Eventos de sucesso!
Vanessa Martin
"O rápido crescimento da revolução tecnológica na indústria dos eventos levou à interrupção, bem como uma enorme oportunidade para um novo crescimento e um maior envolvimento dos participantes."
Joe Goldblatt
11
dezembro
2020

A vacina e seu poder de reação

escrito por Vanessa Martin

A vacina e seu poder de reação

Como o setor de eventos respondeu aos novos desafios impostos pela pandemia

Por Silvana Torres & Vanessa Martin

11/12/20

Primeiro foram rumores vindos do outro lado do mundo. Um vírus até então desconhecido assombrava um país inteiro e se alastrava com a mesma rapidez com que as más notícias costumam se espalhar. Mal tivemos tempo de nos preparar para essa “nova ameaça” que, ao desconhecer fronteiras e atingir todas as nações do globo, logo virou uma triste realidade, a qual foi atribuído o nome de pandemia.

Assim, em março de 2020, não apenas o Brasil, mas todo o mundo parou, atônito, diante do novo coronavírus. Ao lançarmos um olhar microscópico sobre seus efeitos devastadores no mercado da comunicação, nota-se que uma categoria específica – a de eventos – foi a mais atingida.

Dados levantados pelo Sebrae em abril apontam que 98% do setor foi afetado pela crise. E mais: segundo a Associação Brasileira de Promotores de Eventos, mais de 300 mil eventos foram cancelados ou transferidos, o que representa um prejuízo da ordem de R$ 90 bilhões.

O incentivo e a pandemia

Fazendo frente a essa crise, vimos os programas de incentivo serem afetados em menor escala. Por algumas fortalezas inerentes à modalidade, o incentivo se consolidou como importante ferramenta dentro das empresas nesse cenário. Baixo risco, geração direta de resultados, visibilidade e otimização da gestão, engajamento, identificação e isenção de encargos estão entre os fatores que impulsionaram o incentivo a um patamar de destaque; verdadeira resistência diante do caos.

Mas não é só isso. Muito antes da pandemia, o incentivo já vem evoluindo para acompanhar um outro fenômeno irrefreável, a transformação digital. Fruto desse movimento, surgiram conceitos como o incentivo 4.0, por exemplo, praticado pela Mark Up. Nele, a disciplina em si não muda, mas sim os meios utilizados para alcançar o participante de uma campanha, orientados por tecnologia e estratégia.

Human centric design

Importante ressaltar que, muito além da tecnologia, o foco continua sendo as pessoas; é o ser humano no centro de tudo, como protagonista de experiências e também gerador de informações. É para ele e por ele que o design do evento digital é estruturado. Ou seja, a premissa é compreender profundamente o participante, o que só é possível por meio de informações precisas e confiáveis.

Engajamento é uma peça chave no digital. Estudo publicado pela Markletic aponta que o engajamento é o maior desafio enfrentado pelos organizadores e o networking é o segundo objetivo do participante virtual. 85% dos entrevistados consideram a satisfação deles como fator de sucesso

Entretanto, de muito pouco vale a “Big Idea” se ela não vier respaldada pelo data driven para alimentar esse grande insight. E não há ambiente mais propício para obter estas informações que o virtual. Definitivamente, o digital virou mandatório e está construindo novas maneiras de nos relacionarmos.

A reviravolta do mercado

Estes novos relacionamentos se estendem a outras disciplinas do Live Marketing, como os eventos, já abordados anteriormente e tão impactados pelo isolamento social. Cabe aqui uma reflexão: o quanto os eventos – que se tornaram estritamente digitais no início da pandemia – evoluíram até agora, seis meses depois? Foi um salto e tanto, não é mesmo? Um estudo feito pela empresa norte-americana Grand View Research apontou que os valores movimentados pelos eventos online vão aumentar quase dez vezes em 10 anos. Em 2020, a estimativa é que os eventos virtuais cheguem à marca de US$ 78 bilhões e, em 2030, estima-se que este valor chegue em US$ 774 bi.

Hoje, estamos vivenciando uma espécie de segunda onda às avessas, em que o setor reagiu e acabou criando mecanismos de defesa, que os tornaram mais resistente e competitivo. Agora, os eventos são realizados com estruturas muito mais enxutas, o alcance é global, as linguagens são novas, a interação é diferente, o feedback é instantâneo e o conteúdo é perene. E imagine só se os eventos capturassem essas informações como no incentivo, apresentando dados para geração de leads, o ROI e muito mais?

Demanda e oferta no evento digital

O forte aumento da demanda por meios de comunicação e gestão do evento virtual estimulou a oferta para atender este mercado crescente e sedento por soluções.

A oportunidade pareceu ideal para a Mark Up desenvolver não apenas uma plataforma de eventos digitais, mas um hub de gestão para esses eventos, expandindo horizontes e trazendo toda expertise da agência na estratégia e cruzamento de dados para entregar ao cliente uma experiência personalizada, imersiva, inédita. Uma solução que surgiu não como uma adaptação, mas com a dinâmica pensada totalmente para o ambiente online desde sua gênese, abrindo novas possibilidades que simplesmente não existiriam no ambiente físico.

E agora?

Nada será como antes e ainda estamos entendendo até onde os efeitos dessa pandemia vão nos levar. É possível que o evento F2F possa ganhar mais relevância a partir do 4º trimestre de 2021, embora sejam eventos menores e locais. É o que mostrou pesquisa recente da PCMA, na qual apenas 16% disseram participar presencialmente antes da vacina estar disponível. E o evento híbrido, aquele que inclui o virtual e o presencial, veio para ficar.

Mas é fato que estamos vacinados e houve um legado gigantesco de aprendizados. Já superamos muitos desafios, nos fortalecemos, aceleramos o futuro. E você, já decidiu de que forma se relacionar com ele?

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