Diversidade e Turismo
Bayard Boiteux
"Turismo é aprender a conhecer outras culturas, respeitá-las e sobretudo fazer de cada morador um aliado no desenvolvimento turÍstico"
Bayard Boiteux
24
fevereiro
2020

Folião no carnaval carioca por um dia

escrito por Bayard Boiteux

Hoje,quero conversar com você,sobre a experiência que tive em participar do carnaval de rua do Rio de Janeiro,vestido de palhaço.

Uma das melhores experiências para quem visita o Rio é participar do carnaval de rua .A alegria que toma conta da cidade é algo muito peculiar pois apesar de todas as contradições sociais e econômicas que fazem parte do cotidiano ,parece que são esquecidas por alguns dias ,embora as fantasias e as músicas tocadas mostrem um espírito crítico e brincalhão dos absurdos que se vive atualmente por aqui .O carnaval tem um grande componente político de contestação ,inclusive e sobretudo nas escolas de samba .Como cuidei da inauguração do Sambódromo ,no governo Brizola e trabalhei por mais 14 carnavais em várias funções ,quero distância do Sambódromo hoje e de seus camarotes ,apesar dos inúmeros convites. 

Resolvi me fantasiar de palhaço e passei um dia circulando pelos blocos do Rio e pelas ruas da cidade e o fiz como um anônimo mas com meu espírito de Embaixador do Rio . No ano passado já havia me fantasiado em Veneza mas desta feita ,resolvi construir um personagem .Comecei pela rua da Alfândega ,no centro do Rio ,onde fui comprando os componentes da fantasia com o amigo Thiago Oliveira e acabamos no Up Town na Barra para a compra dos sapatos .O total da fantasia não ultrapassou 250 reais .Faltava a maquiagem.Pedi ao Alan Barros Aragão ,cuja mulher tem um salão ,que me conseguisse uma maquiadora .No sábado ,às 08 h 30 min ele me pegou em casa e fomos para o salão da Ju Cinelli ,onde em 30 minutos estava maquiado por 80 reais.Estava um palhaço engraçado e curioso e pedi ao Alan que me levasse nos blocos e me fotografasse.


Começamos pela Pedra de Guaratiba,onde caminhava pelas ruas e as pessoas pediam para tirar foto e brincar com as crianças .Me senti fazendo parte de uma felicidade momentânea daquelas pessoas .Brinquei que poderíamos ganhar dinheiro tirando fotos e as encaminhando em tempo real.Dali seguimos para o Recreio e começamos a encontrar os primeiros blocos :alguns com músicas carnavalescas e outros que lembravam discotecas ao ar livre com músicas de discoteca .As pessoas estavam fantasiadas e se divertiam muito.Resolvi me misturar nas pequenas multidões e dancar um pouco .Meu coração exaltava alegria e uma felicidade de poder confraternizar com tantos desconhecidos por alguns momentos .Dali seguimos para um bloco de crianças ,perto de um condominio.Foi pura alegria:me sentei no chão,me fingi de palhaço e pela primeira vez fui descoberto por uma mâe que tinha sido minha aluna na FGV.Fomos então para a Barra onde o bloco bem maior me permitiu ver a reunião de várias tribos,que se divertiamde forma pacífica,com a presença de policiamento ostensivo,inclusive da guarda municipal.A fantasia fazia sucesso,devo confessar e muita gente brincava que na astual situação política e econômica,minha ideia de palhaço tinha sido bem legal. 


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Continuamos para São Conrado e como era o sexto bloco ,já estava cansado mas fui convidado a subir no carro ,como um anônimo sempre .Queriam anunciar o nome do palhaço e disse que era o Carequinha .Ali encontrei vários ex alunos e algumas pessoas que me reconheceram mas nada que impedisse minha alegria carnavalesca . Resolvi então almoçar no hotel Nacional ,onde acontecia uma feijoada carnavalesca por 120 reais com tudo incluido desde a excelente feijoada ,as sobremesas ,as batidas de limão e coco ,a gentileza dos colaboradores .Foi um dia inesquecível e que sugiro que se tiverem a oportunidade não deixem de incluí -lo em suas experiências carnavalescas .


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