Eventos de sucesso!
Vanessa Martin
"O rápido crescimento da revolução tecnológica na indústria dos eventos levou à interrupção, bem como uma enorme oportunidade para um novo crescimento e um maior envolvimento dos participantes."
Joe Goldblatt
04
fevereiro
2020

Eventos: o que atentar em 2020! Parte 2

escrito por Vanessa Martin

Por Vanessa Martin & Ney Neto

04/02/2020

A experiência do consumidor reinará absoluta! Esse foi o conteúdo da 1ª parte do artigo anterior, que aponta as primeiras referências apontadas pelos experts nacionais e internacionais para o setor de eventos.

Nele, indicamos que nada será mais relevante para o mercado. Além disso, para e pelo participante, a captação, análise e utilização dos dados serão fundamentais para entregar a experiência e networking desejados.

As referências detalhadas a seguir indicam aspectos que consolidam e explicam melhor alguns dos caminhos que o mercado de eventos utiliza para seduzir seus stakeholders:

CUSTOMIZAÇÃO, COCRIAÇÃO E FESTIVALIZAÇÃO

Buscando conforto e praticidade, nós customizamos tudo: desde nossa playlist, perfil de Linkedin, preferências de navegação, tamanho da fonte no celular, até nosso guarda-roupa.

Da mesma forma, os participantes não querem mais simplesmente participar dos eventos. Querem ter participação cada vez mais ativa. Querem ter o poder de escolha. Querem ter voz e ser ouvido. Participar e ser coautor. Criar oportunidades para que ele possa se manifestar, escolher o que deseja ver e acontecer no evento.

Para envolve-los cada vez mais, a festivalização surge com a incorporação de componentes de festivais de música ao evento corporativo para oferecer experiências imersivas que gerem emoção e o senso de comunidade nos participantes.

Ao tomar a decisão de investir o próprio tempo atendendo a um evento, o participante busca o mesmo nível de personalização da experiência. Está okay participar de atividades coletivas e momentos de networking, mas não faz mais sentido, por exemplo, forçar o participante que é vegano a fazer negócios nas sessões de networking, mas esquecer-se dele na hora de elaborar o cardápio, afinal, estamos falando de customização.

o autor e especialista em eventos Shuli Golovinski (in memorian), deixou sua posição de event planner na Microsoft, para abrir uma startup especializada em tecnologias de engajamento de plateias para o mercado de eventos. Shuli, autor do livro Events 3.0, uniu sua experiência nos dois mundos, eventos & programação, para criar sua empresa, e uma das primeiras soluções lançadas, em 2013, foi a plataforma Chance2Speak, que consistia justamente em uma aplicação para os participantes sugerirem temas, que eram disponibilizados para consulta e escolha in-loco, e então os tópicos preferidos do público ganhavam um slot na grade de palestras.

Naquele momento, a solução apresentada por Shuli parecia muito descolada, mas hoje faz cada vez mais sentido. Eventos como a Campus Party possuem programas próprios de curadoria de conteúdo saindo do público para o palco, reforçando o momento da inteligência coletiva, do compartilhamento e colaboração.

Key Point

É importante criar mecanismos de consulta às preferências de cada participante, que demandam ter participação na criação do conteúdo e em serem escutados. Para isso, plataformas, aplicativos e instalações touch espalhadas pelo evento são ótimos aliados para colher informações. A análise destes dados permitirá entender as suas necessidades em profundidade, que embasarão a customização.


MATCH MAKING, CONEXÕES, TRIBOS E NETWORKING

Eventos presenciais são encontros face-to-face para conectar e interagir com pessoas. Ele demanda participar, ser coautor e interagir entre seus pares. Esta premissa estará com forte demanda.

Use todos os recursos e abrace todas as possibilidades para estimular a adesão e a voz dos participantes e para criar áreas físicas ou virtuais para os participantes interagirem, ferramentas de match making nos aplicativos para eventos, facilitar a troca de contatos entre eles, etc.

Eventos consagrados como o IT Forum, possuem um sistema próprio de engajamento de participantes, que permite que reuniões sejam marcadas de acordo com o interesse comercial e perfil dos participantes.

Muitos promotores de eventos tentam utilizar plataformas de conexão prévia entre compradores e vendedores, e nem sempre obtém o índice de engajamento desejado para essa funcionalidade. É importante fazer com que o participante tenha interesse em participar dessas rodadas, que faça parte da jornada dele no evento, e para isso o planejamento desses momentos deve levar em conta os pontos de encontro e conexão entre as comunidades presentes no evento. Para que as rodadas não girem simplesmente em torno da necessidade de venda de um produto ou serviço, mas sim um momento onde ambos, quem vende e quem compra, sintam que estão agregando valor as suas rotinas de trabalho, e aos seus desafios diários.

A tentativa de reproduzir um modelo de “hosted buyer” (quando o participante tem sua participação subsidiada e como forma de compensação deve atender a um número mínimo de reuniões) tem se mostrado ineficiente em eventos em que o participante realizou a compra do próprio ingresso, pois este é o perfil que mais deseja ter o controle de sua própria agenda e tempo.

Entretanto podemos aprender com as rodadas de negócio realizadas por eventos como o CASE, da Associação Brasileira de Startups, que conseguiram criar um ambiente onde tanto quem vende sabe que está dialogando com possíveis compradores ou usuário de suas soluções, mas principalmente quem compra tem a sensação de que está tendo acesso a soluções inéditas para seus negócios, além de conhecer novos parceiros que podem agregar valor aos seus negócios. No caso do CASE, assim como no IT Forum, mais uma vez a tecnologia é utilizada, nesse caso para monitorar a quantidade de negócios gerados à partir das conexões que ocorrem nas rodadas, materializando assim os objetivos comerciais do evento.

Key point – Um dos mais importantes objetivos do participante ao escolher o seu evento está em criar conexões. Use todas as ferramentas disponíveis para criar e oferecer isso. Ao escolher a metodologia que será utilizada para coletar esses importantes dados, lembre de utilizar os dados a favor do planejamento dos diferentes momentos do evento, utilizando pontos em comum entre seus participantes para promover encontros.

TAKE AWAY

Os dois itens aqui delineados são essências para o mercado de eventos atual? Com certeza! Só atente para que sejam entendidos como ferramentas, eficientes, importantes e em de constante renovação e melhoria. Mas mesmo assim, apenas ferramentas. O participante é o seu mais efetivo e essencial objetivo! Sempre!

Veja outras referências nos outros artigos:

Parte 1 - A experiência do consumidor reinará absoluta em 2020 /Data Driven Planning e o valor dos dados (https://www.revistaeventos.com.br/blog/Eventos-de-sucesso!/Eventos:-o-que-atentar-em-2020!/49053)

Parte 3 - Wellness, propósito e sustentabilidade / Demanda pelo inusitado / RFID e wereables / O poder das redes sociais.

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