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publicado em 19 de maio de 2020 -  7h40

Resultados da I Pesquisa Portal Eventos/ Abrace refletem as dores e apontam os caminhos para o futuro do setor

Numa parceria com a ABRACE - Associação Brasileira de Cenografia e Estandes, a Eventos Expo Editora, através do Portal Eventos, realizou a I Pesquisa sobre Os Impactos do Covid-19 nas Montadoras de Estandes e nas Empresas de Cenografia através de formulário distribuído a centenas de empresas do setor e respondida por 145 empresas, um excelente retorno considerando o momento e a dimensão deste setor da indústria MICE²+FDT.

Da Redação

A Eventos Expo Editora divulgou nesta segunda-feira (18), durante a LIVE do Conecta Fórum Eventos, os resultados da I Pesquisa Abrace/ Portal Eventos: Impactos do Covid-19 para Montadoras de Estandes e Empresas de Cenografia.

A realização de mais esta pesquisa atende ao propósito da Eventos Expo Editora de dar informações e dados atualizados e antenados como ferramenta para seu público, seja ele o leitor da Revista Eventos (que já publicou pesquisas como os I e II Dimensionamento Econômico, I Inventário de Espaços de Eventos, O Mercado de Eventos, O Mercado de Congressos, Barômetro da Indústria, DNA dos Incentivos etc.), seja o leitor do Portal Eventos, no qual as principais pesquisas nacionais e internacionais são publicadas, além do Especial O Estado da Indústria, todo começo de ano.

Numa parceria com a ABRACE - Associação Brasileira de Cenografia e Estandes, a Eventos Expo Editora, através do Portal Eventos, realizou a I Pesquisa Abrace/ Portal Eventos: Impactos do Covid-19 nas Montadoras de Estandes e nas Empresas de Cenografia através de formulário distribuído a centenas de empresas do setor, e respondida por 145 empresas entre os dias 24 de abril e 9 de maio, um excelente retorno considerando o momento e a dimensão deste setor da indústria MICE²+FDT.

A pesquisa foi feita num momento de muita dor, muita preocupação e grande dificuldade de visualizar as perspectivas futuras, num momento em que o Governo desmontou toda estrutura econômica de um setor que teve 98% das empresas impactadas negativamente (gráfico 1), e mesmo assim oferece apoio maciço às medidas de enfrentamento da pandemia - somente 5% contrárias (gráfico 2)

GRÁFICO 01: Os impactos do Covid-19 nas empresas do setor GRÁFICO 01: Os impactos do Covid-19 nas empresas do setor
GRÁFICO 02: apoio das empresas do setor às medidas de enfrentamento ao Covid-19 GRÁFICO 02: apoio das empresas do setor às medidas de enfrentamento ao Covid-19

Em outra pesquisa do Portal Eventos, 80% das agências e organizadoras de eventos informaram não ter tido acesso ao apoio financeiro prometido pelo Governo. Certamente, essa também é a realidade das empresas de cenografia e montadoras de estandes.

O que explica que, dentre as medidas requeridas do Governo, o aspecto crédito em seus vários contextos são os mais significativos, denotando que o acesso a crédito é a maior preocupação do setor (Gráfico 3): Aumento das linhas de crédito (51%), Empréstimos sem juros (53%), Redução dos juros (27%) e Ajuda para pagar salários (39%). Redução de impostos e taxas (72%) e Redução de tarifas de água e luz (24%) também mereceram destaque, assim como a Renegociação de prazos dos empréstimos (37%).

GRÁFICO 03 - Medidas governamentais mais urgentes: preocupação do setor com crédito e dívidas GRÁFICO 03 - Medidas governamentais mais urgentes: preocupação do setor com crédito e dívidas

Questionados sobre suas principais inquietações no momento (Gráfico 4), Cortar custos (70%) desponta como a principal preocupação e Adequar os modelos de negócios (61%), o que está muito em linha com Manter clientes atuais (53%). Acessar crédito (47%) volta a aparecer na pesquisa dentre as principais preocupações dos pesquisados. Chamou atenção o percentual baixo e parece inexplicável que: Adequar-se aos Protocolos Sanitários (26%) e de Segurança (23%) figurem nos últimos itens de preocupação dos que responderam. Pensando bem, ante a inércia governamental, é justificável: como priorizar medidas futuras, ante o abismo? As empresas estão em modo sobrevivência, e aí o futuro fica realmente em segundo plano.

Mas a realidade, para o futuro do setor, é que estes dois últimos indicadores precisam ser mudados, principalmente num mundo em que People, Profit e Planet se tornam prioritários.

GRÁFICO 04 - As principais preocupações das empresas no momento: modo sobrevivência GRÁFICO 04 - As principais preocupações das empresas no momento: modo sobrevivência

Como sobreviver em tempos tão difíceis (Gráfico 5 - múltiplas respostas)? Renegociar (70%) e rescindir contratos com fornecedores (50%) estão no topo do manual de sobrevivência das empresas montadoras de estandes e cenografia; manter recursos de eventos adiados (45%) e adiantamento para eventos futuros (14%); também foram importantes, o que demonstra que a sintonia com seus stakeholders pode ser a tábua de salvação em momentos de crise. Apenas 25% tiveram que devolver recursos para os contratantes (Gráfico 6). Boa parte do Corte de custos trabalhistas (63%) também pode ser colocado nessa conta. No Manual de Sobrevivência (Gráfico 5) constam ainda Economia em insumos e matérias primas (69%) e Água e luz (19%).

GRÁFICO 05 - Ações para sobreviver ao momento atual GRÁFICO 05 - Ações para sobreviver ao momento atual
GRÁFICO 06 - Com 75% dos créditos recebidos regociados, clientes mostraram visão e solidariedade GRÁFICO 06 - Com 75% dos créditos recebidos regociados, clientes mostraram visão e solidariedade

Numa hora destas, o que fazer com o maior ativo de uma empresa montadora de estandes ou cenografia: seus colaboradores? Representando parte considerável de seus custos, 71% das empresas conseguiram manter seus funcionários, 19% alocaram em teletrabalho, 19% reduziram a carga horária e o salário, 16% suspenderam o contrato de trabalho e 17% concederam férias (Gráfico 7). Quanto ao futuro, 23% não pretendem demitir e 33% talvez se vejam obrigados a fazê-lo (Gráfico 8).

GRÁFICO 07 - Força de trabalho: no presente, desligamento definitivo foi de apenas 20% GRÁFICO 07 - Força de trabalho: no presente, desligamento definitivo foi de apenas 20%
GRÁFICO 08 - Força de trabalho: no futuro, somado com os dados do grafico anterior, empresas podem ter que abrir mão de até 53% de seu principal ativo GRÁFICO 08 - Força de trabalho: no futuro, somado com os dados do grafico anterior, empresas podem ter que abrir mão de até 53% de seu principal ativo

Em tempos de grande incerteza, também a perspectiva de retorno aos negócios divide bastante os pesquisados (Gráfico 9). Os mais otimistas apostam em julho (11%) e agosto (29%), setembro (12%) e os demais meses do ano (12%), completam o quadro dos 64% que acreditam voltar aos negócios esse ano. Os demais, 21% acreditam que só voltam no 1º semestre do ano que vem e 5% no 2º semestre de 2021.

GRÁFICO 09 - Retomada: otimismo para um retorno rápido ainda em 2020 GRÁFICO 09 - Retomada: otimismo para um retorno rápido ainda em 2020

Considerando o quadro das expectativas expostas acima, comparando o faturamento nos meses de maio/julho deste ano com o mesmo período do ano passado, 60% das empresas preveem uma redução de faturamento de 76% a 100%, 11% redução de 51% a 75%, 5% redução de 26% a 50%. Apenas 5% acreditam que terão aumento de faturamento (Gráfico 10).

GRÁFICO 10 - Perspectivas de faturamento para 2020 GRÁFICO 10 - Perspectivas de faturamento para 2020

O quadro se altera significativamente quando se compara o segundo semestre deste ano com o segundo do ano passado. 15% apostam que terão aumento no faturamento, 23% que terão redução de 26% a 50%, 27% redução de 51% a 75% e apenas 11% trabalham com uma redução de 76% a 100% (Gráfico 11).

GRÁFICO 11 - Perspectivas de faturamento para o segundo semestre de 2020 GRÁFICO 11 - Perspectivas de faturamento para o segundo semestre de 2020

Sabemos que o baque foi muito grande, afinal 98% das empresas foram impactadas, então a grande pergunta é: quando seu faturamento voltará ao patamar pré-Covid-19? As respostas aqui podem ser vistas do ponto de vista do copo meio cheio ou do meio vazio. Podemos somar os que acreditam atingir o patamar anterior em 3 meses (4%) ou em 6 meses (14%), com os que preveem atingir este patamar após 1 ano (46%), somando 64% que acreditam que até o final do ano que vem estarão com o mesmo faturamento de 2019. Mas podemos, também, somar os mesmos 46% que julgam será necessário 1 ano para tudo voltar a ser como antes, com os que creem que serão necessários 2 anos, o que perfaz 75% (Gráfico 12).

GRÁFICO 12 - A perspectiva do setor de voltar para o mesmo patamar pré-Covid GRÁFICO 12 - A perspectiva do setor de voltar para o mesmo patamar pré-Covid

Seja o copo meio vazio, seja o copo meio cheio, o importante é que o setor de montadoras de estandes e cenografia estão confiantes que conseguirão atravessar o deserto (pandemia) e estão trabalhando com afinco para estarem prontos para aproveitar cada oásis que vislumbrarem e chegaram do outro lado com muita sede de mostrar ao mercado sua enorme capacidade de se reinventarem, de apresentarem a qualidade que os clientes esperam e proporcionarem aos visitantes a experiência que almejam quando visitam um evento.

Confira abaixo (documentos) a íntegra da I Pesquisa Abrace/ Portal Eventos: Impactos do Covid-19 nas Montadoras de Estandes e nas Empresas de Cenografia.

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