Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
09
dezembro
2014

No esporte sem limites de idade

Com a repercussão e a possibilidade do Brasil ganhar pela primeira vez um campeonato mundial de Surf, com o surfista Gabriel Medina, nunca o esporte esteve tanto em evidencia em toda a mídia esportiva. Eu mesmo, fã do canal de esportes, Canal  OFF, onde constantemente assisto aos espetáculos deste garoto pelo mundo afora, sempre acompanhado pelo seu padrasto e treinador, fico entusiasmado com tamanha competência.

Mas quem disse que precisa ser garotão para pegar onda? Eu comecei com mais de 40 anos. Claro que não faço as manobras de Medina, mas com a minha prancha padrão “fun” consigo curtir o visual e o prazer se deslizar sobre as ondas.

surfista na Ferrugem surfista na Ferrugem
Porém, lembro da minha primeira vez, quando vi na praia de Maresias, não um quarentão, mas um senhor que deveria ter no mínimo uns 60 anos e estava lá só no papo de surfista numa sombra com vista para o mar. Além de uma condição física invejável para qualquer garotão, exibia um bronzeado e fazia média com as gatinhas ao redor.

Claro que se vê muito mais garotos em suas pranchas por toda a costa brasileira ou mesmo nas melhores praias do mundo. Entretanto, escolinhas de surf nas praias, estão cada dia mais cheias e procuradas e, não só pelos pequenos, mas por homens mais velhos que não tiveram oportunidade de aproveitar na juventude e, hoje, têm condição e tempo para realizar este sonho.

E, pude constatar isto, neste final de semana, em Garopaba, litoral catarinense, onde vi muitos senhores com suas pranchas, de todos os tamanhos, desfilando pelas areias da praia. Claro que o pranchão ainda é o mais básico, porém não é somente para iniciante, é também um estilo de surfar para todas as idades e sexos. Se vê muito menina deslizando com suas pranchas enormes.

As facilidades estão aí para quem quiser aproveitar. E, podem ter certeza, a sensação, de pelo menos sentar numa prancha, em meio ao marzão e apreciar ao redor já é algo absurdamente maravilhoso. É uma visão diferente do mar para a terra.


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