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publicado em 09 de janeiro de 2014 - 19h 3

Liberação de comida de rua em SP vai beneficiar mercado, afirma especialista em gestão de gastronomia

Adri Vicente Junior, da Food Service Company, acredita que “food trucks” irão se tornar atração em São Paulo e diversificar opções

Sergio Junqueira Arantes

No último mês de dezembro, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sancionou a lei que regulamenta a comercialização de comida de rua na cidade de São Paulo. Entre as categorias permitidas estão veículos automotores de até 6 metros de comprimento, os chamados food trucks. Adri Vicente Junior, diretor da Food Service Company, empresa de planejamento, concepção e execução de empreendimentos gastronômicos, acredita que esta regulamentação será um divisor para o mercado de gastronomia.

Os food trucks oferecem a chance para os restaurantes tradicionais ampliarem seus negócios e apresentarem seus pratos para um público que não é habitual; a fórmula da ‘comida itinerante’ pode funcionar muito bem para quem souber adaptar os pratos ao gosto dos clientes nas ruas”, afirma Vicente Junior.

A nova regra – antes, São Paulo só permitiu venda de cachorros-quentes na rua - deve agora atrair, além de barracas de já tradicionais churrasco grego e yakissoba, restaurantes da alta gastronomia paulistana, que poderão adaptar-se a preços mais baixos. O mexicano Tordesilhas e do italiano Vito já circulam pelas ruas de São Paulo oferecendo versões de seus pratos. O francês La Casserole, a hamburgueria americana PJ Clarke’s e o brasileiro Dalva & Dito pretendem lançar “food trucks”. O bar Astor já tem o seu caminhão pronto e em funcionamento, ainda no shopping Cidade Jardim, enquanto a lei não é regulamentada. O caminho inverso também é possível, lembra Vicente Junior: “O Black Dog, por exemplo, começou vendendo cachorro-quente na calçada e só depois é que se estruturou para formar uma rede de lojas”.

O projeto, de autoria dos vereadores Andrea Matarazzo (PSDB), Arselino Tatto (PT), Floriano Pesaro (PSDB), Marco Aurélio Cunha (PSD), Ricardo Nunes (PMDB) e Goulart (PSD), agora tem 60 dias para ser regulamentado pela Prefeitura via decreto, definindo quais tipos de alimentos poderão ser vendidos nos furgões e como será a emissão das licenças.

Adri Vicente Junior relata que o momento é bastante oportuno, pois os comerciantes poderão se preparar para receber os turistas da Copa do Mundo, em junho. “Nas grandes cidades do mundo, os carrinhos de rua são muito comuns, por isso os estrangeiros estão acostumados com este tipo de alimentação e poderão saborear novidades tipicamente brasileiras. E a entrada dos ‘food trcuks’ parece que será organizada, respeitando conceitos de higiene e bom atendimento”, ressalta o empresário.

A regulamentação da lei que permite a venda de comida de rua pode ser a chance para novos talentos gastronômicos despontarem no mercado, segundo o especialista. “Os ‘food trucks’ podem ser montados por R$150 mil”, finaliza Vicente Junior.

Fonte: Assessoria

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