Reflexões & Aprendizados
Andréa Nakane
Você pode sonhar, criar e construir a idéia mais maravilhosa do mundo, mas são necessárias pessoas para fazer o sonho virar realidade
Walt Disney
01
dezembro
2013

Prêmio Joana Palhares: Um Tributo, Uma Homenagem

escrito por Andréa Nakane

Joana Palhares, uma mulher que construía pontes e que de forma incansável e obstinada foi uma das primeiras a trabalhar com afinco e prazer pela valorização do turismo nacional.

Com seus olhos azuis penetrantes e vívidos estava sempre a procura de notícias e parcerias que ao serem fomentadas poderiam alavancar negócios e engrandecer resultados. Tinha um gênio forte, muitas vezes gerava por trás de si comentários maldosos, até porque em um mundo com tanta falsidade, poucos efetivamente tinha coragem de transparecer sua opinião, já que Joana Palhares, era uma jornalista, idealizadora de uma coluna pioneira quinzenal no Jornal do Turismo e tinha uma rede muito bem consolidada com as principais lideranças do setor da época.

Era querida por muitos, por outros era tolerada, mas de certo, era a figura mais conhecida do trade turístico. Evento turístico sem Joana Palhares poderia até mesmo ser considerado como um fracasso. Sua força, sua sagacidade ácida e acima de tudo seu dom para estreitar e fazer laços entre as pessoas a tornou quase um mito.

Quem quisesse atiçar a raiva de Joana Palhares era só lhe perguntar a idade... esta era guardada a sete chaves... Lembro-me um dia que liderava um famtour de jornalistas a ilha de Saint Marteen e para agilizar o processo alfandegário recolhi todos os passaportes e comecei a confirmar os dados dos bilhetes eletrônicos com os números da documentação, quando de repente, ela me cutuca e disse: Você não olhou minha data de nascimento, olhou? Sem pestanejar eu disse que sim... mas que já não mais recordava que ano era... Ela riu, me olhou profundamente nos olhos e disse: Confiou em você como se fosse minha filha. Minha admiração e carinho por ela só cresceu.

Ela foi uma das primeiras profissionais do turismo que conheci, quando então era trainée do extinto Le Meridien Copacabana e de imediato tivemos uma ligação que duraria 15 anos, somente interrompida quando em março de 2004, Dona Joana, como carinhosamente a chamava, apesar de ter intimidade suficiente para não ter usar tal vocativo, faleceu e deixou um vazio como grande dama do turismo nacional.

Bayard Boiteux, amigo em comum, sempre carinhoso e presente na vida de Dona Joana Palhares, era também um de seus filhos postiços... éramos poucos, mas dividíamos a atenção dela com seus filhos legítimos, tão queridos e sortudos por tê-la como mãe.

Fiquei muito honrada, alguns anos depois do falecimento de Dona Joana em receber das mãos de Bayard, o prêmio Joana Palhares, com o mérito de homenagear os profissionais que se destacavam no trade turístico.

Uma maneira linda e singela de enaltecer o trabalho de abnegadas pessoas que realmente são comprometidas com o desenvolvimento do Turismo no Brasil. Uma demonstração que o exemplo de Dona Joana foi semeado e que estamos colhendo seus frutos. Um tributo a uma desbravadora mulher, que içou a bandeira do turismo quando ninguém acreditava realmente em seu potencial e que por ser tão especial, jamais será esquecida. Isso eu posso garantir, pelo menos em meu coração e na memória viva que tenho dela.

Este ano a entrega do prêmio Joana Palhares será no dia 05 de dezembro, às 15 horas,no campus Ipanema da UniverCidade, Rio de Janeiro e entre os agraciados estão Arnaldo Bichucher, Liliana Rodriguez, Sonia Mattos, Silvana De Oliveira, Patricia Boiteux Brandao, Monsenhor André Sampaio, Andreia Roque, Sergio Junqueira Arantes, Claudio Magnavita, Conceicao Branco, Cleo Guimaraes e Natalia Strucchi Amaral.

Dona Joana, a senhora faz falta... mas aqui continuamos tendo sua referência para tocar o barco, o avião, o ônibus, enfim os meios de transporte necessários a elevar em patamares cada vez mais altos o Turismo brasileiro.

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