Feiras & Exposições
Paulo Passos
"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado"
Philip Kotler
27
maio
2020

O plano apresentado pelo Governo de São Paulo para flexibilização não enxerga a Indústria de Eventos.

escrito por Paulo Passos

Perplexo!

Não sou lunático para não entender todas as preocupações e protocolos que estão sendo adotados em todos os países, bem como no Brasil, sempre, lógico, na defesa de seus povos e de suas economias.

Não só os apoio, como participei da confecção de alguns e os defendo vorazmente.

Apoio, acima de tudo, a vida!

Agora, o plano apresentado pelo Governo do Estado de São Paulo para flexibilização não considera, não enxerga, não vê, um dos setores de maior importância para o Estado, e em especial para o município de São Paulo: a Indústria de Eventos.

São milhares de empresas e profissionais que movimentam parte considerável do PIB brasileiro.

Nossa indústria é a cara do Brasil. Temos multinacionais e empresas brasileiras de todos os portes, perfiladas em economia formal e informal. São colaboradores diretos, terceirizados e até quarteirizados em todo processo. Presidentes de empresas, diretores, técnicos, tapeceiros e arquitetos... Dezenas de profissionais e de famílias que dependem dos eventos para sua sobrevivência.

Temos de protegê-los? Lógico!

Eventos lidam com pessoas e nossa função primordial é a defesa delas. Trabalhadores e público. Centenas de protocolos foram criados neste intuito, com base, não só no nosso conhecimento, mas aproveitando a experiência de países que, por questões geográficas, já iniciaram suas retomadas.

E iniciaram por onde? Pela retomada dos eventos de forma responsável!

É de suma importância a indústria hoteleira estar aberta em São Paulo. O turista, nosso visitante, vem a São Paulo por diversos motivos, e motivos não faltam. O fato é que o turismo gerado pelos eventos que aqui acontecem é o carro chefe da ocupação hoteleira.

Fico perplexo quando vejo colocarem no mesmo balaio, todas as tipologias de eventos e ainda no final da fila.

Feiras, congressos, shows, entre tantas tipologias, são diferentes e não podem ser analisados de forma única. Isto, sem contar se estamos falando de eventos B2B ou B2C.

Pergunta: Os shoppings vão reabrir na segunda fase?

Sim e parabéns pela atitude. Vão reabrir com protocolos de segurança que permitem que a roda volte a girar de forma segura e responsável.

Outra pergunta é (e agradeço quem possa explicar...): qual a diferença operacional de uma feira para um shopping neste momento?

Protocolos? Também temos, e muitos.

Ruas largas e sinalizadas? Sim, sem nenhum problema.

Balcões, túneis, máscaras, álcool para todo lado? Pode contar.

Lojas? Nossos stands podem ser até mais adequados, pois a arquitetura promocional assim o permite.

Diminuição da capacidade dos pavilhões e/ou estacionamentos? Lógico!

Não posso esquecer de mencionar, talvez, o grande diferencial a nosso favor: o controle de acesso.

Querem saber, se existe um profissional preparado para atender e gerenciar uma situação como esta é o profissional de eventos. Criamos, montamos e administramos diversos “shoppings” todos os dias.

Governos no mundo inteiro têm, não só ajudado o setor de eventos, mas acima de tudo, acreditado que a retomada de suas economias se inicia por esta ferramenta.

Ser político é algo de bom tom, mas não podemos mais ser passivos nesta situação.

Não podemos e não conseguiremos ficar no fim da fila!

Se o bom senso mostra que devemos olhar para Europa e Ásia e aprender com eles como lidar com esta pandemia, temos de utilizar o mesmo princípio e aprender também como resgatar a economia com segurança.

O aprendizado vale só de um lado?

A lição que aprendemos com o velho continente? A retomada pelos eventos, força motriz de uma indústria que não PODE SER A ÚLTIMA.

Da Alemanha pós guerra à Europa de 2020, a retomada começa pelos eventos!


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