Reflexões & Aprendizados
Andréa Nakane
Você pode sonhar, criar e construir a idéia mais maravilhosa do mundo, mas são necessárias pessoas para fazer o sonho virar realidade
Walt Disney
24
agosto
2014

Nova Tipologia... Novo Conceito... Recomeço

escrito por Andréa Nakane

Recentemente li um livro de Laura Dave, intitulado Festa do Divórcio, cujo tema central é a celebração do rompimento amoroso e que está cada vez mais rotineira na sociedade norte-americana.

Tal assunto atiçou tanto minha curiosidade que convidei uma amiga docente e decidi realizar uma pesquisa sobre o assunto, buscando transparecer um panorama desse tipo de evento no Brasil, material que apresentaremos em futuros eventos do trade, como o congresso da ABEOC, no próximo mês de dezembro.

Nos Estados Unidos a Festa do Divórcio, demonstra vigor e ganha cada vez mais adeptos, conforme sua popularização, já no Brasil a prática existe desde 2010. E a tendência é que o conceito seja cada vez mais comum já que a nação vem batendo recordes em divórcio desde 2011, quando foram registrados 351.153 ao longo do ano, 45% a mais se comparado com 2010, segundo o IBGE.

Só em São Paulo, em 2011, ocorreram 6.382 separações na capital, o que representa um aumento de 135% em relação a 2007, segundo o Colégio Notarial do Brasil.

A origem da festa do divórcio tem nacionalidade determinada. Tudo começou com os norte-americanos, que tiveram a ideia de criar um novo hábito ritualístico para uma transição cada vez mais comum nas sociedades modernas e democráticas: o divórcio. Conhecidas como festas de descasamento, despedidas de casados ou celebrações do divórcio, elas já são febre nos Estados Unidos há quase duas décadas e começaram a se tornar populares no Brasil há menos de cinco anos.

A festa em si segue a linha de casamento, com determinados rituais, só que ao contrário da celebração de união e com um toque de muito humor e alguns casos, até mesmo com uma referência agressiva destilada contra o ex- conjugê, dependendo das circunstâncias do rompimento.

Muitos estudiosos das área de psiquiatria concordam que a festa do divórcio posiciona-se como uma espécie de catarse que colabora com a passagem do luto - como o divórcio é tratado - e proporciona a superação da dor de uma separação. A festa do divórcio posiciona-se, então como uma espécie de ritual, que marca o fim de um ciclo e início de outro e nesse caso justifica-se a festividade, já que espera-se que os novos tempos sejam mais felizes e prazerosos.

Alguns profissionais especialistas em relacionamentos consideram que a celebração tem a ver com a liberdade de quem não se sentia mais à vontade e feliz no casamento. Outros chegam até mesmo a fazer cara feia frente a essa nova opção de celebração, porém para quem é da área, a percepção é que um novo nicho de negócios surgiu, inclusive com a possibilidade de faturamento em dobro, já que diferentemente de um casamento, onde o casal torna-se um único cliente, na festa do divórcio, cada um realiza um evento distinto, de forma separada, demandando dois planejamentos e consequentemente dois percentuais de lucro.

E como diz a autora do best seller, Festa do Divórcio, o acontecimento especial chega para lidar com a raiz da ruptura e faz diretamente que seus envolvidos passem a acreditar em todas as faces do amor, até a do divórcio, este como uma possibilidade de recomeço, afinal ser feliz é a meta de todos nós!

E você organizaria uma Festa do Divórcio? Promoveria uma? Vamos Refletir?

Arquivos
Buscar nos Blogs
O que deseja procurar?
Escritores
Newsletter
Receba as novidades