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publicado em 30 de maio de 2008 - 18h44

Chega ao fim 10o. Festival de Cinema Brasileiro de Paris

Da Redação

Terminou nesta terça-feira, 27 de maio, a décima edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que teve início no dia 07 de maio. Organizado pela Associação Cultural Jangada, o evento contou com a presença de 8 mil espectadores e 30 convidados brasileiros, entre atores, produtores, diretores e pessoas ligadas aos 44 filmes exibidos.

 

Pela primeira vez na história do festival, o evento teve ampliado o seu prazo de exibição de uma para três semanas. Nesses 20 dias, o público teve a oportunidade de conferir os longas-metragens brasileiros em três salas de cinema de Paris: L’Arlequin, Action Christine e Le Latina.

 

Melhores momentos

 

- O festival começou com a apresentação de Não Por Acaso, de Philippe Barcinski. A festa de abertura aconteceu depois da sessão na péniche Le Quai, um bar flutuante que fica às margens do Rio Sena. Já estavam em Paris e foram prestigiar o evento os diretores Hermano Penna (Olho de Boi), Lina Chamie (A Via Láctea), Philippe Barcinski (Não por Acaso) e Paulo Caldas (Deserto Feliz), além dos produtores Lara Pozzobon (Incuráveis) e Julio Uchôa (Sem Controle).

 

- Durante os dias 08 e 13 de maio aconteceu a Mostra Competitiva, no Cine Arlequin, onde foram premiados:

Melhor filme - avaliação do júri: Mutum, de Sandra Kogut e Deserto Feliz, de Paulo Caldas.

Melhor filme - avaliação do público: Saneamento Básico, de Jorge Furtado.

Melhor atuação: Dira Paes (Incuráveis) e Nash Laila (Deserto Feliz).

Curiosamente, não houve prêmio para melhor ator. O júri ficou tão entusiasmado com a atuação feminina que resolveu premiar duas atrizes ao invés de dividir com um ator.

 

- Jorge Furtado, ao receber o prêmio de melhor filme pelo voto popular, se desculpou por não falar francês e disse que estava surpreso com o tempo em Paris: “não sabia que aqui fazia tanto sol, vou voltar bronzeado para o Brasil”.

 

- Lara Pozzobon, produtora de Incuráveis, recebeu o prêmio de melhor atriz em nome de Dira Paes, que está no Rio, onde acaba de dar à luz ao seu primeiro filho. Disse que Dira, apesar de ser uma atriz muito experiente, se entrega ao papel de uma maneira muito intensa, muito verdadeira.

 

- Paulo Caldas recebeu o prêmio de melhor atriz por Nash Laila, pela sua atuação em Deserto Feliz. O diretor agradeceu novamente pelo prêmio e disse que Nash Laila foi mesmo muito corajosa em viver aquele papel.  Essa foi a primeira experiência da atriz em cinema.

 

- Depois da premiação, houve a exibição de Alucinados, filme de Roberto Santucci. O diretor e o protagonista, Cláudio Gabriel, estiveram presentes.

 

- Na sessão de Deserto Feliz, o diretor Paulo Caldas lembrou o fato de que o cinema americano domina as salas de cinema de muitos países, mas ele crê que isso acabe um dia, então, afirmou em tom de brincadeira: “eu já estou investindo num outro tipo de cinema”. Perguntado por outra pessoa do público porque a opção em um alemão na história, o cineasta respondeu: “não fui eu que escolhi, foram eles que escolheram o Recife”.

 

- Lina Chamie abriu a sua sessão de A Via Láctea.

 

- Julio Uchôa abriu a sessão de Sem Controle. O produtor, bastante efusivo, não se intimidou pelo fato de não falar com perfeição o francês e deu as boas vindas ao público mesmo assim. As pessoas riram bastante e simpatizaram com aquela situação.

 

- No decorrer do festival, vários convidados foram chegando em Paris: Lúcia Murat (Maré, nossa historia de amor), Guilherme de Almeida Prado (Onde andará Dulce Veiga?), Jorge Furtado (Saneamento Básico), Gilson Vargas (Ainda Orangotangos), Fábio Assunção, Theodoro Fontes e Beto Coville (Bellini e o Demônio), Juliana Carneiro da Cunha (Lavoura Arcaica), Roberto Santucci e Cláudio Gabriel (Alucinados), Roberto Farias (homenagem à sua obra), Alice de Andrade (Histórias Cruzadas) que também apresentou o filme Os Inconfidentes, dirigido pelo seu pai, Silvio Tendler (retrospectiva da sua obra), Roberto Mader (Condor), Luiz Fernando Goulart (Mestre Bimba, a capoeira iluminada), Joatan Berbel (Velhas Guardas, os encontros), Adriana Komives (Transocéan), Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal (Ninguém Sabe o Duro que Dei – Wilson Simonal), José Carlos Avellar e Sylvie Pierre (mesa redonda na Sorbonne), Raul Schmidt (produtor da TV Zero e dos filmes Onde a Coruja Dorme, Bezerra da Silva, Pindorama e Ninguém Sabe o Duro que Dei – Wilson Simonal) e Nathalie Schmidt (assistente de produção da TV Zero).

 

- Serginho Groisman também esteve em Paris, onde gravou algumas entrevistas para veiculação no seu programa semanal Altas Horas, na TV Globo.  

 

- Na sessão especial de Lavoura Arcaica, filme de Luiz Fernando Carvalho, que também completa seu décimo aniversário em 2008, esteve presente a atriz Juliana Carneiro da Cunha. Morando na França já há muitos anos, a atriz recebeu o público e falou da emoção de rever o título anos depois do seu lançamento comercial.

 

- No saguão dos cinemas, ouvia-se francês e português. Muitos jovens estudantes brasileiros que moram em Paris estavam envolvidos com a produção do festival. No bar, eram servidas porções de pães de queijo, risoles de camarão, sanduíches, sucos e, claro, caipirinhas.

 

- O festival celebrou o histórico ano de 1968 com a Mesa Redonda “1968-2008: 40 anos depois”, um debate sobre a revolução social, cultural e política desencadeada em maio de 1968 na França. O evento aconteceu dia 13 de maio na Sorbonne e contou com a presença dos cineastas Roberto Farias, Lucia Murat e do professor e crítico José Carlos Avellar.

 

- No dia 14 de maio houve uma festa com artistas brasileiros para 800 pessoas na casa de shows La Cigale. O evento contou com a participação especial Mart’Nália, Luiz Melodia, Pedro Luis, Hamilton de Hollanda e Roberta Sá.

 

- Wilson Simoninha foi para Paris prestigiar a exibição do filme de encerramento do festival que homenageia o seu pai: Ninguém Sabe o Duro que Dei – Wilson Simonal, dos diretores Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. A sala ficou lotada e o filme foi apresentado pelos diretores, pelo produtor Raul Schmidt e pelo próprio Simoninha. Após a sessão, os convidados foram para o Favela Chic, uma das casas mais badaladas de Paris, conferir a apresentação do Simoninha, que interpretou algumas canções do pai.


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