Canais
Políticas do Turismo
04/09/2007
Amcham SP debate "Leis de incentivo para ações sociais e culturais"
As leis de incentivo para ações sociais e culturais serão tema de discussão em encontro realizado amanhã, 4, na sede da Amcham-São Paulo - Câmara Americana de Comércio. Veja abaixo a programação do encontro:  8h30– Abertura 8h40– Lei do FMDCA (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), com Paulo Pinese, sócio-diretor da Deloitte Touche Tohmatsu 9h40– Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura), com Antoine Kolokathis, sócio-diretor da Direção Cultura Produções e Eventos10h10– Análise de Caso: Instituto Robert Bosch ServiçoDebate Leis de incentivo para ações sociais e culturaisLocal: Amcham-São PauloEndereço: Rua da Paz, 1431, Chácara Santo Antôniowww.amcham.com.br
04/09/2007
Prefeitura de São Paulo lança amanhã a Virada Esportiva
A Prefeitura da Cidade de São Paulo lança oficialmente nesta terça-feira, 4, a Virada Esportiva, evento inspirado na Virada Cultural, que acontecerá nos dias 22 e 23 de setembro com 24 horas ininterruptas de esporte, lazer e recreação nas regiões de todas as 31 subprefeituras da capital paulista. Participarão da cerimônia, na Marquise do Parque do Ibirapuera, o prefeito Gilberto Kassab, juntamente com o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, e o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, que falarão sobre o conceito do evento e os principais destaques da programação.  Ao todo, 15 secretarias, a CET-SP e a SPTuris vão trabalhar juntas para disponibilizar toda a infra-estrutura do evento, além de equipamentos esportivos e parques da cidade. A data do evento coincide ainda com a chegada da primavera no hemisfério sul e o Dia Mundial Sem Carro. Serviço Lançamento oficial da Virada Esportiva Data: Dia 4 de agosto Horário: Às 10h30 Local: Marquise do Parque do Ibirapuera (entrada pelo portão 3)Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
04/09/2007
Responsabilidade Social é a palavra de ordem no 49º Conotel
Respeitar as diferenças, dar importância à acessibilidade e promover a inclusão social: estes são os lemas da 49ª edição do Conotel – Congresso Nacional de Hotéis, apresentados ontem (08), às 20:00 horas, durante sua cerimônia de abertura. E para solidificar os temas e cimentar o exemplo, a abertura foi apresentada por um cadeirante, o hino nacional cantado por uma deficientes visual e uma professora traduziu todos os discursos para a linguagem de surdos e mudos. Além disso, a solenidade de abertura ainda contou com a presença da Ministra do Turismo, Marta Suplicy, o presidente da ABIH Nacional - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Eraldo Alves da Cruz; do FOHB - Fórum de Operadores Hoteleiras do Brasil, Rafael Guaspari; da FNHRBS - Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Norton Lenhart; da FBC&VB - Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, João Luiz Moreira; e da Resorts Brasil - Associação Brasileira de Resorts, Alexandre Zubaran. Maurício Bernardino, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH São Paulo) levantou a bandeira de luta em defesa das diferenças. "Tenho deficiência auditiva, porém uso duas próteses.Temos várias ações direcionadas aos portadores". Seguindo a mesma linha de raciocínio Eraldo Alvez da Cruz, da ABIH Nacional destacou a importância da responsabilidade social e inteligência competitiva. "Responsabilidade social, qualidade no atendimento e atingir as expectativas dos clientes, essa é a inteligência competitiva que buscamos", citou Eraldo. O presidente da ABIH Nacional se comprometeu com dois Agentes Fifa (presentes no Conotel) a dar todo o suporte na realização da Copa do Mundo de 2014, em que o Brasil é um dos fortes candidatos. No final da cerimônia de abertura foi apresentado ao público o livro "70 Anos da Hotelaria Nacional", seu lançamento está previsto para o mês de novembro deste ano. O Conotel se estende aos dias 9 e 10 com uma intensa programação, entre rodadas de negócios, plenárias, ciclo de palestras, visitas guiadas e workshops. Programação: Dia 9 (quinta-feira) Palestra A1 9h30 às 10h30 Políticas de Turismo - "Reflexos das Políticas Públicas de Turismo sob o Ponto de Vista das Lideranças Empresariais" Mediador: Cláudio Magnavita (Abrajet / Jornal de Turismo) Mesa Redonda: Representantes de Entidades de Classe e Jornalistas do Setor Palestra A2 10h30 às 11h30 Investimento - "Por que Investir no Brasil"? Palestrante: Delfim Netto (Economista / Ex-Ministro da Fazenda) Participação Especial: Carlos Eduardo Castello Branco (BNDES) Palestra A3 14h30 às 16h Branding - "Posicionamento e Valor de Uma Marca" Palestrante: José Roberto Martins (Global Brands) Participações Especiais: Carlos Eduardo Hue (WTC Hotel), Alberto Moane (Accor Hotels) e Orlando de Souza (SPC&VB). Palestra A4 17h às 18h Segmentação e Tematização - "Competitividade Através da Segmentação e da Tematização de Seu Empreendimento" Palestrante Leonardo Fontenele Dia 10 (sexta-feira) Palestra A5 9h30 às 10h30 Carga Tributária e Lei Geral - "Impactos da Carga Tributária na Hotelaria" Palestrante: Ives Gandra Martins (advogado) Participação Especial: André Spínola (Sebrae) Palestra A6 11h30 às 13h Novas Tecnologias - "Como diferenciar seu Hotel Implantando Novas Tecnologias" Sérgio Bicca (i-Preview), Cleide Andrade (Central do Hoteleiro), Domenico Palma Neto (Instituto Marca Brasil), Julio Cosentino (Hoffmann) e Pilar Osório (Travel Click). Palestra A7 14h30 às 16h Hotel Sustentável - "Como Reduzir Custos atingindo o Status de Empresa com Responsabilidade Sócio-Ambiental" Palestrantes: André Sá (Instituto de Hospitalidade), Marinez Scherer (Bandeira Azul) e Newton Figueiredo (Sustentax). Palestra A8 17h às 18h Inteligência Competitiva - "Vantagens Competitivas na Hotelaria" Palestrante: Davi Portes (Palestrante motivacional).
31/08/2007
São Paulo - turismo tradicional e turismo de eventos
A carga representativa do turismo tradicional e do turismo de eventos, comporta números expressivos, todavia ainda aquém das perspectivas e das possibilidades da maior cidade do Brasil, da América Latina e segunda cidade em âmbito mundial, conforme relação abaixo: Seul Coréia do Sul 10.776.201 São Paulo Brasil 10.405.867 Mumbai Índia 9.925.891 Cidade do México México 9.815.795 Jacarta Indonésia 9.160.500 Xangai China 8.930.000 O seu crescimento como metrópole, nesses últimos 65 anos, passou aproximadamente de 1 milhão de habitantes em 1940 para 10 milhões em 2006, com o aparecimento de novos bairros e centros comerciais de primeira grandeza, incluindo inúmeros shoppings e mega-shoppings, necessitando enorme quantidade de mão de obra, que acabou procedendo do interior do Estado e do próprio País. Por outro lado, também se tornou o paraíso de emigrantes da América do Sul e do Oriente, tornando-se a capital do trabalho informal. Tradicionais bairros cresceram em superfície e modernização, adquirindo nova paisagem e aumentando a demanda por espaços habitacionais confortáveis e determinadas regiões comerciais passaram a ser divulgadoras de grifes nacionais e internacionais, bem como, albergando centros gastronômicos, de recreação e culturais de qualidade e importância, de primeiro mundo. Quase todos os acontecimentos internacionais passam por São Paulo, trazendo a cultura de outros povos e paises. São Paulo cresceu em superfície e em altura, com a construção de inúmeros arranha-céus, buscando chegar ao cimo, tal qual uma Torre de Babel. Por iniciativa do saudoso Caio de Alcantara Machado, patrono da Academia Brasileira de Eventos, idealizador, realizador e homem de grande visão, foi construído o Centro de Feiras e Convenções do Anhembi, moderno e arrojado campo' de conclaves. Desde então, São Paulo passou a sediar inúmeros eventos e feiras pioneiras, que perduram até os dias de hoje. Por outro lado, novos centros de convenções e feiras foram sendo construídos, de variado porte, em distintos locais e em diversos hotéis. Hoje São Paulo, já tem condições de abrigar megaeventos, do porte de 10 a 12.000 participantes e feiras de destinações diversas e de valor comercial consagrado.O seu início, podemos afirmar com segurança, começou com a Alcantara Machado Feiras e Eventos, realizadora de numerosos acontecimentos, de expressão variável, entre os quais, para citar alguns, como a Fenit, Salão de Automóvel e a U.D. Seguida por outros organizadores expressivos, ligados a UBRAFE - União Brasileira dos Promotores de Feiras, realizadores da Couro Modas, Hospitalar, Equipotel, Exponor, Francal, Bricolage etc. Paralelamente a oferta de lazer, também progrediu o numero de restaurantes, adquirindo São Paulo, o cognome de centro mundial da gastronomia, pois todas as culinárias internacionais, estão aqui representadas, oferecendo boa e variada degustação de sabores de distintas origens, podendo ser considerada a segunda do mundo em número de restaurantes. Os eventos de uma maneira geral são provedores de recursos econômicos e geradores de fluxo turístico de notável relevância. Por volta de Fevereiro de 2006, São Paulo, entre muitos eventos, abrigou o 30° Congresso Internacional de Oftalmologia, com 12.000 participantes, sendo 4.000 estrangeiros de 150 paises, com 5.000 expositores da indústria oftalmológica. Nesse período São Paulo foi a metrópole do mundo e da ciência oftalmológica. É evidente, que deu oportunidade a que muitos congressistas participassem das atividades turísticas e gastronômicas da própria cidade e daí grupos formados para conhecer regiões tradicionais e exóticas do Brasil, incluindo o Carnaval de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Amazônia, Iguaçu , Salvador, Pantanal, Cidades Históricas e outros destinos. Sabemos também, que é da competência do São Paulo Convention Bureau, associado á iniciativa privada, cercar os luminares ou expoentes maiores das especialidades técnicas ou profissionais, dos vários ramos do conhecimento humano, com o objetivo de trazer eventos para São Paulo. Por outro lado, a Embratur e o SP Turis, irmanados, devem buscar o turista tradicional que vem á São Paulo, por variados interesses. Com um trabalho metódico, conjugando empresa privada e governo, corrigindo as nossas dificuldades, poderemos dar uma guinada, conduzindo para São Paulo, fluxos profissionais de expressão e turistas, em grande monta. Mãos ás obras, então, com coragem, determinação e vontade de crescer. A fim de atender a demanda crescente, vários Centros de Convenções foram construídos, de porte variável, entre os quais citamos, sem qualquer ordem de grandeza. · Centro de Convenções Rebouças. · ITM Expo · Expo Center Norte. · Centro de Convenções São Luiz. · Centro de Convenções Frei Caneca. · Credicard HalI. · Fecomercio. · Centro de Feiras Imigrantes. · Memorial da América Latina. · Expo-Mart Feiras e Eventos. · Centro de Convenções Pompéia. · Milenium Eventos. Por outro lado, os principais hotéis de São Paulo, portam centro de convenções de diversas grandezas, conjugando hospedagem e organização do evento. Entre eles, arrolamos sem ordem de importância e grandeza. · Maksoud Plaza · Grand Hyatt · Unique · Pestana · W.T.C · Renaissance · Novotel Jaraguá · Bourbon Convention · Gran Meliá Mofarrej · Caesar Park Faria Lima · Holiday Inn Parque do Anhembi · Crowne Plaza · Intercontinental Temos também uma relação enorme de empresas coordenadoras e montadoras de eventos, bem como, organizadores e agências de turismo especializados. Em conclusão, possuímos locais, e profissionais gabaritados para a realização de eventos, de qualquer tipo, tamanho, destinação e conteúdo. *Mario de Mello Faro - Nasceu em Santos (SP), em 1921, e se formou em Ciências Médicas pela Escola Paulista de Medicina em 1946. Articulista de revistas especializadas, atualmente é membro do Comitê Editorial da revista Turismo em Análise, da ECA-USP. Sua produção literária contempla as seguintes obras: A Família Mello e Faro em Portugal e no Brasil; Famílias Fidalgas Portuguesas e seus Vínculos no Brasil; Histórias e Fatos; e D. Nuno Alves Pereira – Vida e Obra. Atua no segmento turístico desde 1960 e integra, como dirigente ou membro associado, diversas entidades do setor. Foi laureado com a medalha Johann Strauss, outorgada pela Comissão de Turismo de Viena, em 1976, e designado membro do Conselho Nacional de Turismo, de 1979 a 1982. É também diretor da Mello Faro Turismo e Viagens Ltda.
31/08/2007
Conhecer e utilizar os valores culturais regionais nos eventos
Contemplar e descobrir valores culturais em cada região, cidades onde nosso cliente faz a opção para realizar seu evento, passa a ser mais um item em nosso check list. Criar opções de brindes, oficinas de artesanato, música e danças típicas, além do custo benefício e agilidade de logística, surgem como atividades que podem criar ainda maior integração com o participante. Eventos utilizando recursos culturais regionais Realizar eventos dentro do nosso Brasil nos permite ampliar e aperfeiçoar nosso conhecimento cultural através da grande diversidade gastronômica, musical, de danças, roupas e artesanatos típicos de todas as influências e povos. Do Oiapoque ao Chuí, temos a opção de escolher temas que podem compor toda a cenografia, atividades de integração, parques temáticos e escolha de brindes, etc. E assim, conhecer também a história de formação da cidade, povos, suas tradições e crenças. São precisamente as características que mudam uma região da outra, que são utilizadas como fonte de pesquisa para aplicação de marketing entre outros. Dessa forma, nós organizadores de eventos, podemos utilizar esses recursos para facilitar o investimento de nossos clientes, além de planejar, preparar, treinar e motivar sua equipe, para exercer um papel importante no desenvolvimento e expansão do turismo local. Um bom exemplo desse formato, foi o jantar de um cliente realizado em Foz do Iguaçu, no Hotel Mabú, no qual o anfitrião convidou todos os participantes para a degustação do Carneiro no Buraco, um famoso prato na região, sob cantorias de músicas de raiz. Ainda no Sul, o CTG (Centro de Tradições Gaúchas) é um forte modelo de promoção dessa atividade ligado à cultura, mantendo vivos os vínculos do povo do Rio Grande do Sul. Seguindo para o norte-nordeste, festas como Bumba meu Boi – Maranhão, Festa de Parintins e Meu Boi Bumbá – Manaus, o Frevo e o Maracatu e os Cenários da Natureza, como o encontro do Rio Solimões com Rio Negro, são outros ótimos exemplos da forte ligação entre eventos e atividades culturais. Nosso artesanato indígena, cerâmicas, carrancas, nossas rendeiras e nossa cachaça fornecem uma ampla variedade de brindes para nossos clientes presentearem seus convidados. Para resumir esse assunto, que é muito amplo, mas conta com vários exemplos e informações disponíveis nos sites pela internet: para cada localidade que pesquisarmos vamos descobrir vários itens que podem agregar e valorizar nossos eventos e ao mesmo tempo promover nossa cultura. *GERALDO GIOVANI – diretor da Gera Eventos – geraldo@geraeventos.com.br Formado em Gestão de Eventos pela Universidade Anhembi Morumbi
31/08/2007
Amazônia: até quando?
No entremeio das Amazônias verde a azul, os 25 milhões de brasileiros que aqui vivem, trabalham e levantam a bandeira verde e amarela ficam angustiados ao ouvir falar da formidável biodiversidade e rica diversidade cultural, do povo criativo e generoso, da expansão performática da exportação de minérios e das grandes esperanças de um futuro sempre indeterminado e inseguro ao longo das gerações. Enquanto manchetes sensasionalistas matraqueiam sem parar sobre a insustentável devastação da floresta, biopirataria, trabalho escravo, violência, pobreza, poluição e crime organizado entre outras mazelas incuráveis debitadas à conta de usos e costumes ditos "naturais" ou culturais à guisa de desculpa de sujo a falar do mal lavado. Um visitante de outras plagas, menos esclarecido, chegando repentinamente num ponto qualquer da amazônia acreditaria de chofre que o tempo parou e, que de soluço em soluço o progresso se manifesta por espasmo, sem jamais acertar o caminho da continuidade. Seria talvez praga do infeliz "descobridor" das lendárias amazonas, Francisco Orellana; extraviado e morto ao perder-se no labirinto das Ilhas no fantastico rio Amazonas. Ou um fado medonho, uma sina perversa ou ainda a ruindade congênita da própria gente "preguiçosa" da terra? Sugiro uma reflexão além dos clichês. E descobrir longe da armadilha da luta entre o bem e o mal, o fato elementar que talvez explique o fenômeno incontornável de uma região condenada a se eternizar como periferia da periferia. Sorria, leitor; você está sendo desafiado a fazer a descoberta de um segredo de Estado. Aquilo que de tão óbvio ninguém vê e nem se lembra mais, desde o tempo do Brasil colônia. Em vez de domesticar a região a ferro e fogo, seria o caso de aprender com ela a inventar tecnologia e adaptar a cultura do branco colonizador. Fim de um certo mundo e começo de outro, melhor dizendo... O mal não é o espaço tropical nem o tempo da gente cabocla, é a cabeça feita das elites que não se acertam e que nunca pensam a mesma coisa. Desesperadas e doidas para chegar ao imaginário Primeiro Mundo. Esse contraste desconcertante e cruel que nunca chega ao fim, desde a Cabanagem e o colapso da belle époque; que ultrapassa o limite da racionalidade e do politicamente aceitável. Quando o assunto é turismo, o sentimento da sociedade amazônica vai à beira da exasperação ou se cala para sempre em depressão. É notável a inconsistência de macros politicas públicas para o negócio do turismo, promoção da ciência e tecnologia, a míngua de infraestrutura a fim de diminuir as distancias e romper o isolamento das regiões amazônicas, que as separam uma das outras e dos maiores centros do país e do mundo. Coisas que vêm sendo exaustivamente apontadas desde a era Vargas, com o célebre Plano de Valorização da Amazônia que, no fim da história, valorizou demais problemas dos incentivos fiscais e outros desacertos de triste lembrança. O que não faltam são diagnósticos, reuniões grandiosas, grandes projetos sobre tudo que se refere a Amazônia. Um pesquisador estrangeiro talvez ficasse espantado se fizesse inventário de tudo quanto já se imaginou para seu desenvolvimento e a constatação de que cedo se esquece a mirabolante proposta, que foram das concessões da companhia Ford ao Projeto Jari, passando pela megalomania do grande lago de Óbidos no sonho desvairado de um futurólogo norte-americano. Mas, o financiamento e o resultado dos investimentos são sempre escassos diante da aceleração do crescimento de velhos problemas que se misturam a novos que a modernização introduz. Todavia, o paradoxo amazônico não pára por aí. A experiência regional é considerável através de respeitáveis instituições como Museu Goeldi, INPA, Instituto Evandro Chagas, Embrapa, sem esquecer ainda universidades públicas de grande porte em Belém e Manaus, por exemplo. Então, dá para pensar que algo está errado profundamente em relação a Amazônia que queremos e a que nós temos. E que se não for o Brasil com seus vizinhos na América do Sul competentes para decifrar o enígma, muito menos para isto será capaz o mundo externo que a inventou e começou o desastre que vai a montante em todo o globo. A gente pergunta, por exemplo, o que fariam políticos e empresários de um outro país, como Cingapura por exemplo? Que não é um gigante nem possui matérias-primas, mas a fibra e a inteligência de seu povo bem instruído, assistido e educado para conviver com a realidade local e do mercado internacional simultaneamente. Para não falar mais de grandes potências comerciais e industriais colonizadoras, ou de aventuras revolucionárias e tigres asiáticos que se miram no modelo avassalador clássico. O que uma elite empreendedora poderia fazer com uma plataforma produtiva especialmente adaptada às condições amazônicas? Que resultados poderia ela obter investindo prioritariamente no desenvolvimento humano sustentável duma gente ávida por melhorar de vida neste golfão marajoara coalhado de ilhas do tamanho de países, entre duas capitais estaduais do trópico úmido, Belém e Macapá? Que elite nacional ficaria indiferente (para não dizer ignorante) diante da grandeza do rio-mar e do mar territorial brasileiro? Uma imensidão de águas e vidas aquáticas que se estende além do costão entre o cabo Orange, no Amapá; até a baía de São Marcos, no Maranhão. Basta dizer que, enquanto se discute biocombustíveis em terra agrícola; e até em santa ignorancia se queira impedir a plantação de cana de açucar na amazônia, a pesquisa científica já vai achando fonte natural em micro algas capazes de produzir muito mais óleo para geração de energia, por hectare de terreno inundado; do que qualquer cultivo disputando espaço com alimentos humanos. Ora, com exceção de raros especialistas sem grande apoio político e empresarial, o Brasil e o mundo não conhecem a costa oceânica contínua de três estados amazônicos: Amapá, Pará e a pré-Amazônia maranhense, cujo conjunto chama atenção no imenso estuário formado pelos rios Pará e Amazonas, de mais de duzentos quilômetros de largura no encontro com o oceano Atlântico, indo do Cabo do Norte (Amapá) à ponta da Tijioca (Pará), destacando-se ao centro o maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta, que é o Marajó. Aí nesse litoral está a maior densidade demográfica da Amazônia e poderia, sem prejuízo dos povos tradicionais da Floresta, acolher muito mais migrantes brasileiros caso, realmente, se concebesse um plano amazônico de desenvolvimento humano sustentável, tendo no turismo fluvial e marítimo seu caixeiro-viajante com sustentação política nacional inequívoca. Digo bem, um plano amazônico. Não um plano neocolonial, de fora para dentro; dito de desenvolvimento da Amazônia. Como tem sido, condicionado às regras leoninas do mercado internacional e reprimido internamente pelas preocupações mais regionalistas do Sul-Sudeste brasileiro do que propriamente da legítima soberania nacional.É inconcebivel que 63% do territorio brasileiro produza apenas em torno de 8 % do PIB nacional e ainda de forma insustentável em sua maioria. Não se trata de acusar este ou aquele governo como distração partidária, mas o fato de que a Amazônia não é um problema brasileiro ou mundial: ela é solução para todo mundo. A começar pelas populações locais amazônicas, como condição sine qua non. A partir dos recursos humanos amazônicos qualificados se construirá o novo edifício social, encerrando a história colonial e neocolonial de 400 anos desde a fundação de Belém do Grão-Pará. Ou, aí sim, não haverá solução. Portanto, um turismo responsável e altamente estratégico intimamente ligado às universidades amazônicas e desenvolvimento sustentável em nível de pós-graduação deveria ser a pedra de toque da mudança de paradigma cantada em prosa e verso. Está claro que o desenvolvimento da Amazônia depende mais de ação e menos de discurso numa política ousada com união de todos, tendo o homem amazônico efetivamente ao centro das decisões. Sobre a oportunidade do turismo, não há outro setor da economia com tamanha transversalidade e agregação de produtos exigindo educação, saneamento, difusão cultural e conservação do meio ambiente, primeiro beneficiando os locais e depois servindo de vetor para a produção economica. Uma política nacional e multilateral de turismo para a Amazônia, através de foro competente e da implementação efetiva do portão norte do Mercosul deveria ser a nau capitânea do desenvolvimento e da segurança territorial da nossa Amazônia Legal. *ADENAUER GÓES – Ex-presidente da PARATUR Companhia Paraense de Turismo e do FORNATUR – Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo
31/08/2007
A Importância decisiva dos eventos
O Brasil está faturando menos de 10% do que já deveria faturar no turismo internacional. E não fatura mais de 25% do que poderia faturar no turismo interno. Essa realidade preocupa-me muitíssimo. Pois fui eu, faz já meio século, quem disse aquela frase que ficou famosa: "Acredite, este país será uma potência turística" . Algumas coisas aconteceram, estão acontecendo, e vocês as conhecem melhor do que eu, para que aquele vaticínio meu acabasse tão mal. É incrível. É até doloroso. Mas é verdade. Neste país maravilhoso acontecem coisas que não tem explicação, e que os brasileiros não merecem. Acontece, por exemplo, o caos do transporte aéreo. Sem transporte aéreo suficiente e eficiente, sem aeroportos modernos e seguros, no Brasil não só é difícil o desenvolvimento turístico. Também é difícil a racionalidade do próprio país. No Brasil, os caminhos do ar equivalem, e devem equivaler, as estradas e as ferrovias de qualquer país civilizado. Um Brasil sem vias aéreas transitáveis é como uma Alemanha, uma França, um Japão, sem rodovias nem ferrovias. Esse desajuste inexplicável deixa-me profundamente triste. Pelo que sinto pelo Brasil. Porque dei o melhor da minha vida para que a VARlG fosse o que um dia foi. E, também, se alguém decidisse hoje, agora mesmo, neste instante, atualizar e racionalizar o transporte aéreo brasileiro, colocando-o no nível que de verdade faz tempo que lhe corresponde, tardaria entre 20 e 25 anos em alcançar o seu objetivo.E, quando ao final conseguisse atingir o seu objetivo, descobriria que os paises mais adiantados estariam 20 ou 25 anos por diante. Por tudo isso, que não é pouco, devemos tratar da importância decisiva dos eventos, afinal se não fosse pelos eventos, pelo setor dos eventos, pelas empresas de eventos, pelo seu trabalho e a sua inteligência, o turismo brasileiro estaria muito pior do que está. As estatísticas turísticas seriam ainda mais preocupantes. O que tem sido feito, o que estão fazendo, contra vento e maré, é um milagre, ainda que possa e deva ser melhorado. O setor dos eventos pode e deve melhorar no Brasil, ainda que o turismo propriamente dito não melhore. Por duas razões: 1ª) - porque a infra-estrutura específica que já existe para fazer eventos (centros para congressos e exposições, auditórios, estádios, teatros, espaços livres nos hotéis etc.) só tem atualmente um índice de utilização de 7% e 9%; 2ª) - porque o poder de atração de qualquer evento bem programado e bem trabalhado é sempre mais forte, mais determinante, mais convincente, com aeroportos ou sem aeroportos, que o poder de atração de uma praia, de uma paisagem ou de um museu. Pensar nessas duas coisas vale a pena, porque interessa ao turismo brasileiro em geral, e porque interessa ao setor dos eventos em particular. Deixando de lado a questão do insuficiente número de turistas, tanto de fora como de dentro, o turismo brasileiro tem outros problemas que só podem se resolver com os eventos. São esses, claro está, os problemas de ocupação continuada no tempo, e de ocupação racional, equilibrada, no espaço. Ou, dito de outra forma: são os problemas derivados da falta ocasional de demanda, ou da falta de interesse por determinados lugares. Não há negócio turístico porque não há tempo livre, ou não há negócio turístico porque a oferta se instalou longe, ou é cara, ou é inadequada. Isso acontece todo dia, quando o poder de atração é relativo: quando a oferta se apóia em argumentos de venda superficiais, e a demanda duvida entre comprar ou não comprar, porque comprando ou não comprando a vida vai continuar sendo a mesma. A solução são os eventos. Porque os eventos podem ser mais resolutivos, mais convincentes, mais definíveis, mais vantajosos, que o turismo convencional. O argumento é conhecido: o evento é aqui mesmo, neste lugar (porque sim...), e o evento é hoje, agora (ou nunca...). Com bom tempo ou com mau tempo, em inverno ou em verão, longe ou perto... O que estou dizendo pode ser polêmico. Pode parecer até utópico, porque as coisas não são exatamente assim, no mundo real das vossas empresas e dos negócios. Todo mundo sabe que as empresas brasileiras de eventos trabalham sobre tudo, na sua maioria, sempre que podem, com estratégias parecidas às estratégias das empresas que simplesmente comercializam viagens ou excursões: o cliente sempre tem a razão. Quem paga é quem decide, ou acaba decidindo, os lugares e as datas. As conseqüências dessa realidade são o pão nosso de cada dia: todo mundo quer reserva - e bom preço-, onde, e quando, tudo está reservado! Nesse ponto está a linha vermelha que separa o antes e o depois; a inércia e a inovação; a rotina e a competitividade verdadeira. A forma clássica de trabalhar, tanto no turismo como nos eventos, não é pecado nem pode ser, nem deve ser, abandonada. É a forma, muito respeitável, de trabalhar para a demanda efetiva: para a demanda que, mais ou menos, se define sozinha. Porém -creiam-me-, essa demanda não é a grande demanda, nem no turismo, nem nos eventos. A grande demanda é a demanda potencial: a que não se define sozinha, mas existe. A maioria dos mortais não sabem o que quer, nem mesmo quando está disposta a querer! A falta de iniciativa é a característica desconcertante que confunde à maioria dos humanos! Essa verdade é a verdade verdadeira do marketing mais avançado. Está demonstrada. A conhecem bem as operadoras que promovem e vendem destinos turísticos, de forma massificada, sem que ninguém tenha demandado esses destinos previamente, nominalmente, realmente. Se isso é assim no turismo de massas, por que é que não vai ser nos eventos? O quê é que impede que o setor brasileiro dos eventos programe mais e melhores eventos, lógicos e coerentes, em mais lugares, todos os dias, sempre, continuadamente, para atender à inesgotável demanda potencial, que os compraria, ainda que não os conheça, nem os peça, por antecipado? A estratégia consiste, então, simplesmente, em dar resposta às mil necessidades reais que a sociedade tem, mas que ninguém administra, por mil motivos: em atuar como se as empresas de eventos fossem o departamento de marketing da sociedade em movimento. Fazendo o que sugiro, sem prejudicar - nem alterar - o que já está sendo feito, que já é magnífico, o setor brasileiro dos eventos cresceria de forma espetacular; as instalações concebidas para fazer eventos, se aproveitariam mais e melhor; os destinos turísticos brasileiros menos favorecidos encontrariam uma boa alternativa para ser mais competitivos; as datas ou temporadas de baixa ocupação turística seriam reativadas, em todo o País. De tão simples, e de tão lógico, o que estou propondo pode surpreender. Pode, até, encontrar incompreensão. Como é que se faz? De onde sai a iniciativa -sai, por acaso, da simples inspiração? A inspiração não é precisamente um defeito, não. Mas é, para o que estamos falando, um recurso insuficiente - precário. A resposta séria e profissional, que leve a uma programação séria e competitiva, sairia de uma investigação metódica - de um estudo de mercado sério e continuado. Para consolidar o setor brasileiro dos eventos, na sua atividade presente e no seu previsível crescimento imediato, se faz necessária a edição na internet de um Guia Geral Permanente dos Eventos do Brasil. E, para desenvolver uma Oferta Criada, em função da Demanda Potencial que estamos comentando, seria necessário um estudo sistemático do mercado, da programação e da planificação dos eventos que podem ser viáveis e lucrativos, com independência de qualquer motivação prévia de terceiros. O Guia Geral seria um negócio autônomo, independente, fácil, muito lucrativo, aberto à inserção voluntária, comercial, paga, de todos os calendários, e de todas as campanhas, que no Brasil inteiro dependem da responsabilidade e do dinheiro das instituições, das empresas e dos profissionais que se dedicam, de uma forma ou de outra, a organizar eventos. Tecnicamente, esse Guia Geral não seria outra coisa que uma página web, que funcionaria como uma secção sem-fim de classificados (de pequenos anúncios). E com ele, com o Guia Geral, além de ganhar dinheiro se resolveriam alguns problemas importantes: o custo atual, as vezes insuportável, da divulgação de qualquer evento; a enorme dificuldade de sempre, dessa mesma divulgação, para ser eficiente ante a necessidade de comunicar ofertas e demandas quase sempre separadas pelo espaço geográfico; a perda de clientes (e de faturamento) que não encontram os eventos que poderiam interessar-lhes, porque não são atingidos pela divulgação convencional, ou porque só dispõem dos buscadores de Internet. (Um buscador é o contrário de um guia. Se busca o que, de alguma forma, se conhece antecipadamente. Um guia serve, igualmente, para buscar. Mas serve, sobre tudo, para encontrar o que não se buscava...). O Guia Geral Permanente dos Eventos do Brasil também resolveria o problema de imagem do setor dos eventos: a idéia generalizada de que é um setor "secundário", "auxiliar", "estranho". * Professor Domingo Hernández Peña - Nasceu na ilha de Lanzarote (Espanha), mas tem morado desde muito jovem em diversos lugares da Europa continental e da América. Atualmente mora em Madrid. É publicitário, jornalista, escritor, editor, Consultor de Imprensa Periódica, na Europa e na América Latina.    - Professor de Teoria e Técnica do Turismo.   - Introdutor da planificação turística sistemática na América Latina.   - Autor de Metodologia para a Utilização do Conhecimento Turístico.   - Planejador do primeiro Curso Superior de Turismo do mundo.   - Honoris Causa, pela Universidade Anhembi-Morumbi.   - Secretário Geral da Confederação Canária de Empresários.   - Assessor de José María de Areilza, ministro de Exteriores da Espanha.   - Secretário Geral de Acción Ciudadana Liberal.   - Consultor de Marketing Político.
09/08/2007
Promover o Destino Brasil no exterior é estratégia para o processo de inclusão social
A Agenda do Turismo Brasileiro está pronta. Resultado da experiência acumulada, em quatro anos, na promoção do Brasil no exterior, e seguindo diretrizes da segunda fase do Plano Aquarela de Marketing Turístico Internacional, a agenda amplia as oportunidades de negócios turísticos para os próximos doze meses, em eventos diversos em 30 países. Ela também foi construída a partir das necessidades do mercado interno e externo e das secretarias estaduais e municipais de Turismo. Com a agenda, empresas, associações e entidades do mercado turístico, operadores, agentes de viagem e secretarias estaduais e municipais de Turismo poderão organizar antecipadamente suas ações no mercado internacional até junho de 2008 . A agenda promocional no exterior é um dos instrumentos responsáveis pelos avanços conquistados pelo Brasil no mercado internacional, desde que foi criado o Ministério do Turismo e construídas as estratégias de atuação, aqui e no exterior. Hoje recebemos mais turistas estrangeiros, que produzem uma receita cambial mais significativa para a economia nacional e que passam mais dias no país, ampliando suas vivências com a diversidade cultural e natural que nos caracteriza. O Brasil também conquistou a liderança como destino na América do Sul. Queremos alcançar degraus ainda mais altos. Para isso, chamamos empresários, entidades e órgãos públicos a somarem esforços com o Governo Federal para comemorarmos, daqui a um ano, os grandes resultados que virão da participação brasileira em feiras, seminários, workshops, encontros, salões de negócios. Agentes públicos e privados, juntos, têm construído uma grande articulação para promover o Destino Brasil. Nova Imagem Agora, vamos inaugurar uma nova imagem, somando à Marca Brasil a nossa Maravilha do Mundo Moderno, o Cristo Redentor. Também passamos a contar, como elemento de divulgação do Destino Brasil, com os resultados positivos que o país obteve na realização dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro. A diversidade natural e cultural do nosso país é também o nosso grande diferencial. Todos sabemos que o Turismo brasileiro vive um momento de grande desafio em sua história: superar os impactos negativos da crise aérea sobre o setor. A preocupação maior é com a manutenção dos empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva do turismo. E, também, recuperar as perdas nos negócios, que são mais sentidas em alguns segmentos. O Governo Federal trabalha para dar as soluções que o setor aéreo nacional necessita. No Ministério do Turismo, atuamos junto a órgãos governamentais para atender às reivindicações do setor. Já conseguimos a inclusão das empresas nos benefícios do FAT Giro Setorial, uma boa alternativa para dar fôlego ao turismo. Embora seja hoje um dos principais produtos na pauta de exportação brasileira, o turismo até então não tinha conseguido ser beneficiário de alguns programas de governo que foram criados justamente para fortalecer as empresas exportadoras. Outra iniciativa do Ministério do Turismo foi a formação de um grupo de trabalho, junto com os ministérios da Fazenda e do Trabalho e Emprego e mais a Receita Federal, para apresentar propostas que deverão desonerar o setor. Redução de impostos, flexibilização na concessão de vistos para os turistas estrangeiros, principalmente americanos, estarão na pauta de discussões que brevemente será concluída. Enquanto atuamos para solucionar questões de crise, damos prosseguimento ao plano de trabalho que levará o Brasil a saltos mais elevados. Na pauta de exportações já competimos com a indústria automobilística. E a Agenda de Promoção Comercial do Turismo Brasileiro representa o grande esforço que será feito pelo MTur/Embratur no exterior, seja em feiras, captação de eventos, apoio à comercialização, atividades dos Escritórios Brasileiros de Turismo ou campanhas publicitárias e ações de relações públicas. Promover e incluir Estas são ações afirmadas no Plano Nacional de Turismo – 2007 /2010 como instrumentos para que, em 2010, tenhamos conseguido gerar uma receita cambial turística de US$ 7,7 bilhões. São recursos que circularão na economia nacional e contribuirão para a geração de 1,7 milhão de novos empregos e ocupações em atividades turísticas, também nesses quatro anos. O setor emprega no país dois milhões de pessoas diretamente e indiretamente mais seis milhões. É uma atividade que também apresenta grandes chances de mobilidade social. Podemos crescer muito. E dar ao Turismo o lugar que lhe cabe no processo de inclusão social que temos visto ser prioridade de governo no Brasil.
09/08/2007
Novo modelo de gestão: mais e melhores resultados
Os novos tempos demandam cada vez mais das instituições, tanto públicas quanto privadas, uma administração dinâmica, ágil, desburocratizada e transparente - exigências mínimas para a inserção do país na nova ordem internacional. A adoção de um novo modelo de gestão – com a descentralização na execução das políticas públicas, a mudança nos mecanismos de planejamento e o uso de modernas tecnologias da informação na prestação de serviços públicos - não é apenas uma exigência de um mercado altamente competitivo. Também vem de encontro às necessidades que enfrentamos diariamente na Embratur, braço do Ministério do Turismo responsável pela promoção do Brasil no exterior. Criada como empresa pública e redefinida como autarquia especial, a Embratur foi, até 2003, o único órgão federal responsável pelo turismo no país. Com a posse do presidente Lula e a criação de uma pasta ministerial exclusivamente dedicada ao setor, a Embratur iniciou um amplo processo de reestruturação e passou a ser responsável pela promoção, marketing e apoio a comercialização dos produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros no exterior. Agora com um foco definido - a atração de turistas estrangeiros para o país -, tornou-se necessário construir conceitos, estratégias, planos e projetos. Elaboramos um plano de marketing de longo prazo, o Plano Aquarela, amplamente discutido com todos os segmentos da cadeia produtiva do turismo, resultando num aprofundamento dos compromissos que assumimos de desenvolver o mercado internacional de turismo para o Brasil. Neste momento nos encontramos na implantação e divulgação da segunda fase do Plano. O conceito estratégico é a diversificação da imagem do país. Para isto, foi integrada ao programa de promoção e marketing, a essência da cultura brasileira, sua diversidade étnica, social e cultural. O trabalho de marketing internacional da Embratur está orientado para a construção do Brasil como destino turístico moderno, com credibilidade, alegre, jovem, hospitaleiro, capaz de proporcionar lazer de qualidade, novas experiências aos visitantes e realizar negócios, eventos e incentivos – tudo com competitividade internacional. Com profissionalismo, nossas ações estão tendo planejamento, continuidade e formas criativas e inovadoras de comunicação e distribuição nos principais países emissores do mercado internacional. Os mecanismos de apoio à comercialização dos produtos, serviços e destinos turísticos estão priorizando os mercados já definidos e, com o possível aumento de recursos, poderemos incorporar também novos e promissores mercados. Porém, neste longo processo de busca por resultados e por novas formas de divulgação da imagem do Brasil no exterior, nos deparamos com diversas dificuldades de ordem administrativa, orçamentária, financeira e até legal. Para citarmos um exemplo, invocamos a criação dos Escritórios Brasileiros de Turismo e toda a discussão jurídica em que se deu a sua implantação. Nas questões orçamentárias e financeiras, temos o calendário de feiras e eventos que se inicia em setembro e termina em abril do ano seguinte - período em que o orçamento encontra-se contingenciado a maior parte do tempo. Também não temos base legal para promover parcerias com a iniciativa privada, de fundamental importância para alavancarmos o nosso potencial de promoção da imagem do país no exterior. Assim, a partir do levantamento das nossas apreensões e desejos, levados ao governo federal, fomos incluídos no programa de modernização de gestão que irá se iniciar com a possível transformação da Embratur numa fundação estatal. A proposta, caso aprovada, criará uma fundação pública de direito privado, vinculada ao Ministério do Turismo, regida por todas as normas da iniciativa privada. A governança corporativa será feita por um Conselho Deliberativo presidido pela Ministra de Estado do Turismo e que contará com a participação de órgãos públicos e privados que tenham assento no Conselho Nacional de Turismo. Além disso, uma Diretoria Executiva e um Conselho Fiscal serão parte dessa governança. Com a criação da fundação, haverá mais agilidade na contratação e os funcionários serão recompensados por bom desempenho, podendo haver ganhos por desempenhos individuais e coletivos. Como contrapartida, assinaremos um contrato de gestão com metas claras de resultado e avaliação de desempenho. Estamos trabalhando arduamente para colocar de pé mais este desafio, para o qual, contamos mais uma vez, com todo o apoio do trade turístico brasileiro.
09/08/2007
Cidade do Rio de Janeiro aumenta sua competitividade
O ano de 2007 já pode ser considerado como um marco no processo de fortalecimento das vantagens competitivas da cidade do Rio de Janeiro, que vive um momento muito especial: acabou de sediar os Jogos Pan-americanos, demonstrando ótima capacidade organizacional como sede de grandes eventos; o Cristo Redentor, com o apoio de todos os brasileiros, foi eleito uma das novas 7 Maravilhas do Mundo, em votação promovida pela Fundação New 7 Wonders; estamos às vésperas do Parapan-americano que pela primeira vez acontece na mesma cidade-sede do Pan-americano; e consequentemente os hotéis tiveram uma ocupação média de 85%, uma excelente taxa considerando-se que a média padrão anual tem variado em torno de pouco mais de 60% e o mês de julho costuma ter um a ocupação média de apenas 56%. Quanto ao que se refere à indústria do turismo de eventos, há algum tempo o setor se queixava da pouca opção de espaços para eventos na cidade ou da necessidade de reforma, para maior conforto e atualização técnica, nos espaços já tradicionais. Pois, vemos que tanto o governo municipal quanto a iniciativa privada perceberam essa brecha e investiram no segmento. Acreditando na força do turismo, o governo municipal, em parceria com a iniciativa privada, investiu na construção de um centro de convenções – o RioCidadeNova –, próximo ao centro da cidade, preenchendo a falta de um espaço para eventos de médio porte e mais central, de mais fácil acesso para os participantes – facilidade de transporte público, inclusive o Metrô, e estacionamento para 1.500 veículos. O RioCidadeNova tem área de exposição de 5 mil m2 e auditório para até 2 mil pessoas. Por iniciativa do governo municipal, o Centro de Convenções Riocentro, o maior da América Latina com mais de 100 mil m2 de área construída e 517 mil m2 de área total, foi privatizado em acordo no qual a empresa concessionária se obrigava a reformá-lo e a investir em mudanças para sediar os Jogos Pan-americanos. A empresa concessionária, GL Events, francesa, assumindo o compromisso, reformou totalmente o pavilhão de congressos, climatizou os pavilhões de exposições e feiras, e investiu também em tecnologia, transformando o Riocentro em um centro de convenções moderno, mais confortável e atrativo para a realização de qualquer tipo de evento. Ainda, a Rede Windsor de hotéis inaugurou, há uns dois anos, o hotel Windsor Barra que tem um grande centro de convenções, ampliado ainda mais recentemente. O centro de convenções do hotel pode acomodar quase 2 mil participantes em plenária e tem 8 mil m2 de área total. Sem falar nos novos equipamentos esportivos construídos para o Pan-americano, tais como o Estádio João Havelange, mais conhecido como Engenhão (futebol e atletismo), o Parque Aquático Maria Lenk (natação, nado sincronizado e salto ornamental), o Velódromo (ciclismo e patinação de velocidade) e a Arena Multiuso (ginástica artística e basquete), estes três últimos construídos no Autódromo, as reformas do Maracanã, Maracanãzinho e do Estádio de Remo da Lagoa, que colocam a cidade como um destino de ponta para a realização de eventos esportivos. Equipando-se cada vez mais e melhor, a Cidade Maravilhosa está se transformando em um destino de excelência não só para o turismo de lazer, mas também para qualquer tipo de evento, seja esportivo, corporativo, cultural, educativo, científico etc. Também contribui para a maior competitividade da cidade para sediar eventos, a redução do Imposto Sobre Serviço (ISS), de 5% para 2%, cobrado das empresas responsáveis pela organização de feiras, congressos e eventos em nossa cidade. Esta diminuição dos custos de organização sem dúvida torna-se um atrativo em uma cidade que é ao mesmo tempo cosmopolita e também um balneário, primeiro destino brasileiro e a cidade mais visitada entre os turistas estrangeiros. O trabalho de apoio à captação de eventos, desenvolvido pelo Rio Convention & Visitors Bureau, já percebe isso em seus resultados: somente no primeiro semestre do ano, com esforços diretos da Fundação, foram atraídos para a cidade, entre nacionais e internacionais, 12 eventos, o que representa, comparado ao número do ano passado, um aumento de 120%. Com esses importantes investimentos, vemos os governos municipal, estadual e federal, juntamente com a iniciativa privada, acreditarem cada vez mais na verdadeira vocação do Rio de Janeiro que é o turismo. Fica pendente uma questão fundamental estruturante que é a melhor distribuição da malha aérea internacional de modo a atender a verdadeira demanda do turismo receptivo que pede vôos diretos para a cidade do Rio de Janeiro. Com essa conjuntura bastante favorável, com todos esses novos equipamentos e, claro, os espaços já tradicionais da cidade como os centros de convenções dos principais hotéis, sem contar a beleza estonteante da cidade, que mistura montanha e mar numa interação sem igual no mundo, sem sombra de dúvida nossa cidade tem aumentada sua competitividade no mercado de eventos. Paulo Senise Diretor Executivo Rio Convention & Visitors Bureau
08/08/2007
Constituído o IBEV - 1º centro especializado em capacitação e atualização
O IBEV – Instituto Brasileiro de Eventos foi constituído oficialmente, tornando-se o primeiro centro especializado em capacitação e atualização, voltado exclusivamente aos profissionais do setor. O Instituto tem entre seus objetivos a realização de cursos, treinamentos, consultorias e pesquisas para todo o mercado brasileiro. O grupo responsável pela criação e fundação do Instituto é composto por especialistas reconhecidos e com longa vivência no mercado, acumulando anos de experiências acadêmicas e profissionais. “O IBEV nasce com a intenção de estimular o intercâmbio de informações no setor de eventos, que movimenta anualmente mais de 700 mil empregos diretos e indiretos no Brasil”, afirma o presidente Rogerio Hamam, que possui título de mestrado, sete anos de atividades docentes e 17 anos de atuação à frente da sua empresa, a R. Hamam Eventos. Dentre os integrantes da diretoria, ainda fazem parte: o vice-presidente, Sérgio Arantes Filho (Revista Eventos); o diretor técnico, Paulo Bruin (consultor); a diretora de formação, Vanessa Martin (consultora); o diretor de comunicação Alberto Danon (ADCom); o diretor de pesquisas, Armando Zogbi (Mut-Art); e Paulo Passos, atual executivo do ITM Expo e com larga experiência acumulada através da participação direta e indireta em mais de 200 eventos: “Conseguir unir um grupo tão forte para desenvolver este projeto é um passo enorme para atingirmos nossos objetivos”, afirma Passos, também idealizador do IBEV juntamente com Rogerio Hamam. O IBEV pretende trazer uma expressiva contribuição para o constante desenvolvimento técnico das atividades relacionadas com eventos. “É de suma importância, para o contínuo fortalecimento de todo o setor, a união, a harmonia e o trabalho conjunto de todas as lideranças que o compõem. Por isso, o IBEV espera contar com a participação e apoio de entidades como a Abeoc, Ubrafe, FBC&VB, Ampro, Abraccef, Abih e Abgev”, explica Hamam. As primeiras iniciativas da instituição ocorreram com a realização dos cursos “Captação de Eventos”, ocorrido no mês de dezembro na Fecomércio, e “Gestão de Eventos” em junho no Paulista Wall Street, e recentemente “Gestão Comercial de Espaços para Eventos”, na última semana no Holiday Inn.
08/08/2007
Fórum de Secretários conhece estratégias do Plano Aquarela
A Embratur apresentou ontem, 8, em Manaus (AM), a segunda fase do Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional para os secretários estaduais, durante a 37ª reunião ordinária do Fórum de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo. A principal novidade apresentada foi a ficha com recomendações de ações de marketing já direcionadas para o perfil de cada estado, contendo sugestões de países prioritários, perfis, segmentos e as principais feiras e eventos em que investir. Também foi apresentada a Agenda de Promoção Comercial do Turismo Brasileiro no Mercado Internacional, que prevê as principais feiras, eventos e ações no plano de trabalho do Instituto para 2007/2008. A nova estratégia para a promoção internacional do País acontece a partir desse semestre e tem como meta trabalhar mais fortemente com ações de relações públicas e campanhas de mídia voltadas para o consumidor final. O objetivo é estimular a publicação de matérias sobre os destinos brasileiros nos veículos de imprensa internacionais. Argentina, Estados Unidos e Portugal, os maiores emissores de turistas para o Brasil, passam a contar com a atuação em tempo integral das agências de RP, e não apenas em ações pontuais, como vinha sendo feito anteriormente. “As ações de mídia são importantes para criar visibilidade, mas são os editoriais que criam o desejo e a motivação para conhecer o destino", afirmou a presidente da Embratur, Jeanine Pires. A presidente aproveitou a oportunidade para fazer um apelo para que os estados invistam em ações de promoção conjuntas e integradas com a 2ª fase do Plano Aquarela, como forma de minimizar esforços e recursos e potencializar as ações, evitando desgastes nos mercados. "Precisamos desenvolver ações de forma coordenada entre os estados, observando o foco do produto direcionados a cada destino potencial e as orientações do Plano Aquarela”, destacou. A programação contou ainda com a participação do secretário-executivo do Ministério do Turismo, Luiz Barreto, do secretário nacional de Políticas do Turismo, Airton Pereira, e do secretário de Programas de Desenvolvimento do Turismo, José Evaldo Gonçalo, que abordaram o tema da descentralização de verbas para os estados. Após o encontro, os dirigentes participaram, juntamente com a ministra Marta Suplicy, da abertura do 19º Congresso Nacional da Abrasel - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, no Diamond Convention Center de Manaus.
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