Live Marketing e a Vida ao Vivo
Tony Coelho
"As melhores coisas da vida são invisíveis. É por isso que nós fechamos nossos olhos quando nos beijamos, dormimos e sonhamos."
Cazuza
18
dezembro
2017

O briefing de Natal que não aconteceu

escrito por Tony Coelho

O briefing de Natal que não aconteceu

Mais uma vez, eu retomo,com um texto que adoro e bem revela o que penso.

Fiz alterações para torná-lo mais atual, mas mantive-o na essência, porque mais do que nunca a Criação precisa de um briefing que a valorize.

Esse texto é uma homenagem às agências e suas áreas, valorizando a Criação, a ideia, sem desprezar ninguém, mas como forma de mostrar que, quando tudo mais faltar, será a ideia que nos levará a novos caminhos, soluções e sucesso.

Num tempo de medíocres profissionais, gente tola e medrosa, ele cai bem e é um enlevo para um futuro de gente mais profissional e que valha alguma coisa nas suas cadeirinhas e mesinhas em 2018.

Desejo, desde já, sucesso a todos que me leram, conheceram, viveram e trabalharam comigo. Mas a historinha é essa:

… E foi aí que o briefing entrou pela porta da agência e se sentiu embaraçado. Putz, se tem tempo para embaraço é esse.

A recepção-acionista, que o recebeu, o confundiu mais ainda, quando, ao invés de dizer bem-vindo!, disse, bem-vinda!

E, por não saber qual caminho tomar, nem que conceito seguir, ele tentou ver-se fora da caixa e qual o melhor ideia, se é que ela existe, seguir.

Quis seguir o sentimento de resolver um problema de comunicação, pois o feeling assim o conduzia. Viu na porta um ‘atende’ e mente, escrito e ali. No nome, algo o seduzia.

Entrou, comercial, pra falar coisas esguias, que, mesmo consertadas, ainda não o atendiam. Queriam se ver livre do briefing e entregar ao cliente o que ele criou. Criou? Putz, o briefing pensou: e o que eles valerão se for assim?

Dizia, falava e o ouviam, mas entender não entendiam, porque as palavras que tinha na boa e na mente não falavam a eles, de fato, e o não atendiam.

Mudaram-no de porta. Ali, em grupo, num caminho de ação.

Nesta porta estava escrito talvez sua melhor sensação, pois prenunciava, no nome, algo de solução.

Lia-se na porta que ali, naquela sala, se operava-ação.

Mas o que isso significava?

Isso ele não sabia não.

Já dentro da sala explicaram: aqui se produz a ação.

Mas qual? Se perguntava, mais aflito ainda, o briefing perdido. Se não a conheço, a ação, não a tenho. E, se não a tenho, não a explico, não me explica.

Sabia que ali ele se integrava, por isso ele não entendia o conflito.

Então, propuseram a ele um café, que sempre ameniza a tensão. E foi, ao passar por aquela outra porta que, de viés, lhe veio à visão. Ela se insinuava, forte como sua visão. Quis parar e ninguém deixava. Um grito! E veio a parada:

Gente, o que mora aí dentro dessa porta esquisita, donde sai um pensamento que me chama e me convida?!!!!!

Primeiro silêncio. Depois disseram: Mora ai todo mal e a alegria, o que é ora sorte, ora morte ou fantasia. Ali, a coisa começa, nasce, principia. Às vezes, até toma forma, mas vá aturar essa cria.

São loucos de toda sorte, advogados, consortes, padres, gays, alquimistas, gente esquisita que inova, traz ideias mirabolantes e complicam o simples só pra fazer o que se pede. O cliente o quer desde que não se pague.

Diabos, mágicos, bofes, mendigos, professores, analistas.

Prepotentes, semideuses e poetas do dia a dia, ora nos trazem problemas, ora ideias vazias. Ora nos fazem sorrir, ora é só agonia.

Dos cálculos não entendem, nem de planilhas, nem check list. Os textos não nos atendem. O cliente não o quer... Crianças, quem sabe, eu diria. Toda agência desconfia! Ou quer? Em que caixa?

Entre cético e encantado, o briefing não se fez rogado e pelo porta avançou…

Entrou num reino encantado de fadas, brinquedos animados, magos, duendes e Macs. Onde figuras desconcertadas, pensavam e pesquisavam olhando e lendo papeis com fones de ouvidos e bonecos.

Ali pareciam brincar, num arco-íris de um dia, quando a chuva, ao cessar, pinta o sol de alegria.

Mas era sério o que faziam, de lá saíam pôneis malditos, árvores de Natal gigantes, flash mobs delirantes, marcas de todo tipo de lá saíam maiores em busca de gente.

E era gente o que queriam, eram pessoas que buscavam, transformando fantasia em eventos, ativações, cases desenhados. Live ideias de espantalhos

Ele brincou de roda com eles, deu pulinhos e então se sentiu criança.

Contou seus sonhos sem medos com palavras de esperança.

E viu no brilho dos olhares deles que entendiam sua emoção, que por trás de todos os falares viam seu coração.

Não sabia direito o que queria, mas sabia o que encontrara. Encontrara emoção, experiência, vida, live vida, Live Marketing o encantava.

De lá saiu feliz, outro. Um briefing realizado, já feito.

Para os outros se mostrou satisfeito e disse que aqueles seres sabiam sonhar acordados, , no planejamento e na estratégia de entender gente. E só eles poderiam transformar agora seus sonhos numa real fantasia real.

Ao sair, virou pro lado, e já meio acostumado com essa magia de então, com os olhos marejados, proferiu em oração.

“Vou, mas deixo o legado, saio daqui transformado por quem cria a ação"

Agora, entendo a frase que minhas manhãs abre nos devaneios de Morfeu.

Entre as nuvens que se abrem, pelo sim e pelo não, tudo o que nos move começa às vezes pouco nobre num:

Feliz natal, Criação, porque 2018 virá cheio de ideias novas!

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