Eventos de sucesso!
Vanessa Martin
"O rápido crescimento da revolução tecnológica na indústria dos eventos levou à interrupção, bem como uma enorme oportunidade para um novo crescimento e um maior envolvimento dos participantes."
Joe Goldblatt
31
janeiro
2020

Eventos: o que atentar em 2020! Parte 1

escrito por Vanessa Martin

Por Vanessa Martin & Ney Neto

31//01/2020

Toda virada de ano é a época do recomeço, das novas metas, dos promissores sonhos e desejos e dos recém definidos objetivos definidos para a próxima fase de nossas vidas profissionais e pessoais. Enfim, é a fase da esperança no caminhar que iniciamos a cada janeiro.

Para entender melhor o que os experts dizem sobre o cenário que nos envolve e se projeta, apresentamos três artigos, publicados sequencialmente, abordando os principais aspectos que se destacaram. Esperamos que possam ajudá-lo a planejar suas ações profissionais!

Então vamos lá! Estas são algumas das mais citadas referências para os próximos anos:


A EXPERIÊNCIA DO CONSUMIDOR REINARÁ ABSOLUTA EM 2020


O que já apontava nos anos anteriores, ganhará reinado absoluto este ano: foco em entender e personalizar a jornada do participante com o evento, oferecendo experiência com as marcas.

A lealdade das novas gerações com as marcas também estará condicionada com o propósito, valores e causa por elas defendida e que estejam em sintonia com a deste consumidor.

Como a maioria das interações está sendo pelo digital, também cresce a importância das ações neste ambiente a qualquer momento e de qualquer device. E é neste ambiente, através também da IA – Inteligência Artificial e do IoT – Internet das coisas, que se poderá conseguir a hiper personalização de produtos e serviços.

Destacando em neon que a tecnologia é apenas o meio, não o fim, e que é o participante que demanda cada vez mais interação e engajamento com as marcas, o evento e os demais participantes. E para este último, segundo Solaris (¹) o engajamento está entre os três mais importantes aspectos para o organizador de eventos nos EUA.

A tecnologia será utilizada para aprimorar e intensificar a experiência do participante. O desafio está em escolher com sabedoria, entre as opções e canais já disponíveis, as que poderão proporcionar o que é desejado por ele. E o propósito terá valor relevante na escolha da marca.

Há uma mudança importante também na régua de comunicação dos eventos para atrair seus públicos. Note que, quando pensamos nos e-commerces, os mecanismos de oferta de anúncios estão cada vez mais precisos. E o algoritmo, sempre aperfeiçoado, é cada vez mais acertivo nos itens que entrega em sua timeline. Quem nunca teve uma conversa sobre um item que gostaria de adquirir e de repente, passou a ver anúncios em suas mídias sociais?

Essa modalidade de AdTech, técnicas de e-commerce, já muito explorada pelos e-commerces, tem sido almejada por promotores de eventos que precisam atrair novos públicos e aumentar a conversão das vendas de ingressos. Fato é que as campanhas digitais dos eventos, historicamente, são muito pautadas na régua de comunicação tradicional de um evento. Alguns exemplos: datas importantes, chamados para inscrições, viradas de lote, palestrantes confirmados, atrações do evento, e outras informações reveladas ao longo da campanha, como se a programação do evento fosse revelada pouco a pouco através do digital.

Alguns festivais e eventos já mudaram essa característica da comunicação e estão se valendo de poucos materiais criativos publicados, com comunicações mais pautadas na proposta de valor do evento, causas e transformações propostas pela experiência. E sempre embalados com uma abordagem de MarTech, orientada a dados, que mapeia a intenção de compra do usuário, e cria gatilhos que facilitem a conversão e venda do ingresso. Não basta mais informar quem é o palestrante magistral. Hoje em dia, é necessário facilitar a jornada do comprador até encerrar a transação no carrinho de compras. Para isso são utilizadas AdTech, e cria-se uma figura importante que passa a despontar nas equipes de comunicação dos eventos: o especialista em UI/UX (User interface / User experience).

Key Point

Como a experiência do participante reinará solitária, o foco do organizador está cada vez mais em pensar como o evento pode fornecer a personalização, o envolvimento e o networking que ele deseja. E para oferecer essa experiência ao participante, o profissional de eventos buscará a criatividade, a inovação e a tecnologia.

Se você entendeu que a experiência do consumidor será o motor propulsor do mercado em 2020, já sabe o que é o mais importante do setor e o que está e estará imperando fortemente todas as ações do mercado de eventos nacional e internacional. Ou seja, o motor do evento é impulsionado para e pelas decisões do participante.


DATA DRIVE PLANNING E O VALOR DOS DADOS


Informação! Este é o bem mais precioso da atualidade.

Precisamos chamar a sua atenção para os aspectos envolvendo a definição da estratégia do seu evento, ou seja, sobre as informações que permitirão oferecer a experiência e obter os resultados desejados pelos clientes e participantes.

A cada dia, surgem diversas ferramentas que captam qualquer dado antes, durante e após a realização do seu evento. A chave está em definir as métricas e referências do que procurar e de como e quando serão obtidos. Esteja preparado (a) para a LGPD – Lei de Proteção dos Dados, prevista para entrar em vigor no Brasil em 2020.

Cada vez mais o planejamento e execução dos eventos serão embasados em dados. Esta é a única ferramenta capaz de prover a assertividade, a agilidade de gestão, a pronta reação e a base para aprimorar e customizar a experiência. E a sofisticação já chegou na captação e análise dos dados relacionados às emoções dos participantes.

Essa tendência também abre precedentes para outro tipo de profissional que começa a fazer parte da força de trabalho MICE para o futuro: o profissional de dados. Seja um analista de BI - Business Inteligence, ou um cientista de dados, desenvolver a capacidade analítica sobre as comunidades reunidas por um evento ainda é um oceano a ser desbravado.

Fato é que há muito mais pontos de conexão entre os participantes de um evento do que somente o tema central que os reúne. Exemplo: em um congresso de cardiologistas, já sabemos que as terapias do coração são um ponto comum entre os doutores ali presentes. Mas seria possível reunir sub-comunidades de fãs de rock, amantes de tênis, entusiastas de corrida, criando assim diversos outros pontos de contato entre os participantes.

Perguntar aos participantes sobre o que gostariam de ouvir, comer, viver, é uma forma de engajar antes da experiência ao vivo, mostrando cuidado com a personalização de cada experiência. A mágica, entretanto, não está na hora de coletar os dados. Para isso existem diversas plataformas, aplicativos e modalidades de coleta de dados.

Durante eventos como Salão do Automóvel, Salão Duas Rodas, as grandes montadoras já estão utilizando sistemas de câmera plugados a softwares de inteligência artificial que entregam análises importantes sobre a localização do estande, o que desperta mais interesse dos visitantes, e outros fatores relevantes para análises sobre o ROI, que também pautarão decisões sobre a próxima participação da empresa no evento. O lado preocupante para os promotores de eventos está na possibilidade de ver tradicionais expositores abandonarem salões e feiras tradicionais. Haverá grande volume de dados cobrindo vários aspectos do evento, que pautarão as tomadas de decisões. Consequentemente, esta mensuração poderá comprovar o sucesso, mas pontos de ineficiência e insucesso. Ser estratégico torna-se ainda mais essencial.

Key point

A escolha pela tecnologia utilizada na gestão do evento deve ser pontuada pela coleta eficiente de data para cobrir eficiência e eficácia para todas as fases do evento.

Se destacará nos próximos anos, o profissional que focar em identificar, obter e analisar os dados que estruturarão a inteligência e essência do evento, entendendo que a estratégia dos dados é muito mais relevante do que a ferramenta utilizada na sua obtenção e gestão. Esse é o caminho para definir e alcançar o ROI do seu evento.

A grande virada do organizador de eventos está na capacidade de interpretar estes dados, para que essas informações gerem insights que apoiarão tomadas de decisão, em tempo real, ou sobre a próxima edição.

Veja outras referências nos outros dois artigos:

Parte 2 - Customização, Cocriação e Festivalização / Match Making, conexões, tribos e Networking
(https://www.revistaeventos.com.br/blog/Eventos-de-sucesso!/Eventos:-o-que-atentar-em-2020!-Parte-1/49053)

Parte 3 - Wellness, propósito e sustentabilidade / Demanda pelo inusitado / RFID e wereables / O poder das redes sociais. (https://www.revistaeventos.com.br/blog/Eventos-de-sucesso!/Eventos:-o-que-atentar-em-2020!-3A-e-ultima-parte/49116)

(1) SOLARIS, Julius - 10 event trends for 2020 GAME ON

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