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Políticas do Turismo
publicado em 06 de novembro de 2018 - 21h42

Um copo meio cheio

“O Turismo precisa de um Paulo Guedes, de um Sergio Moro, com experiência, garra e que acredite que o setor é um grande gerador de conhecimento, renda e empregos”.

Da Redação
 Carlos Prado, presidente da Abracorp

Carlos Prado, presidente da Abracorp, em entrevista exclusiva para o Portal Eventos, coloca algumas considerações que complementam seu artigo abaixo. “Evidentemente, se for possível que o turismo tivesse uma luz única, seria espetacular, mas, hoje, o Brasil precisa passar por um choque de gestão, precisamos de um Brasil mais eficiente, o que significa não ter um monte de ministérios e não ter recursos financeiros nem material humano para investir”.

“Nossa primeira prioridade é a que está no documento que a Abracorp assinou em conjunto com as demais entidades do trade, no sentido da continuidade do Ministério, mas também estamos preocupados com o fato de que o Brasil precisa mudar, não podemos continuar com uma estrutura, uma máquina, um estado inchado, não existe mais espaço para isso no mundo atual”, afirma Prado, que diz ainda que “num tempo de internet das coisas, de blockchain, é sempre possível fazer alguma coisa para otimizar os recursos, de um lado você diminui o que gasta em coisas não essenciais e toca naquilo que é essencial”.

Segundo o presidente da Abracorp, “seja um ministério focado no turismo, seja uma secretaria em outro ministério, o importante é que seu comando seja ocupado por gente que faz. Um ministro que tenha experiência no turismo, que tenha vivido no turismo e, principalmente, que acredite no turismo; precisar ser um gestor, que tenha capacidade de negociação , porque ele vai precisar negociar com outros ministérios, com deputados, com empresários. Alguém que acredite que é fundamental a inserção do Brasil no mercado internacional do Turismo”.

Se o novo presidente “vai colocar um Paulo Guedes na Fazenda, um Sérgio Moro na Justiça, o que almejamos é que coloque no Turismo algum nesse diapasão. Não podemos nos contentar com menos. O Governo é uma corrente, se um de seus elos for mais fraco, menos consistente, o risco de fracasso aumenta. Por isso, precisamos de um ministro com garra, que respire o turismo, como faz o Vinicius Lummertz, que acredite que o turismo é um grande gerador de recursos e empregos”, lembra Carlos Prado que enfatiza “estar otimista, que não olha um copo meio vazio, eu olho sempre o copo meio cheio”.

Presidente Bolsonaro, o turismo quer e pode ajudar

Carlos Prado*

O país, a despeito do clima nervoso da campanha eleitoral, sai fortalecido pela forma ordeira e republicana com que o pleito se realizou. O resultado da votação, incontestável, legitimou a vontade popular e descortinou a antevisão de cenários iminentes pelas lideranças empresariais.

Como protagonista da ampla cadeia turística, onde se insere a indústria de viagens corporativas, busco captar, filtrar e analisar os primeiros movimentos do eleito, definições de ministros e ministérios etc. Tudo isso com a lupa focada na relevância que será dada ao turismo como opção segura, rápida e viável à recuperação econômica do país.

A expectativa da Abracorp, e de toda a cadeia produtiva do setor de turismo, pode ser resumida em duas premissas: 1- Cabe ao governo centrar foco e priorizar ações ao setor de viagens e turismo. 2- A Abracorp e toda a cadeia produtiva do setor de viagens e turismo estão empenhados em trabalhar a favor do desenvolvimento da atividade econômica.

Vejo com bons olhos os propósitos declarados pelo economista Paulo Guedes no sentido de que é preciso reduzir impostos, em vez de distribuir subsídios. Também enxugar a máquina pública e promover a desburocratização, para que investimentos privados possam prosperar com ganhos de produtividade e competitividade.

O redesenho dos ministérios, em gestação, é compreensível. A eventual fusão, que resulte na nomenclatura Indústria, Comércio e Turismo, cogitada como alternativa, é bem avaliada pelos players e lideranças setoriais. Porém, em qualquer hipótese, defendemos que haja recursos e estrutura compatíveis com a importância do setor. Quem sabe um aparelho mais ágil e resolutivo, sob a chancela de uma mega secretaria.

A expectativa inclui a percepção clara, por parte do governo, de que o Brasil é o destino número um no ranking mundial dos países com mais atrativos naturais. E o oitavo com mais atrativos culturais. O fortalecimento integrado do nosso receptivo, por meio de políticas de Estado – e não apenas de Governo – abrirá as portas dos nossos tesouros para o mundo. Nosso portfólio ganhará destaque nas vitrines internacionais, para atrair viagens a lazer e a negócios.

Todos sabemos, muito bem, que o mercado de viagens corporativas anda, avança e prospera ao ritmo da roda da economia. Executivos e técnicos cruzam o planeta com mais intensidade quando o deslocamento se justifica. E é nesse clima de expectativa e esperança que todas as entidades do trade estão unidas e articuladas para que possamos nos posicionar à altura da força que representamos. A união setorial e de toda a cadeia de valor é o nosso ativo mais valioso.

*Carlos Prado é empresário e presidente do Conselho de Administração da Abracorp

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