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publicado em 14 de novembro de 2017 - 20h 8

Luigi Rotunno promove debate sobre UBER e AIRBNB em Porto Seguro

Num período de forte desemprego,UBER e AIRBNB são alternativas para geração de renda para quem tem um carro ou um quarto disponível.

Da Redação

Não à concorrência desleal com taxistas e hoteleiros, mas UBER e AIRBNB vieram para ficar e a melhor forma de enfrentá-los não é através da proibição e sim da união em prol do turista e utilizando a tecnologia. Esse foi o resultado do debate “A Revolução dos App’s”, organizado pelo CEO da agência de marketing digital de destinos YaaYoo Fusion Thinking, Luigi Rotunno. Mais de duzentas pessoas participaram do encontro, ontem (8/11) no Bombordo de Porto Seguro-BA. “O novo modelo de negócio é digital, não vejo outra saída”, enfatizou Luigi Rotunno.

Num período de forte desemprego, como o atual, UBER e AIRBNB se oferecem como alternativas para geração de renda para quem tem um carro ou um quarto disponível, uma nova forma de trabalhar, um trabalho temporário e um trabalho 100% autônomo. “UBER e AIRBNB eu diria que são ´sexy´, seduziram os Millennials, conseguem comunicar de uma forma que seduz o cliente”, comentou Luigi Rotunno, "atacá-lo de frente obtém o efeito contrário”.

AIRBNB começou como forma de compartilhar um quarto dentro da própria casa e hoje representa uma nova forma de hospedagem que vale US$ 25 bilhões em 8 anos, “e isso com somente 3 mil funcionários, sem ter imobilizados, gerando comissões gigantescas com pouquíssimas despesas”, explicou Luigi Rotunno, “como hotelaria e resorts estamos lutando para que paguem impostos como nós para não ter concorrência desleal e não estamos falando de números pequenos, em Porto Seguro temos 15-20 mil leitos dos condomínios que não estão cumprindo as mesmas regras dos hotéis”.

“Nosso público são os Millenials, um público extremamente conectado que nasceu com a internet e nem cogita viver sem conexão", explicou Luigi Rotunno. “Porto Seguro já deveria ter um aplicativo do destino turístico dentro do aplicativo dos taxistas, dos restaurantes, dos hotéis etc. Uma vez em Porto Seguro, o turista deveria ter tudo na palma da mão. E digo mais, em Porto Seguro o Turismo deveria ser ensinado nas escolas, porque a verdadeira transformação vem dos jovens para os adultos”, concluiu. De acordo com Rotunno, o que vale hoje é a “reputação social”, de um destino ou de um estabelecimento, através das experiências feitas pelos amigos e parentes dos potenciais viajantes.

O taxista e vereador Robinson Vinhas relatou a difícil situação em que se encontram os taxistas com a chegada do UBER. “Tem capitais como Recife que tem 7 mil táxi e 20 mil UBER, o valor do ponto despencou de 300 mil reais para 45 mil e ninguém quer”, ressaltou Robinson. “Nós estamos abertos ao debate com a sociedade, até para discutir preços, mas estamos contra estes clandestinos, porque para nós são clandestinos”. Robinson elogiou a atitude de Luigi Rotunno de prometer o fornecimento gratuito de um aplicativo para os taxistas de Porto Seguro: “Nós acreditávamos que Luigi fosse um representante da UBER em Porto Seguro e o convidamos para conversar com os taxistas e vimos que era outra coisa, que promoveu um debate sincero e saudável e por isso o agradecemos”, avaliou.

Vinicius Bacelar, representando a OAB-Porto Seguro, explicou que ainda não existem leis especificar para os aplicativos, mas existem diretrizes traçadas pela própria Constituição, princípios de liberdade de iniciativa e outros. “Como OAB, somos contra a proibição e contra a concorrência desleal, depois cabe ao Estado legislar e regulamentar, caso haja desequilíbrios”, explicou. Segundo Rodrigo Trevisol, representando a ABIH, cabe à entidade acionar o poder público e denunciar os abusos. “Muitos condomínios têm em suas convenções que trata-se de condomínios residenciais e não comerciais, portanto não podem ser utilizados para finalidade comercial", ponderou.

Fonte: Assessoria

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