Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
15
setembro
2014

Iran Agora - Não existe mundo perfeito

Não existe mundo perfeito. Se você quer lugares onde tudo funcione e os shoppings são verdadeiros paraísos, tem que viajar para Europa e Estados Unidos. Mas será que isso é bom? viajar pelo óbvio? Gosto destes lugares, também, mas ultimamente procuro o inverso. Quero aprender mais e conhecer lugares onde o turismo quase não existe. Por isso tenho vindo ao Oriente Médio nestes últimos quatro anos de férias

Vamos às partes não tão boas do Irã – agora, o verão tem um calor literalmente de deserto. E olha que procurei vir no quase fim de verão, nem posso imaginar se fosse no ápice da estação; o trânsito dentro das cidades é uma aventura. Mesmo parecendo mais organizado do que no Egito, aqui no Irã, os carros andam muito rápido e com isso a sua tensão sobe a cada curva, a cada farol, pois a impressão que se tem é que o carro ao lado vai bater no seu carro. A gente fica esperando a batida e, nada. Haja coração! Meu coração acelera junto várias vezes a cada corrida de táxi. Com um trânsito intenso e violento as pessoas não têm vez para atravessar as ruas. É um salve se quem puder. Sejam mulheres, crianças ou idosos, ninguém é respeitado. E, quando você vê, um velho senhor, numa bicicleta também velha, no meio daquela bagunça? Você reza por ele. Aliás, os carros são todos batidos, sem exceção, já que a frota é composta só de carros velhos, devido as sanções que o país enfrenta há décadas.

Poucos falam inglês e tudo é diferente para nós. Mas isso se resolve se ambas as partes tiverem paciência e se comunicarem com gestos. Ponto positivo aqui com os bem humorados, aliás, a maioria da população.

Outra coisa que me deixa confuso – são as duas moedas. Quando se troca 100 dólares por exemplo, recebe-se mais de 3 milhões de Rials. Entretanto, a moeda mais usada é a Tuman. É a mesma nota, mas os valores são diferentes: é só tirar o último zero do Rials e você tem a Tuman . Na maioria dos lugares usa-se a Tuman, portanto, não se ache milionário nesta troca. Mas, mesmo assim, as coisas são bem baratas para estrangeiros.

Não posso esquecer de falar das viagens de ônibus, que são outra aventura. Eles buzinam em cima dos carros da frente toda a viagem. Motoristas dos ônibus grudam nos carros, caminhões e outros ônibus, colocam a mão na buzina e vão, até todos saírem da frente.

Eles não tem a cultura de ultrapassar e, mesmo na faixa da esquerda eles buzinam. O pior é que dirigem muito mal, pois usam a linha que separa as faixas, não para dividir espaços e sim para andar em cima delas.

Mesmo com toda essa confusão, a vida por aqui é normal como em qualquer cidade do mundo. Com uma ou outra vestimenta diferente, short e bermuda, nem pensar e o calor de deserto, ainda sim é um prazer estar aqui. E a internet, então? Faz a internet do Brasil ser a melhor no mundo. As pessoas dizem que é o governo que limita a velocidade da internet, então assumo, que é um teste de paciência.

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