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M.I.C.E
publicado em 06 de novembro de 2017 - 20h35

Viajantes corporativos não estão preocupados com ataques terroristas, diz pesquisa da CWT

Viajantes europeus se preocupam menos com segurança em suas viagens

Da Redação

Recentemente, a pesquisa desenvolvida pela Carlson Wagonlit Travel descobriu que 37% dos viajantes europeus se preocupam com segurança e assistência em viagens. Nas Américas, 47% têm preocupação com riscos à sua segurança em viagens em cerca de metade do tempo, enquanto 56% dos viajantes da Ásia Pacífico são os mais preocupados com o assunto.

Apesar dos recentes ataques terroristas no mundo, viajantes corporativos dizem que estão mais preocupados com outros assuntos, e isso é surpreendente”, disse Simon Nowroz, Chief Marketing Officer da Carlson Wagonlit Travel. “Descobrimos que, sim, o mundo parece oferecer mais riscos, às vezes, mas os viajantes acreditam que possuem mais ferramentas à sua disposição para mantê-los informados e seguros”.

Terrorismo é classificado apenas em quinto lugar (35%) entre as preocupações com segurança, apesar da alta visibilidade de ataques terroristas, atualmente. “Esquecer algo importante para o trabalho” é classificado em posição mais alta (40%), como também “perder algo importante” (38%), “sofrer furto ou assalto” (37%), e até mesmo “condições climáticas” (37%).

A pesquisa CWT Viajante Conectado, realizada com mais de 1.900 viajantes, descobriu que 67% dos viajantes a negócios acreditam estar mais seguros hoje do que no passado, pois possuem mais ferramentas para diminuir preocupações com segurança. Sete entre dez viajantes utilizam ao menos um dos protocolos de segurança de sua empresa, tais como um rastreador de viajante ou perfis de contato de emergência, e 68% compram um seguro viagem.

O estudo revelou algumas preocupações, por exemplo, no qual um em cada cinco viajantes já cancelou uma viagem devido a riscos à sua segurança, e 30% dizem se preocupar com sua saúde e bem-estar quando estão em trânsito.

Os brasileiros possuem maior preocupação com sua segurança pessoal, entre os países da região latino-americana, representando 62% que se consideram ‘um pouco preocupados’ (20%) ou ‘muito preocupados’ (42%) com este assunto. Quando analisados dados específicos, brasileiros são os que mais se preocupam em serem ‘roubados ou sofrerem ataques’ (51%), mas também demonstram preocupação com ‘condições climáticas’ (42%). Eles se beneficiam dos protocolos de segurança oferecidos por suas empresas mais frequentemente do que seus colegas de outros países das Américas. Mais da metade dos brasileiros entrevistados (54%) mantêm informações de contatos de emergência atualizados (sendo 38% a média regional) e 43% recebem notificações de riscos em tempo real, comparado a apenas 33% dos viajantes da região. Os viajantes do Brasil, ainda, adquirem seguro viagem com maior frequência em relação a viajantes regionais, com 41% tendo comprado ‘sempre’ e 38% tendo apenas comprado este serviço ‘às vezes’.

Diferenças regionais

O estudo descobriu algumas diferenças interessantes entre as regiões das Américas, Ásia Pacífico (APAC) e Europa, Oriente Médio e África (EMEA). Por exemplo, apenas 7% dos viajantes da APAC dizem não se preocupar com sua segurança pessoal enquanto viajam a negócios. Esta porcentagem cresceu para 12% para os viajantes das Américas e 21% entre viajantes de EMEA. Isso está refletido no fato de que viajantes da APAC demonstram estar melhor preparados. Mais da metade (52%) dos viajantes da APAC mantêm um perfil de contato de emergência atualizado, em comparação a 38% nas Américas e somente 34% em EMEA.

Viajantes da APAC também estão mais propensos a se cadastrarem para notificações de riscos em tempo real, sendo 41%, somente 33% o fazem nas Américas e somente 29% em EMEA. Entrevistados da APAC se antecipam mais sobre assuntos de saúde locais ou sobre fornecedores de serviços de saúde. 35% dos viajantes da APAC planejam quanto a estes serviços, contra 25% nas Américas e 20% em EMEA.

“Os viajantes de hoje são sofisticados”, disse Nowroz. “Eles se cadastram para receber alertas, prestam atenção às notícias e usam as ferramentas disponíveis para se manterem informados. Por isso, enquanto viagens podem parecer arriscadas, de certa forma, eles tomam as medidas para se manterem seguros”.

Sobre a pesquisa

O Estudo CWT Viajante Conectado foi desenvolvido pela Carlson Wagonlit Travel e conduzido pelo Artemis Strategy Group no período de 30 de Março a 24 de Abril de 2017. Os dados da pesquisa foram coletados com mais de 1.900 viajantes corporativos, entre as idades de 25 e 65 anos, nas Américas (Brasil, Canadá, Chile, México e Estados Unidos), EMEA (Alemanha, Espanha, França, Itália, Suécia e Reino Unido) e APAC (Austrália, China, Índia, Japão e Cingapura). Para participar do estudo, os viajantes precisavam ter realizado mais de quatro viagens a negócios nos 12 meses que precediam a pesquisa. A proposta deste estudo é compreender como estes viajantes se mantiveram conectados ao trabalho e às suas casas, enquanto estiveram em trânsito.

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