Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
24
setembro
2014

Férias e voltando - despedindo...

E pensar que a parte mais importante da minha viagem está chegando ao fim. Hoje, lembrando de como comecei a pensar nestas férias, buscar informações, abrir mapas e ficar escolhendo os melhores roteiros, se ia para esta ou aquela cidade enquanto lia a respeito do Oriente Médio e via filmes que me faziam querer chegar a este outro lado do mundo. Depois de 4 anos vindo para cá, tenho que me despedir do Cairo. Esta é minha última noite aqui.

Este ano repeti duas cidades que gosto muito - Istanbul e Cairo. Entretanto, reservei um tempo maior para aquele que, até então, era o mais temido e menos conhecido país do Oriente Médio: o Irã. É tão temido que até os países vizinhos pensam assim. Para nós brasileiros, ter este pensamento até entendo, mas vizinhos? É o mesmo que brasileiros não se sentirem seguros em frequentar a Argentina, por exemplo. Enfim, como não moro aqui e não conheço muito a respeito, melhor não falar bobagem sobre isso.

Na verdade, em duas semanas de Irã não sofri nenhum tipo de hostilidade, pelo contrário, senti um País pacato, com pessoas felizes por todos os lugares e muito pouca polícia e exército na rua. Claro que eu tinha uma situação privilegiada, com data para entrar e sair, além de ter ficado em bons lugares e participar do lazer mais conveniente a um turista de primeira viagem. Mas conversei e instiguei pessoas a se abrirem e falarem sobre suas vidas. E todas, sem exceção, foram categóricas em dizer que eram felizes sim, e queriam a paz. Nem contra Israel os iranianos tinham algo contra a dizer.

É certo que cada um tinha sua consideração sobre este ou aquele assunto, e nada mais. Eu aproveito para deixar as minhas aqui, neste Blog, que assino e garanto a veracidade de tudo que passei e conto. E que bom ter escolhido este roteiro para minhas férias. Como estava precisando disso. E agora, já me preparando para voltar ao Brasil, à rotina diária de trabalho e, que mesmo assim, é bastante agitada. Que bom, afinal, é este trabalho que paga a conta desses dias intensos, emocionantes, coloridos e calorentos.

 O casal Sepehr e Nasim: símbolos da arte de bem receber dos iranianos


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