Diversidade e Turismo
Bayard Boiteux
"Turismo é aprender a conhecer outras culturas, respeitá-las e sobretudo fazer de cada morador um aliado no desenvolvimento turistico"
Bayard Boiteux
23
agosto
2018

O Valé do café:turismo e cultura

escrito por Bayard Boiteux

Hoje,quero conversar com você sobre uma importante região turística do Estado do Rio de Janeiro:o Vale do Café

Uma das regiões mais emblemáticas do Estado do Rio de Janeiro é o Vale do café.Além de percorrer cidades pitorescas e cheias de opções culturais e gastronômicas,apresenta um acervo de fazendas históricas ,que retratam a história do café e do negro escravizado.A visitação das mesmas,que com a decadência da venda do café e do leite se viram obrigadas a encontrar no turismo,uma forma de sobrevivência,tem se profissionalizado muito nos últimos anos e investimentos foram realizados num modelo de gestão hoteleira.

Sem nenhum investimento efetivo do governo do Estado do Rio,os proprietários foram buscando de forma individual e com seus próprios recursos soluções para problemas pontuais e iniciativas pioneiras,como o recém inaugurado Museu do Café,em Vassouras e um museu da escravidão,em Rio das Flores.Fora a excelência de uma agricultura sem agrotóxicos e criação de búfalos,em Barra do Pirai.Outra preciosidade,são jardins musicais presentes .Enfim,algo que nos leva a uma tomada de consciência de nossa grandiosidade turística.

Cabe aqui uma menção também ao Preservale,instututo sem fins lucrativos,que congrega as fazendas da região ,pelo trabalho que conseguiu colocar em prática nos últimos cinco anos,como a sinalização de parte das rodovias federais ,o lançamento de uma revista para promover a região,cursos e seminários e a constante utilização das redes sociais,para promoção institucional do grande produto turístico.Tais atividades ajudaram a uma recolocação mercadológica do Vale,que já tem no seu festival de musica,um importante momento de venda e devem ser sempre priorizadas no sentido de torna-lo ,um destino mais procurado.

As fazendas hoje realizam atividades educacionais,voltadas não só para crianças dos municípios que fazem parte do entorno das mesmas mas para o publico em geral , como forma de manter viva a história brasileira e fluminense,assim como descentralizar a oferta turística existente,com novas opções de comercialização de um turismo cultural, responsável e sustentável.Valorizar o patrimônio preservado é uma forma efetiva de contribuir para a manutenção da memória e de entender melhor os rumos que o Brasil tomou.

Com a proximidade das eleições,esperamos que os próximos programas de governo sejam de fato voltados para o desenvolvimento turístico,não sem as ideias mirabolantes e constantes lançamentos de programas que não acontecem mas sobretudo com uma proposta de retomada do crescimento da região,através de um plano estadual de aperfeiçoamento do turismo,que inclua postos de informações,sinalização e estratégias de desenvolvimento e promoção ,com a interação com a população anfitiã,que precisa ser parte do processo de busca de sobrevivência do Turismo.

Não basta acreditar ,identificar e discutir o potencial turístico,o que a região necessita já está claro e consta do programa feito por técnicos para maximizar o numero de turistas,o momento é dos fazendeiros e outros atores se unirem e exigirem como herdeiros de uma parte importante de nosso passado que Poder Publico e Iniciativa Privada tracem caminhos para o futuro próximo...

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