todo, levando em consideração que a sustentabilidade é baseada em um tripé econômico, social e ambiental. Sem perceber, algumas empresas até desenvolvem ações sustentáveis, mas não sabem que já estão contribuindo. “Por isso é importante buscar a orientação de um consultor para que seja traçado um plano de Gestão Sustentável  e faça os envolvidos perceberem que algumas ações realizadas já fazem parte de um movimento sustentável, e que podem cooperar muito mais. Trata-se de um processo de aculturação”. Para ajudar os organizadores a descobrirem como podem fazer para tornar o seu evento mais sustentável e entender que o investimento em sustentabilidade é revertido em muitos benefícios para a empresa gerando um bom retorno, o profissional lista algumas dicas: -        Tente reduzir ao máximo os resíduos gerados pelo evento e através do evento; -        Utilize recursos reaproveitáveis ou recicláveis; -        Nos estantes, dê  preferência para lâmpadas econômicas, como as LED´s que chegam a economizar até 90% de energia; -        Verifique a acessibilidade das pessoas deficientes; -        Possibilite a inclusão social; -        Opte por brindes recicláveis ou feitos de material reciclado. Banners podem ser feitos de tecido de garrafas pets; -        No desenvolvimento de um evento, o item transporte pode representar cerca de 80% das emissões de Gases Efeito Estufa. Trabalhar com fornecedores da região do evento, além de reduzir a quantidade de poluentes jogados no ar incentiva a economia local; -        Faça a coleta seletiva e a destinação correta dos resíduos gerados no seu evento; -        Na área de alimentação, opte por produtos orgânicos ou mais saudáveis. A empresa que investe em ações ambientais e que faz parcerias com fornecedores também focados em sustentabilidade mostra que está preocupada em oferecer os melhores serviços com menores impactos ambientais. Sobre Ibev O Instituto Brasileiro de Eventos (Ibev) tem a missão de gerar e implementar soluções em consultoria, capacitação, treinamento e pesquisa, voltadas para os setores Público, Privado e Associativo nas áreas de Eventos e Turismo, como parceiro das entidades afins. Trabalha para ser reconhecido como um centro de excelência na capacitação e atualização de estudantes e profissionais de eventos e turismo, ao disponibilizar conhecimento de ponta para criação, gestão de projetos, pesquisas e estudos que visem o fomento e o desenvolvimento destas áreas. * Daniel de Freitas é Graduado em Publicidade e Propaganda pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, com MBA em e-Business pela FEA (USP), possui 30 anos de vivência nas áreas de Eventos e Promoções. É diretor e coordenador da Comissão de Certificação e Normatização do Instituto Brasileiro de Eventos (Ibev), é coordenador da Comissão de Estudos Especiais CEE 142 que elabora a norma ISO 20121 de Gestão Sustentável de Eventos, é representante brasileiro ISO, capacita profissionais, treina consultorias, realiza cursos e palestras sobre o tema Sustentabilidade em eventos, sendo referência nesse mercado. Trabalha com diversas empresas parceiras como: Associação Brasileira dos Centros de Convenções e Feiras (ABRACEF), Associação Brasileira de Empresas e Eventos (ABEOC), Associação de Marketing Promocional (AMPRO), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Sindicato das Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras (Sindiprom) e União Brasileira dos Promotores de Feiras (UBRAFE).