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publicado em 29 de junho de 2020 - 10h25

Carnival, maior operadora de cruzeiros no mundo, vai vender navios para cobrir US$ 4,4 bilhões de prejuízos em 2020

Anúncio foi feito na semana passada. Navios atracados geram prejuízos de US$ 250 milhões mensais, apenas com manutenção.

Da Redação

 Navios da Carnival atracados
A Carnival Cruise Line, maior operadora de cruzeiros do mundo, anunciou que planeja vender seis de seus navios para amenizar as perdas causadas pela crise do novo coronavírus.

A companhia relatou um prejuízo de US$ 4,4 bilhões no segundo trimestre de 2020 e, por isso, anunciou na última quinta-feira (18) que estava “acelerando” seu processo de vendas dos navios para equilibrar as contas. Entretanto, a empresa não revelou quanto vai cobrar por cada embarcação.

A Carnival voltou a prolongar a suspensão de suas operações na América do Norte até 30 de setembro de 2020, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A Carnival tinha anunciado inicialmente uma pausa voluntária de 30 dias nas operações no dia 13 de março e agora estendeu pela terceira vez a suspensão das atividades. Neste período, a empresa concluiu o repatriamento de 29 mil tripulantes para mais de 100 países.

Assim que retomarmos o serviço, tomaremos todas as medidas necessárias para garantir a saúde e a segurança de nossos hóspedes, tripulação e comunidades que trazemos aos nossos navios a fim de manter a confiança do público em nossos negócios”, disse a presidente da Carnival, Christine Duffy. “No entanto, pedimos desculpas por interromper o planejamento de férias e agradecemos a paciência enquanto trabalhamos nessas decisões”, completou.

Segundo dados da Carnival, a administração e a manutenção de navios atracados custam à empresa cerca de US$ 250 milhões por mês.

Depois de divulgar os balanços, a Carnival ainda afirmou que a o cenário do turismo marítimo segue incerto e diz não saber quando a situação deve se estabilizar ou voltar ao normal. Por conta dessas incertezas, a companhia declarou não ter uma previsão de quando recuperará suas receitas.

Quanto mais longa for a pausa nas operações com hóspedes, maior será o impacto na liquidez e na posição financeira da empresa”, afirmou a companhia em seu último relatório financeiro.

Embora a Carnival tenha oferecido aos seus clientes a chance de remarcarem suas reservas para uma data futura, metade deles solicitou um reembolso em dinheiro, de acordo com informações da empresa.

A companhia ainda acrescentou que, embora a demanda tenha mostrado alguns sinais de melhora nas últimas semanas, o número de novas reservas feitas em maio para cruzeiros em 2021 caíram em comparação com o ano passado.

Com o avanço do coronavírus pelo mundo, o setor de turismo marítimo entrou em colapso total, principalmente depois que muitos navios – incluindo alguns pertencentes à Princess Cruises, da Carnival – tiveram infectados a bordo, se tornaram grandes focos de contaminação e foram obrigados a realizar uma quarentena forçada em diversos portos pelo planeta.

Ainda segundo a companhia, globalmente, existem cerca de 21 mil funcionários presos em 49 navios diferentes que ainda não conseguiram atracar devido a restrições governamentais de diversas nações diferentes.

Fonte: Infomoney

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