Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
10
fevereiro
2015

Paranapiacaba aqui do lado

Fim de semana sempre é sinal de agito ou, para quem prefere, descanso. Energia e animação de um garoto de 18 anos e muitos programas se apresentando. Difícil é decidir o que fazer – andar de bicicleta no parque, desbravar museus ou ler os jornais e escolher um dos filmes que estão concorrendo ao Oscar? Opções demais! E, como o dia está lindo ainda vale a pena um passeio ao ar livre.

E, como se ouvissem seus pensamentos, uma amiga liga e convida para um passeio até Paranapiacaba. Há pouco mais de uma hora de São Paulo, num bairro mais afastado de Santo André, Paranapiacaba é uma vila colonizada pelos ingleses e que na linguagem indígena significa “lugar de onde se vê o mar” e reúne um dos patrimônios culturais e naturais do território brasileiro.

Paranapiacaba
Além da arquitetura das casas, feitas de madeira no séc. XIX, e pela antiga estrada de ferro (responsável pela origem da cidade), a vila foi reconhecida pela UNESCO como uma importante área de conservação ambiental para a humanidade, com muitas nascentes, espécies animais e vegetais.

É um passeio perfeito para um sábado ou domingo. Pode-se ir de carro, ônibus ou mesmo de trem. Aos domingos,você conta com o Trem Expresso Paranapiacaba, que sai as 8h30 da Estação da Luz ou as 9 hs da Estação Prefeito Celso Daniel – em Santo André e retorna às 16h30.

Para quem gosta de pedalar, pode-se ir de trem até Rio Grande da Serra e depois segue até Paranapiacaba de bicicleta numa estrada plana e movimentada de outros ciclistas. Mas, atenção para a neblina. Você pode chegar em Paranapiacaba e não ver quase nada no primeiro momento. Algo como uma cidade londrina com vista um pouco limitada mas bastante interessante. Aos poucos o dia se abre e o sol aparece e, no meio da tarde, desaparece novamente como que por mágica.Além da arquitetura o povo local é bastante simpático abrindo suas próprias casas para vender desde deliciosos cafés da manhã, almoço e até mesmo souvenirs, alguns deliciosos como pão caseiro e a cachaça local.

Para quem é aficionado por fotografia e quer praticar, a pequena vila se mostra uma boa modelo.

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