Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
16
agosto
2016

India

Depois de cinco anos seguidos para o Oriente Medio, este ano resolvi mudar um pouco a direção . Na realidade bem pouco.

A diferença esta que não é uma região de conflitos.

Comecei pela Turquia cinco anos atras, depois Siria (inicio dos conflitos eu estava lá), Libano, Egito (cinco vezes, me sentia um egípcio, porque eu estava lá na queda de Mubarak, queda de Mursi e nos anos com o Presidente egípcio Sisi), Jordania, Israel (três vezes), Palestina e Iran. Aonde me sobraram Libia, Iraque, Afeganistão e Paquistão. Mas preferi não arriscar. Existe um certo limite para viajar na região, ate porque os meus roteiros quase todos eram viagens por terra atravessando fronteiras entre estes países.

Fui a Etiopia também ano passado e foi uma experiência muito especial.

Alias no dia que abriu a Copa do Mundo aqui no Brasil (12.06.2014) saia uma matéria na Folha de São Paulo sobre as minhas viagens com o titulo O Caçador de Conflitos (joguem ai no Google). Não entendi caçador de conflitos. RS. Só porque eu preferia repetir minhas viagens ao Cairo e participar de manifestações na praça Tahrir do que ir a Torre Eifel em Paris?

Me descobri um turista curioso e que queria participar dos movimentos nestes países.

Na manifestação da queda do Mursi, presidente eleito no Cairo eu estava na praça Tahrir com 1 milhão de egicpios. Com possibilidade de levar porrada. Mas parecia que era a minha revolução. Será que fui um egípcio na outra encarnação? Existe um documentário maravilhoso deste período chamado The Square que concorreu a Oscar. Mas provavelmente não foi gravado no dia que eu estava la. Ou se foi, entre 1 milhão é diferente fazer a diferença.

Em outras ocasiões no Cairo, levei bomba de gás na cara, tive que me esconder dentro de uma loja do KFC e coisas básicas assim. Mas eu sempre ficava feliz em vez de assustado. Já corri com uma multidão atrás de um ladrão no centro da cidade. Mas não é sempre assim e indico turismo ao Egito que é surreal e imperdível.

Alias descobri uma rua no centro do Cairo que parece a nossa 25 de março de madrugada. Estou sempre la fazendo compras de coisas básicas como meias e cuecas e pechinchando muito. Bato boca com eles e sempre saio com descontos. Ando mais no centro do Cairo do que no centro de São Paulo e provavelmente por não ter noção do perigo ou eles já me veem como um local.

Mas este ano de 2016, achando que já fui a lugares que eu queria, mudei de região, irei a India.

Tive uma certa resistência de pensar na India, ate porque eu ainda tinha algo para fazer no Oriente Médio.

Mas quando abri o mapa da India fiquei boquiaberto.

Muito mais gente e de meus amigos já foram a India do que ao Irã por exemplo. Mas sem pretensão as minhas viagens são num tempo diferente que eu faço questão de fechar. Alias não intitulo mais viagem de férias mas sim viagens de projetos. Sou fotografo então agora vai ser uma viagem de projeto fotográfico na India.

Índia é uma Gisele, linda. Se tira fotos com os olhos fechados. Então terei o trabalho de fugir do clichê da beleza. Não fazer Gisele feia e sim detalhes na beleza do que os outros já clicaram.

Não vou conseguir fugir de alguns ângulos mas vou tentar.

Agora a geografia da India é de impressionar. E não estamos apenas falando de elefantes e vacas nas ruas ou mesmo sobre as diferentes castas. Eu adoraria ter algumas aulas da India antes de embarcar mas já estou sem tempo.

Daqui umas semanas eu chego la e me acompanhe.

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