Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
05
janeiro
2015

O Rio continua lindo em 2015

O Rio continua lindo

Sou suspeito ao escrever sobre o Rio. É um lugar muito especial para mim. Tanto pelas emoções que já vivi na capital carioca em todos os anos que lá estive mas, também pelo povo e natureza que são seu diferencial.

Este ano, mesmo sendo um dos principais endereços para festas de réveillon no planeta, o Rio foi minha última opção. Eu queria mudar um pouco de direção mas, no final, acabei seguindo para o Rio como das outras vezes.

Aluguei, junto com amigos, um apartamento em plena Rua Barão da Torre, Ipanema, endereço cool da região e, resolvi ir e voltar de ônibus, já que em cima da hora a passagem área estava quase 2 mil reais, ida e volta. Um absurdo para quem, em setembro, pagou 3 mil reais para a Turquia. Então o jeito é encontrar alternativas e não me arrependi.

A viagem de ônibus é tranquila, pouco menos de 400 km, numa estrada boa, com curvas já chegando na serra. O número de opções de empresas de ônibus que trabalham este roteiro cresce e tem boas ofertas de conforto e segurança.

Rio de Janeiro
Há poucos dias das festas, o Rio sentia, gradativamente o crescimento da sua população. Todos dias eu via mais e mais pessoas chegando com suas malas pelas calçadas de Ipanema, os restaurantes mais cheios e mais difíceis ficavam o acesso a certos serviços. Natural para uma cidade que já está acostumada a triplicar sua população nestas semanas de réveillon e carnaval.

Mas, como bons paulistanos estressados, exigentes e acelerados já sentimos uma certa apreensão, já que a questão não é se o serviço no Rio é ruim ou bom, mas sim, de estar em uma cidade superlotada de turistas vindos de todas as partes do mundo.

Praias cheias sem espaço para guarda sol e cadeira; vendedores ambulantes e barracas com vendas de bebidas e alguma comida; ouvi, mas não vi, sobre arrastão nas praias, enfim, o jeito é relaxar e deixar tudo acontecer a seu tempo.

Outro diferencial dos cariocas são suas lojas de sucos em todas as esquinas, todos os bairros onde se pode desfrutar deliciosos sucos ou mesmo sanduíches originais. Um destas delicias cariocas é o mixto quente de queijo e banana, que acompanha açúcar e canela. Impossível pensar em estar no Rio e não saborear esta delicia. Que, aliás, tem o nome de Delicia.

Agora algo que me chamou muito atenção foi a quantidade de lixo que as pessoas fazem e deixam nas praias. É de impressionar, no fim do dia, aquela montanha de resíduos como garrafas, latas de cerveja e refrigerante, coco, etc. É impossível, até para a melhor prefeitura do mundo limpar e manter uma aspecto melhor em suas praias. As pessoas precisam se conscientizar mais e levar embora o seu próprio lixo ou jogar em lixeiras já nas ruas.

Na noite do réveillon, a partir das 18h00, a orla de Copacabana já vai se enfeitando de pessoas de branco vindas de bairros muito distantes para assistir à belíssima queima de fogos da meia noite. Há, alguns anos, a Prefeitura já oferece shows em várias partes da praia para poder entreter a todos. Os prédios da Avenida Atlântica se iluminam e se enfeitam também.

Rio de Janeiro
Meia noite, orla lotada, sem espaço para se mexer na areia ou no asfalto e todos prontos para assistir uma das festas mais lindas do Mundo. Constantemente se ouve turistas estrangeiros dizendo que nunca viram algo tão lindo e que não querem mais New York, Paris, Cingapura, enfim, só aqui existe esta liberdade das pessoas, o clima festivo e o calor. Pois nestas outras capitais, no mínimo encontramos neve ou muito frio nesta época. E o que dizer daquele mar de gente, todos de branco, andando juntos em direção ao mar pouco antes dos fogos? É algo muito especial. Um clima festivo e de confraternização, como se fosse ensaiado. Realmente uma sensação de paz e amor naquele momento tão especial e sensível.

É o Rio continua lindo. Turistas por todos os lados felizes por contemplar lindos pôr do sol nos fins de tarde de um Rio 50 graus, mesmo emoldurado por lindas montanhas.

Minha única observação é que usufruimos muito pouco da cidade nesta época, fazendo da cidade apenas um balneário, esquecendo que existe uma infinidade de lugares como Santa Tereza, Lapa, Urca, Jardim Botânico, Tijuca e tantos outros para se visitar.

O importante é que o Rio é nosso mais importante e famoso cartão de visita ao Mundo e, ele, continua lindoooooo. Que orgulho.

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