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Políticas do Turismo
publicado em 14 de abril de 2019 -  3h26

Conselho de Turismo encampa a mais antiga reividição da Revista Eventos

A concessão do Ibirapuera vai oferecer um espaço coberto, multiuso e que atende padrões internacionais para a realização de eventos com capacidade para 20 mil espectadores.

Da Redação

O Conselho de Turismo do Estado de São Paulo (Conturesp) vai reforçar a mobilização junto à Assembleia Legislativa pela aprovação do projeto de Lei 91/2019, apresentado pelo governo estadual, que autoriza a concessão de uso da área onde se encontra instalado o Conjunto Desportivo “Constâncio Vaz Guimarães”, na Capital, com 100 mil metros quadrados, conhecido também como Ginásio do Ibirapuera.

Moção de apoio do Conselho foi aprovada na primeira reunião do ano, realizada nesta terça-feira (9), sob a presidência do secretário estadual de Turismo, Vinicius Lummertz. Um grupo de integrantes do conselho e da secretaria de Turismo vão à Alesp dialogar com os parlamentares.

Para os conselheiros, essa aprovação é fundamental para a retomada do bom fluxo de captação de grandes eventos e feiras para São Paulo. Eles consideram que somente com a concessão do Ibirapuera será possível oferecer um espaço coberto, multiuso e que atenda padrões internacionais para a realização de eventos com capacidade para, pelo menos, 20 mil espectadores.

“Estamos perdendo eventos de altíssimo nível por falta de equipamentos modernos. Precisamos atender a demanda atual para congressos, convenções, feiras e encontros e, assim, todo cenário paulistano sai ganhando com envolvimento da hotelaria, gastronomia, logística e toda a gama de serviços da capital paulista”, disse o secretário Lummertz.

Essa é uma antiga bandeira da Revista Eventos. Em sua edição 16, em 2003, em matéria de capa a Revista questionava: “São Paulo, Turismo de Eventos é a Solução?”, respondendo: “em praticamente uma década, a cidade mudou de perfil e se transformou em um dos mais importantes destinos para o turismo de negócios e eventos, um setor que mostrou crescimento espantoso. Agora a capital paulista enfrenta o desafio de crescer dentro da posição conquistada”, finalizando com a constatação de que “Um Megacentro é a solução”. A mesma matéria, além de defender a construção de um megacentro de convenções, mostrava uma dezena de centros de convenções internacionais que são verdadeiros “cartões postais” de seu país.

O publisher da Revista Eventos, Sérgio Junqueira Arantes, voltou ao tema 10 anos depois na edição da Revista Eventos, em matéria de capa que estampava “Centros de Convenções, nenhum brasileiro entre os maiores do mundo”, apresentando diversos estudos e análises que demonstravam mais que a importância, a necessidade da construção de um megacentro de convenções em região dotada de atrativos naturais, gastronômicos, culturais e uma ampla rede hoteleira.

Sérgio Junqueira manteve o foco na reivindicação em artigo publicado na revista Turismo em Debate, da CNC, e no final do ano passado, com o editorial que precede amplo artigo, publicado na revista MIX Hotel, da ABIH/SP.

“A capital paulista é o principal centro econômico e cultural da América Latina, sendo também conhecida como a Capital dos Eventos, graças aos seus quase 300.000m² de pavilhões de exposições, capazes de atender às principais feiras do Brasil. A importância dessa performance pode ser avaliada na pesquisa da Ubrafe que indicou que as feiras são responsáveis por 50% da ocupação hoteleira da cidade.

Apesar disso, São Paulo não tem um centro de convenções à altura de sua pujança. Maior que seu maior centro de convenções, podemos citar além dos centros de Campinas e Santos, os de Uberlândia, Buenos Aires, Brasília, Bogotá, Lima, Porto Rico, Panamá, e uma dúzia de centros no México.

Ou seja, a empresa ou entidade que desejar fazer um megaevento em São Paulo terá que improvisá-lo num pavilhão de exposições ou num estádio de futebol, com todos os custos e riscos decorrentes da adaptação destes empreendimentos ao seu evento. É mais fácil realizá-lo fora do país.

Para dotar São Paulo de um centro de convenções que atenda aos requisitos que permitam maximizar o retorno para a cidade do investimento realizado, ou seja, que o participante de um evento, aproveite sua estada para visitar museus, assistir shows e espetáculos teatrais, desfrutar da gastronomia e fazer compras, muitas compras, o mesmo precisa estar situado próximo de hotéis, restaurantes, museus, shoppings etc.

Por isso, a proposta de uma PPP para gestão e ampliação do uso da área do Ginásio do Ibirapuera (Capa) é uma rara oportunidade para que São Paulo tenha um centro de convenções capaz de receber 10/20.000 participantes numa plenária, equipamento multiuso que poderia sediar eventos esportivos, shows, convenções e congressos de grande porte.

Mais do que ninguém, o Governador João Dória, oriundo do setor, sabe que o MICE²+FDT, segmento que gera um faturamento de R$ 852 bilhões, sendo o 2º PIB brasileiro, gera 25 milhões de empregos e incrementa o conhecimento.

Proporcionar a São Paulo um centro de convenções de grande porte e arrojada arquitetura, que venha a se constituir num marco para a cidade, através de uma PPP, ou seja, sem custos para o poder público, pode ser, senão o maior, um dos principais legados de João Dória em sua passagem pelo governo do Estado de São Paulo.

Construa-o, Governador, e os eventos virão, com tudo de bom que eles proporcionam”.

Em reunião com o recém-empossado secretário de Turismo, Vinicius Lummertz, o publisher do Portal Eventos entregou-lhe exemplares das quatro revistas acima citadas e defendeu enfaticamente a necessidade de aproveitar a área do Ginásio do Ibirapuera para construção de um megacentro de convenções, numa PPP que tenha como norte que oriente o resultado da licitação considerando como critério definidor do vencedor: 1. A dimensão de maior sala, cozinha e do conjunto de salas auxiliares; 2. O caráter icônico do edifício, capaz de torná-lo o novo cartão postal da cidade e, finalmente, 3. Os aspectos econômicos da proposta.

Fonte: assessoria

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