Reflexões & Aprendizados
Andréa Nakane
Você pode sonhar, criar e construir a idéia mais maravilhosa do mundo, mas são necessárias pessoas para fazer o sonho virar realidade
Walt Disney
16
junho
2013

Saving em Eventos Demanda Milagres dos OPCs

escrito por Andréa Nakane

No último sábado, presenciamos a abertura do evento que iniciou o aquecimento para a Copa do Mundo de 2014: a Copa das Confederações da FIFA, uma estratégia para não só realizar uma espécie de test drive dos principais equipamentos da competição e contagiar a população local, mas também para gerar novas receitas, afinal eventos tem total relação com business, em sua maioria das tipologias.

O que falar de 20 minutos que demandaram muita transpiração e energia de 2,8 mil voluntários liderados pelo mais aplaudido e comentado gestor da criatividade da atualidade, Paulo Barros, carnavalesco do G.R.E.S Império da Tijuca, porém planejado com um orçamento pífio?

A demanda orçamentária já investida pelo país para a realização do evento é imensa e tem causado uma série de manifestações há muito tempo. Sabe-se que todo o investimento certamente jamais irá tornar-se um real legado produtivo e eficiente. O receio de termos investido em 12 novos elefantes brancos há muito nos apavorava... Mas tínhamos que ter analisado essa questão, antes... lá em 2007 quando recebemos de bandeja a Copa de 2014.

Digo de bandeja, pois diferentemente dos Jogos Olímpicos, não foi um evento disputado, com concorrentes... o Brasil por questões de negociações, estabilidade econômica e interesses do promotor do acontecimento ganhou tamanha dívida, ou melhor, honra.

Agora a hora é buscar a mais elevada potencialização de todo o investimento... e a abertura desse campeonato, televisionado para milhões de espectadores no mundo inteiro, seria uma excelente exposição de nossas belezas culturais e vibrante emoção.

Mas... como os gastos já estavam na estratosfera... o corte foi visível... e o espetáculo, apesar de todos os esforços dos envolvidos... não foi à nossa altura... Faltou verba... nitidamente percebida pelas fantasias de qualidade duvidosa e pouco impactantes.

O promotor de um evento muitas vezes acredita que os profissionais da área são milagreiros... e realmente somos... mas para tudo há limites... sem dinheiro, até fazemos algo... mas não podemos ser cobrados por nenhuma sete maravilha do mundo ... entregamos o que dá... com criatividade e pé chão.

Destaco um momento da abertura... que mesmo com toda simplicidade “ deu um pequeno arrepio”:

Trata-se do último ato, talvez o grand finale... Com fantasias que remeteram à vegetação brasileira, voluntários projetaram um campo de futebol. Bonecos gigantes como os do Carnaval de Olinda, foram alinhados para uma partida de futebol com direito a narração (ainda bem que não do Galvão).

No momento do gol, o público, soltou o grito e dessa forma oficialmente começou a Copa das Confederações 2013, em nossos gramados, com fatos para refletirmos e vaias que vão entrar para história, não pela ausência do fair play, mas por demonstrar que o povo brasileiro está passando por um momento de transformação... essa sim nunca vista em nossa história... ou melhor... vista sim... na abertura dos jogos panamericanos em 2007... mas isso é assunto para outro post...

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