Reflexões & Aprendizados
Andréa Nakane
Você pode sonhar, criar e construir a idéia mais maravilhosa do mundo, mas são necessárias pessoas para fazer o sonho virar realidade
Walt Disney
20
dezembro
2013

Necessidade Estratégica para o Bem do Turismo

escrito por Andréa Nakane

A sanção da lei número 11.771, de 17 de setembro de 2008, foi sem dúvida alguma um avanço na percepção da relevância do setor para o desenvolvimento econômico e social do país, colaborando para uma maior valorização e ordenação dos pensamentos críticos, operacionais e estruturais, que orientem o rumo do turismo brasileiro de forma estrategista e responsável, extrapolando a simples referência vocacional da nação.

Nas principais abordagens da lei, o destaque direciona para a Política Nacional do Turismo, que amplamente revoga os principais comprometimentos do setor público, fomentador vital para o dinamismo da cadeia, proporcionando condições básicas – sobretudo de maior competitividade e excelência.

Infelizmente, a questão da legitimidade profissional obtida com a formação superior, seja em bacharelado e/ou tecnólogo em Turismo não foi debatida exaustivamente e de imediato obteve o veto tornando a profissão, posteriormente, reconhecida, mas não regulamentada.

A justificativa para tal ação, discorre que não há prejuízos relacionados à integridade dos consumidores. Porém se esse escopo abranger questões morais, emocionais e de bem estar é incontestável a importância e valorização da categoria, na faixa hierárquica de gestores.

Uma cadeia produtiva qualificada só agrega valor ao setor.

Chega até ser incoerente que o Brasil, país que em 1971, implantou o primeiro curso superior de Turismo no Mundo, na então Faculdade Anhembi Morumbi, não tenha prerrogativa do reconhecimento pleno por intermédio de sua regulamentação.

Esse fato também demonstraria o exercício gerador de uma visão e práticas contextualizadoras de inputs estratégicos, tão necessário para ganhos de produtividade e desempenho.

A retomada das reflexões sobre essa questão precisa ganhar fôlego, voz e aprimorar-se!

No setor de serviços, a qualificação tem peso elevado na percepção e consolidação de uma imagem positiva.

Hoje a falta dessa especificidade técnica e responsável torna o mercado vulnerável e a mercê de alguns aventureiros e oportunistas que maculam a imagem de um ramo, que há muito labuta dignamente para movimentar sua economia e galgar espaço como um player de potencial inegável, mas que ainda timidamente não evidencia concretamente sua grandeza.

Um setor de maior profissionalização, sobretudo, firmado com a Educação, gerencia muito melhor suas vertentes de crescimento e fomenta a mitigação de riscos e inseguranças que podem comprometer o trabalho de toda a cadeia turística e sobretudo a satisfação dos turistas, sejam domésticos ou internacionais.

Os investimentos na educação, seja técnica ou superior, refletem diretamente no sucesso da economia de um país.

No turismo brasileiro, a reputação somente alicerçada no dom para receber e acolher por si só não é suficiente para direcionar o país no caminho das grandes economias turísticas.

É preciso ter projetos educacionais estruturados para o setor, só assim, será possível melhorar a qualidade dos profissionais envolvidos e consequentemente ser gerador de impactos realmente positivos, que possam elevar o Brasil no ranking da Organização Mundial do Turismo (OMT) e contudo proporcionar maior ativação do Turismo como acelerador econômico e fonte não só de renda, mas também de cultura, bem estar e felicidade, afinal viajar faz parte da essência humana.

Reconhecimento da Profissão é muito bom! Mas a Regulamentação da mesma é crucial para os desafios que o Turismo Brasileiro tem no horizonte presente e futuro!

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