Live Marketing e a Vida ao Vivo
Tony Coelho
"As melhores coisas da vida são invisíveis. É por isso que nós fechamos nossos olhos quando nos beijamos, dormimos e sonhamos."
Cazuza
25
agosto
2016

Quem disse que acabou?

escrito por Tony Coelho

Não vou escrever aqui como se os Jogos Olímpicos tivessem acabado, porque ainda não acabaram. Considero os Paralímpicos ou Paraolímpicos, como mais gosto de chamar, tão importantes, ou mais, que os Olímpicos, porque sinto neles mais o tal “espírito”, tão em falta nas Olimpíadas, e vejo a superação de limites mais claramente.

Mas, falando de limites, não é que superamos os nossos no Live Marketing.

Será que não ficou clara, para quem ainda duvidava, a importância das ferramentas, das agências e dos profissionais de Live Marketing, no contexto da Comunicação moderna? E porque as Universidades ainda não se deram conta disso e não criam mais Cursos para formar esse profissionais, insistindo na velha e boa PP, sem incluir ao menos o Live Marketing como disciplina?

Pois foi ao vivo, e literalmente em cores, que mais de 4 bilhões de pessoas em todo mundo assistiram a um dos mais espetaculares espetáculos (parece redundante, mas não é, mesmo porque espetáculo é evento), onde as marcas dos Jogos, da cidade e do País foram tão potencializadas, ganharam espaço e grandeza. E deu vontade em muita gente de vir para o Rio de Janeiro no dia seguinte à Abertura.

Amigos meus, que moram fora do Brasil, se sentiram com a alma lavada. Os da área de eventos queriam mandar um “chupa essa” para um monte de clientes tolos e donos de agência mais tolos ainda, que ficam com essa historinha de que não somos estratégicos e não temos condição de apresentar-lhes soluções de Comunicação.

Sei que terão bobões a dizer que nomes de peso do cinema, da TV e dos espetáculos foi que fizeram tudo. Idiotas ou mal intencionados, parecem não saber, ou querer ignora de propósito o fato de o evento estar a cargo de agências de Live Marketing.

Imagine se Abel Gomes e o pessoal da SRCOM não os tivessem chamado para fazer parte do time esses nomes, já que eles eram o os donos da bola? Como seria? Não haveria abertura? Haveria, com outros nomes talvez desconhecidos da mídia e do grande público tão bons e especiais quanto os que participaram.

Como seria o show sem os produtores – aquela centena de carinhas de preto que se esgueiravam pelos cantos apontando, guiando e organizando os artistas e fazendo s coisas acontecerem no tempo certo? Você não viu, né? É possível, se você não é da nossa área. Eu vi e me orgulhei deles.

Os Live Sites foram outro golaço das Agências Live. Entretenimento, shows, ativações e ações neles mexeram e interagiram com o público, valorizando marcas, produtos e serviços que, por certo, terão mais venda pela relação clara e efetiva que tiveram com shopper e consumidores potenciais.

Curioso que, lendo alguns periódicos que se dizem isentos, não vi, exceto em um ou dois ligados a nossa área como o Promoview, Revista Eventos e ABC da Comunicação etc, menção a Agências Live. Num deles, que não gosta de falar da gente pelo nome, foi mais interessante (para quem?), colocar nome de Agências de Publicidade, deixando a impressão de que elas tinham sido as responsáveis por tudo. Não foram, infelizmente, embora tenham, claro, enorme importância na Comunicação de algumas das marcas envolvidas.

Mas não acabou não. Devemos apreender, com Barcelona talvez, a prolongar os Jogos Olímpicos na busca de um legado real, pelo menos para nosso mercado, por uns 4 anos a mais, no mínimo, implementando, na cidade, hoje com infraestrutura hoteleira e de espaços para eventos capazes de atender a qualquer tipo de evento e ação, uma programação mais robusta de perene de grandes, médios e pequenos eventos.

Temos, e parece já estar claro, agências fantásticas na cidade do Rio de Janeiro. Cito aqui, apenas como exemplo, a SRCOM, a DREAM FACTORY, a VZA, a BENZA, pelo menos, nas mesmas condições de pensar, criar, planejar, executar e realizar qualquer evento no mesmo pé de igualdade com qualquer agência do Brasil. Devo, claro, falar de São Paulo (vou citar aqui umas 7 geniais, sem com isso querer dizer que não existem mais) como a NEW STYLE, ARKTUELMIX, BANCO DE EVENTOS, HANDS, TUDO, MOMENTUM, GAEL, dentre outras, essa última, destaco com louvor, pelo show que deu com o Boulevard Olímpico e ações maravilhosas, como o Balão da Skol, por exemplo, capitaneada pelo amigo e excelente profissional Gaetano Lops.

Se fosse falar de agências, teria um texto com dezenas de laudas, porque existem no Brasil inteiro, hoje, centenas de grandes agências.

Devemos, nos próximos anos, continuar os Jogos. Potencializar, sim senhor, esse sucesso, absolutamente potencializado por agências.

Não foram os governos, intimidados e execrados pelo público e pela mídia por suas inúmeras falhas, desde éticas e morais a profissionais (nunca vi tanta gente que não tinha a menor ideia do que estava fazendo, comandando áreas importantes nos Jogos - basta ver os problemas de limpeza, alimentação, engenharia, logística, e outros, decorrentes de falta de informação, formação e da incompetência de gente que parece ter sido colocada nesses lugares Deus sabe porque - eu acho que sei).

Restaram a simpatia, e vocação do carioca para fazer a festa sempre melhor, a garra e o empenho dos voluntários, os profissionais e agências de Live Marketing e, claro, os atletas, que se encarregaram de tomar para si o sucesso do evento e fazer muito bonito. Fizeram, e foram eles as grandes estrelas.

Por eles, vamos manter vivos Jogos. Vamos resgatar o Rio como destino de qualquer tipo de evento, não apenas os grandes. Vamos reacender nosso mercado de eventos e dar, mais uma vez, espaço para nossas agências.

Quem sabe, mudar um slogan que nos é tão afeto: O show não pode parar! Para, que tal, “O espírito e a vocação do Rio não podem parar!”

Aí, eu sorrio, porque sou Rio, só Rio. E o legado vai se fazer real.

Arquivos
Buscar nos Blogs
O que deseja procurar?
Escritores
Newsletter
Receba as novidades