Reflexões & Aprendizados
Andréa Nakane
Você pode sonhar, criar e construir a idéia mais maravilhosa do mundo, mas são necessárias pessoas para fazer o sonho virar realidade
Walt Disney
14
setembro
2013

A lição do Rock in Rio 2013 para quem é do ramo de eventos.

escrito por Andréa Nakane

E 28 anos se passaram...

E com a edição de 2013, o Rock in Rio se consagra como o maior festival de música do mundo, tendo em sua programação mais de 160 atrações artísticas divididas em cinco espaços diferentes, durante dez dias de evento. A promotora e organizadora do evento estimam que cerca de 600 mil pessoas marcarão presença durante o festival, com uma média de 85 mil espectadores por dia.

Se comparado com a primeira edição em 1985, o projeto demonstra exatamente o que um evento deve fazer para manter-se com êxito na mente e desejo dos consumidores: acompanhar a própria evolução da sociedade, apresentando-se com uma diretriz glocal, ou seja, pensando globalmente, mas agindo localmente.

Alguns críticos mais puristas, declaram que o festival perdeu sua essência e hoje está mais para um parque temático que não condiz com a tipologia de seu batismo.

Ora em definição de festival entende-se que seja uma festa de variedades demonstrando ao público uma gama de estilos ou apresentações variadas conforme o interesse do público.

Um parque de diversão acopla uma gama diversa de atrações complementares e que atende perfeitamente a heterogeneidade de público, que a seu critério pode customizar sua programação, conforme interesses particulares. Além disso, parte do público, compostos pela juventude, caracterizada pelas gerações Y e Z tem como características a pluralidade de ações, ou seja, fazer tudo ao mesmo tempo. Essa é sua vibração, a sensação que lhe satisfaz.

E apenas para relembrar: um evento tem como principal premissa atender ao seu público alvo!

Outra alegação que está sendo exaltada: falta Rock no Festival que associa seu nome ao gênero musical. Esta análise não pode ser considerada verídica, pois o gênero musical em questão representa um espírito e como toda democracia, deve conviver com outros estilos, até por que o próprio Brasil, em termos de musicalidade é reflexo puro da miscigenação de vários ritmos e gêneros. Isso é a cara do Brasil! Isso em tempos atuais de dólares à altura, coopera, e muito, para o equilíbrio financeiro de um evento e valoriza a cultura brasileira.

Há muitas críticas, porém o que vale é a existência de um evento que surgiu em um momento singular da história brasileira, sobreviveu ao mesmo, ficou exilado por dez anos e como filho pródigo retornou ao seu berço, confirmando sua vocação de grande atrativo turístico, fincando mais uma vez seus pés no Rio de Janeiro, movimentando a economia, proporcionando vivências únicas... exatamente como fez em 1985... e agora o faz em 2013... para um público com outras características, nem melhor, nem pior, apenas diferente!

E não se esqueçam: Hoje é dia de Rock, Bebê!!!

E Tomara que hoje e sempre o Rock in Rio fique conosco!

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